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Energia

Novas usinas nucleares devem ter participação privada, diz ministério

07/10/2013 | 15h42

 

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério das Minas e Energia (MME), Altino Ventura, afirmou, nesta segunda-feira (7), que as quatro usinas nucleares que estão em estudo pela pasta deverão contar com a presença de investidores privados.
O MME calcula que entre 2025 e 2030 todo o potencial hídrico brasileiro novo que pode ser explorado para a geração de energia deverá estar esgotado. Desta forma, segundo Ventura, haverá a necessidade de investir em térmicas. Usinas nucleares, a carvão e a gás natural deverão ser os garantidores do fornecimento.
"Não entendemos que o programa nuclear seja puramente estatal", afirmou Ventura, durante o seminário "GEE: Desafios a Energia no Brasil", realizado pelo Grupo de Economia da Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
"Com as experiências que estamos tendo na parte de transmissão e geração, muito bem sucedidas [com relação à participação privada], é desejável que essa experiência seja estendida para nuclear, no que diz respeito à parte convencional da usina", disse o secretário.
As quatro usinas nucleares são previstas em um horizonte de longo prazo, até 2030. Segundo o secretário, elas ainda estão em estudo e deverão ser localizadas no Nordeste e no Sudeste. Ventura evitou dar um prazo para que os estudos sejam concluídos. A possibilidade de novas nucleares em Angra dos Reis (RJ), onde estão duas já em operação e uma em construção, está descartada.
Renováveis
Em relação ao carvão, Ventura destacou que é preciso avançar nos estudos para redução dos gases do efeito estufa.
Já em relação à participação nas energias renováveis, nos próximos dez ou 20 anos, Ventura reiterou que elas serão complementares. Segundo ele, solar, eólica e biomassa terão o seu papel, mas não dão a mesma segurança fornecida pelas fontes térmicas.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério das Minas e Energia (MME), Altino Ventura, afirmou, nesta segunda-feira (7), que as quatro usinas nucleares que estão em estudo pela pasta deverão contar com a presença de investidores privados.


O MME calcula que entre 2025 e 2030 todo o potencial hídrico brasileiro novo que pode ser explorado para a geração de energia deverá estar esgotado. Desta forma, segundo Ventura, haverá a necessidade de investir em térmicas. Usinas nucleares, a carvão e a gás natural deverão ser os garantidores do fornecimento.


"Não entendemos que o programa nuclear seja puramente estatal", afirmou Ventura, durante o seminário "GEE: Desafios a Energia no Brasil", realizado pelo Grupo de Economia da Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


"Com as experiências que estamos tendo na parte de transmissão e geração, muito bem sucedidas [com relação à participação privada], é desejável que essa experiência seja estendida para nuclear, no que diz respeito à parte convencional da usina", disse o secretário.


As quatro usinas nucleares são previstas em um horizonte de longo prazo, até 2030. Segundo o secretário, elas ainda estão em estudo e deverão ser localizadas no Nordeste e no Sudeste. Ventura evitou dar um prazo para que os estudos sejam concluídos. A possibilidade de novas nucleares em Angra dos Reis (RJ), onde estão duas já em operação e uma em construção, está descartada.



Renováveis


Em relação ao carvão, Ventura destacou que é preciso avançar nos estudos para redução dos gases do efeito estufa.


Já em relação à participação nas energias renováveis, nos próximos dez ou 20 anos, Ventura reiterou que elas serão complementares. Segundo ele, solar, eólica e biomassa terão o seu papel, mas não dão a mesma segurança fornecida pelas fontes térmicas.

 



Fonte: Valor Online
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