Energia

Nível de reservatórios continua a cair no NE

Porém, sobe no sudeste.

Valor Econômico
16/10/2013 14:31
Visualizações: 587

 

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu novamente a previsão do nível de armazenamento de água nos reservatórios das hidrelétricas do Nordeste no fim de outubro, de 26,1% para 25,1%. A estimativa anterior para o fim do mês era de 26,8%, já bem abaixo dos 33,9% observados em igual período do ano passado e que já eram considerados críticos.
A tendência é que os reservatórios da região fechem outubro com o pior nível para o mês nos últimos dez anos. Em 2003, eles registraram a cota de 18,97%. O indicador atual está em 27,8%.
Com tais números, especialistas acreditam que mais térmicas terão que ser acionadas para gerar mais energia para a região. O cenário é agravado pelo crescimento previsto para o consumo de energia no Nordeste. O ONS aumentou, de 8,1% para 8,3%, a estimativa da demanda na região em outubro, para 9.979 MW médios.
"Como nos meses anteriores, a região Nordeste deve continuar a apresentar afluências muito abaixo da média histórica no mês de outubro", afirmou o ONS na última revisão semanal do Programa Mensal de Operação deste mês.
A situação no país só não é mais delicada do que a observada em igual período do ano passado porque o nível dos reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste, que concentram cerca de 70% da capacidade de estoque do país, está acima do registrado em outubro de 2012. Hoje, esses reservatórios registram nível de 47,7%, contra os 42,8% que foram apurados na mesma data do ano passado.
Segundo especialistas consultados pelo 'Valor', a luz amarela ainda não foi acesa, mas a situação é preocupante. "O principal problema é se o subsistema do Sudeste continuar se comprometendo a fornecer energia ao Nordeste", disse João Carlos Mello, diretor da consultoria Thymos Energia, lembrando que a exportação de energia ao Nordeste pode reduzir ainda mais o nível dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, a cerca de um mês para o fim do período seco.
Embora o risco de desabastecimento ainda não seja acentuado, especialistas, entretanto, já começam a trabalhar com a perspectiva de aumento de preço de energia, devido ao acionamento das termelétricas.
"A primeira conclusão nessa trajetória de queda do nível dos reservatórios é o impacto financeiro imediato a partir do acionamento das térmicas", destacou o coordenador do Grupo de Estudo do Setor de Energia Elétrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde de Castro.
"Se a situação não melhorar, poderá haver um descolamento de preço de energia de curto prazo entre o Nordeste e o restante do país", explica Paulo Toledo, sócio diretor da comercializadora Ecom Energia.
Na primeira semana de setembro, o Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico - que seria a cúpula energética do governo Dilma Rousseff - determinou o acionamento extra de 1,1 mil megawatts (MW) de termelétricas no Nordeste. "Essa medida visa à redução do intercâmbio para o Nordeste e foi adotada por precaução, a fim de mitigar os efeitos de um eventual desligamento simultâneo de dois circuitos [duas linhas de transmissão], durante o período seco, devido a riscos de queimadas que podem afetar as linhas", informou o comitê, na ata da reunião.
"Não é propriamente um problema de abastecimento nacional. É uma questão localizada na região Nordeste. Está se considerando um problema nas linhas de transmissão para o Nordeste. Se for mesmo um problema de queimadas, ele tem que ser mais fiscalizado. Esse problema não pode se propagar por muito tempo", afirma o presidente executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace).
Mello prevê que o Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico decidirá pelo acionamento de mais térmicas na região na próxima reunião, prevista para o início de novembro. Ele é favorável ao uso desse tipo de usina. "Tem que acionar o máximo possível de térmicas no Nordeste", defende o consultor.
"Pode esperar o acionamento de mais térmicas e pode esperar mais custos. A situação é muito ruim. O ONS não pode ficar esperando o período úmido chegar", disse um especialista do setor, que não quis se identificar.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu novamente a previsão do nível de armazenamento de água nos reservatórios das hidrelétricas do Nordeste no fim de outubro, de 26,1% para 25,1%. A estimativa anterior para o fim do mês era de 26,8%, já bem abaixo dos 33,9% observados em igual período do ano passado e que já eram considerados críticos.

A tendência é que os reservatórios da região fechem outubro com o pior nível para o mês nos últimos dez anos. Em 2003, eles registraram a cota de 18,97%. O indicador atual está em 27,8%.

Com tais números, especialistas acreditam que mais térmicas terão que ser acionadas para gerar mais energia para a região. O cenário é agravado pelo crescimento previsto para o consumo de energia no Nordeste. O ONS aumentou, de 8,1% para 8,3%, a estimativa da demanda na região em outubro, para 9.979 MW médios.

"Como nos meses anteriores, a região Nordeste deve continuar a apresentar afluências muito abaixo da média histórica no mês de outubro", afirmou o ONS na última revisão semanal do Programa Mensal de Operação deste mês.

A situação no país só não é mais delicada do que a observada em igual período do ano passado porque o nível dos reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste, que concentram cerca de 70% da capacidade de estoque do país, está acima do registrado em outubro de 2012. Hoje, esses reservatórios registram nível de 47,7%, contra os 42,8% que foram apurados na mesma data do ano passado.

Segundo especialistas consultados pelo 'Valor', a luz amarela ainda não foi acesa, mas a situação é preocupante. "O principal problema é se o subsistema do Sudeste continuar se comprometendo a fornecer energia ao Nordeste", disse João Carlos Mello, diretor da consultoria Thymos Energia, lembrando que a exportação de energia ao Nordeste pode reduzir ainda mais o nível dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, a cerca de um mês para o fim do período seco.

Embora o risco de desabastecimento ainda não seja acentuado, especialistas, entretanto, já começam a trabalhar com a perspectiva de aumento de preço de energia, devido ao acionamento das termelétricas.

"A primeira conclusão nessa trajetória de queda do nível dos reservatórios é o impacto financeiro imediato a partir do acionamento das térmicas", destacou o coordenador do Grupo de Estudo do Setor de Energia Elétrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde de Castro.

"Se a situação não melhorar, poderá haver um descolamento de preço de energia de curto prazo entre o Nordeste e o restante do país", explica Paulo Toledo, sócio diretor da comercializadora Ecom Energia.

Na primeira semana de setembro, o Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico - que seria a cúpula energética do governo Dilma Rousseff - determinou o acionamento extra de 1,1 mil megawatts (MW) de termelétricas no Nordeste. "Essa medida visa à redução do intercâmbio para o Nordeste e foi adotada por precaução, a fim de mitigar os efeitos de um eventual desligamento simultâneo de dois circuitos [duas linhas de transmissão], durante o período seco, devido a riscos de queimadas que podem afetar as linhas", informou o comitê, na ata da reunião.

"Não é propriamente um problema de abastecimento nacional. É uma questão localizada na região Nordeste. Está se considerando um problema nas linhas de transmissão para o Nordeste. Se for mesmo um problema de queimadas, ele tem que ser mais fiscalizado. Esse problema não pode se propagar por muito tempo", afirma o presidente executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace).

Mello prevê que o Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico decidirá pelo acionamento de mais térmicas na região na próxima reunião, prevista para o início de novembro. Ele é favorável ao uso desse tipo de usina. "Tem que acionar o máximo possível de térmicas no Nordeste", defende o consultor.

"Pode esperar o acionamento de mais térmicas e pode esperar mais custos. A situação é muito ruim. O ONS não pode ficar esperando o período úmido chegar", disse um especialista do setor, que não quis se identificar.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Santos
Petrobras celebra 20 anos da Unidade da Bacia de Santos
06/01/26
Bacia de Pelotas
TGS disponibiliza aplicativo de segurança marítima para ...
06/01/26
Diesel
Petrobras e Vale avançam com parceria no fornecimento de...
05/01/26
ANP
Em novembro o Brasil produziu 4,921 milhões de barris boe/d
05/01/26
Negócio
KPMG: fusões e aquisições em petróleo têm recuo de quase...
05/01/26
Etanol
Anidro e hidratado iniciam o ano em alta pelo Indicador ...
05/01/26
Pré-Sal
Com a FPSO P-78, Petrobras inicia produção de Búzios 6
02/01/26
Pré-Sal
Seatrium conquista primeiro marco do escopo completo da ...
02/01/26
Biometano
Edge e Orizon obtêm autorização da ANP para comercializa...
02/01/26
Biodiesel
ANP prorroga suspensão da comercialização de biodiesel e...
30/12/25
Portos
Governo Federal aprova estudos finais para arrendamento ...
30/12/25
Petrobras
Brasil avança para atender demanda de combustível susten...
29/12/25
Leilão
Petrobras coloca em leilão online as plataformas P-26 e P-19
29/12/25
Automação
A capacitação da tripulação e a conectividade são os ver...
29/12/25
Royalties
Valores referentes à produção de outubro para contratos ...
24/12/25
PD&I
ANP aprimora documentos relativos a investimentos da Clá...
23/12/25
CBios
RenovaBio: prazo para aposentadoria de CBIOS por distrib...
23/12/25
GNV
Sindirepa aguarda redução no preço do GNV para o início ...
23/12/25
Apoio Offshore
OceanPact firma contrato de cerca de meio bilhão de reai...
23/12/25
Sergipe
Governo de Sergipe e Petrobras debatem infraestrutura e ...
23/12/25
Drilling
Foresea é eleita a melhor operadora de sondas pela 4ª ve...
22/12/25
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.