Desenvolvimento
Jornal do Commercio
A diretoria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou na sexta-feira o pacote de financiamento de US$ 197 milhões para os projetos UTE Porto do Pecém I, parceria entre MPX e EDP Energias do Brasil, e UTE Porto de Itaqui, projeto 100% da MPX. O pacote de financiamento em empréstimos diretos do BID foi aprovado após longo e rigoroso processo de due diligence, coordenado por consultores especializados indicados pelo próprio banco. A due diligence cobriu detalhadamente os aspectos técnico, ambiental, social e financeiro-econômico dos projetos.
“Com enorme satisfação parabenizo a equipe da MPX e os demais agentes envolvidos pela conclusão dessa importante operação, que representa um selo de qualidade fundamental para os projetos empreendidos pela MPX e confirma não apenas a sua viabilidade técnica e econômico-financeira, mas também o atendimento aos mais rigorosos padrões sócio-ambientais requeridos pelo BID”, disse em comunicado o presidente do Conselho de Administração da MPX, Eike Batista. Além dos empréstimos diretos, o BID está organizando até US$ 314 milhões em empréstimos indiretos de diversos bancos internacionais. Segundo a MPX estas linhas de crédito encontram-se em fase final de contratação.
Adicionalmente, encontra-se em fase final de aprovação no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pacote de financiamento de longo prazo, que completará a alavancagem prevista para os projetos de Pecém I e Itaqui. A implementação de Itaqui conta com financiamento do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), em fase de aprovação. De acordo com o comunicado da empresa, Pecém I e Itaqui fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e representam importante passo para a diversificação da matriz elétrica e energética do Brasil, assegurando a confiabilidade da oferta de eletricidade no país.
As usinas utilizarão tecnologia de queima-limpa de carvão, cumprindo as mais rigorosas exigências da legislação brasileira e de organismos internacionais. Segundo comunicado à imprensa divulgado pelo BID, “o acordo inovador compensará parcialmente as emissões de dióxido de carbono promovendo projetos de energia renovável e pesquisas de redução de gás de efeito estufa”.
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