Etanol

Norte fluminense quer retomar destaque na produção de cana e álcool combustível

O papel do Norte Fluminense no esforço nacional para que o Brasil assuma a dianteira da produção mundial de etanol, e contribua para a gradual substituição dos combustíveis fósseis pelos oriundos de fontes naturais renováveis. Esse foi o tema central do seminário "Etanol, do Norte Fluminen

Da redação
26/06/2007 00:00
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Promovido pelo Grupo O Dia de Comunicação em parceria com a Petrobras, no Rio o evento reuniu o governador em exercício, Luiz Fernando Pezão, representando Sérgio Cabral, que se encontra em Portugal, Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento da Petrobras, Jorge Picciani, presidente da Alerj, e Paulo Fraga, diretor de O Dia. Em Campos, diretamente do auditório do Cefet, participaram Luiz Augusto Caldas Pereira, diretor da instituição educacional campista e os secretários de Petróleo e Energia e de Agricultura e Desenvolvimento de Campos, respectivamente Renato Barbosa e Eduardo Barbosa.
 
O representante da Petrobras destacou a disposição da estatal em investir na produção do álcool combustível, e lembrou que ano passado o Brasil exportou 3,5 milhões de litros do produto através da iniciativa privada. "Não é nossa intenção competir com os produtores privados, mas sim atender ao mercado externo, principalmente países asiáticos e mais à frente o mercado americano, através de parcerias que temos fechado com novos produtores", explicou Costa.

O diretor de abastecimento da Petrobras disse que no século 21 nenhum negócio terá sucesso se não atender plenamente os aspectos ligados à inclusão social e sustentabilidade, e lembrou que a companhia sempre atua dentro destes princípios. "Nossa meta é chegar-mos a 2011 exportando 3,5 milhões de litros de álcool combustível, principalmente para o Japão",
disse, antes de assegurar que o crescimento da indústria sucroalcooleira de maneira nenhuma afetará a produção de aliemtos.

Direto de Campos, o secretário de Petróleo e Energia, Renato Barbosa, lembrou que o município do Norte fluminense foi um dos destaques da cultura de cana-de-açúcar no país.
"Já estivemos na vanguarda desse setor, e agora buscamos novas parcerias para voltar à liderança na produção de cana e de álcool", assegurou. Já o secretário de Agricultura, Eduardo Barbosa, destacou o esforço que vem sendo empreendido para aumentar a produtividade da lavoura de cana-de-açúcar no muncípio.   

Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Jorge Picciani disse que para se alcançar esse objetivo é preciso uma decisão política acertada, e acentuou: "Parece que estamos no caminho certo". O parlamentar citou também a importância de o etanol se transformar numa commodity e cobrou uma parceria da Petrobras com o governo do estado do Rio de Janeiro para viabilizar a construção de uma fábrica de fertilizantes no Noroeste fluminense. "A Petrobras é que vai ganhar com isso", arrematou.

Já o vice-governador Luiz Fernando Pezão iniciou sua participação lembrando que "o Rio faz parte da história da cana-de-açúcar, assim como a cana-de-açúcar faz parte da história do Rio". E recordou ainda que o Norte fluminense chegou a ter 200 mil hectares plantados com cana, acentuando que o governo estadual pretende fazer todo o possível para recuperar terreno nesse setor.
"Não queremos competir com São Paulo, mas não podemos deixar que esqueçam a importância logística do Rio de Janeiro para os planos de exportação do etanol brasileiro. Trabalhamos com um Plano Diretor que prevê que até 2012 o estado seja autosuficiente em álcool hidratado. Temos previsão de investimento da ordem de R$ 300 milhões nos próximos anos, e queremos voltar aos 200 mil hectares plantados, seja recuperando antigos projetos, seja investindo em novas iniciativas".
Encerrando seu discurso, Pezão disse que o Rio, responsável por 83% da produção nacional de petróleo, também não vai ficar para trás na questão do etanol.

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