Energia Nuclear

Montagem eletromecânica em Angra 3 deve começar em dezembro

O prazo inicial para a montagem era maio. No entanto, as datas foram postergadas devido a recursos impetrados por empresas participantes da concorrência.

Valor Econômico
29/06/2012 12:04
Visualizações: 805

 

O assistente da presidência da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, afirmou acreditar que, até dezembro, o consórcio vencedor de licitação - ainda em andamento -, esteja no canteiro de obra da usina nuclear Angra 3 para a montagem eletromecânica. O prazo inicial para a montagem era maio. No entanto, as datas foram postergadas devido a recursos impetrados por empresas participantes da concorrência.
Na segunda-feira (25), a Eletronuclear divulgou no Diário Oficial da União que o Consórcio Angra 3, formado pelas empresas Queiróz Galvão, Empresa Brasileira de Engenharia (EBE) e Techint Engenharia e Construções obteve as melhores notas técnicas na atual fase da disputa. Entretanto, o resultado segue indefinido porque os envelopes do Consórcio Construcap/Orteng, que recorreu ao Tribunal de Contas da União (TCU) da sua desclassificação na fase anterior, segue lacrado, aguardando o posicionamento do Tribunal.
De acordo com Guimarães, até o momento o atraso no desenvolvimento da construção da usina ainda pode ser recuperado. No entanto, admite que haverá necessidade de acelerar o processo. “Sem dúvida impacto [no cronograma da construção da usina] tem, porque estava previsto o início da montagem mais cedo”, disse Guimarães. “Hoje é possível compensar os atrasos”. Segundo o executivo, por enquanto, não adianta reavaliar o cronograma antes dos “pontos críticos” estarem resolvidos.
Está sendo julgada na atual fase a metodologia de execução dos serviços de montagem tanto da parte nuclear propriamente dita da usina (reator e periféricos) como da parte convencional (turbinas e periféricos). O Consórcio Angra 3 obteve nota 822,5 para o primeiro pacote (nuclear) e 841,25 para o segundo (convencional). O Consórcio UNA 3, formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Construtora Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa e UTC Engenharia obteve notas 817,50 e 836,25, respectivamente. Como a nota mínima era 700, ambos os consórcios estão habilitados para a próxima fase da disputa que é a de preços.
Prevista para entrar em operação em 2015, Angra 3 terá capacidade para gerar 1.350 megawatts de energia elétrica. A construção da usina foi iniciada na década de 1980 e sua retomada só foi decidida no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). A divulgação no Diário Oficial de hoje foi feita sem a ressalva referente ao caso do Consórcio Construcap/Orteng, o que será feito em Aviso de Retificação a ser publicado amanhã.

O assistente da presidência da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, afirmou acreditar que, até dezembro, o consórcio vencedor de licitação - ainda em andamento -, esteja no canteiro de obra da usina nuclear Angra 3 para a montagem eletromecânica. O prazo inicial para a montagem era maio. No entanto, as datas foram postergadas devido a recursos impetrados por empresas participantes da concorrência.


Na segunda-feira (25), a Eletronuclear divulgou no Diário Oficial da União que o Consórcio Angra 3, formado pelas empresas Queiróz Galvão, Empresa Brasileira de Engenharia (EBE) e Techint Engenharia e Construções obteve as melhores notas técnicas na atual fase da disputa. Entretanto, o resultado segue indefinido porque os envelopes do Consórcio Construcap/Orteng, que recorreu ao Tribunal de Contas da União (TCU) da sua desclassificação na fase anterior, segue lacrado, aguardando o posicionamento do Tribunal.


De acordo com Guimarães, até o momento o atraso no desenvolvimento da construção da usina ainda pode ser recuperado. No entanto, admite que haverá necessidade de acelerar o processo. “Sem dúvida impacto [no cronograma da construção da usina] tem, porque estava previsto o início da montagem mais cedo”, disse Guimarães. “Hoje é possível compensar os atrasos”. Segundo o executivo, por enquanto, não adianta reavaliar o cronograma antes dos “pontos críticos” estarem resolvidos.


Está sendo julgada na atual fase a metodologia de execução dos serviços de montagem tanto da parte nuclear propriamente dita da usina (reator e periféricos) como da parte convencional (turbinas e periféricos). O Consórcio Angra 3 obteve nota 822,5 para o primeiro pacote (nuclear) e 841,25 para o segundo (convencional). O Consórcio UNA 3, formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Construtora Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa e UTC Engenharia obteve notas 817,50 e 836,25, respectivamente. Como a nota mínima era 700, ambos os consórcios estão habilitados para a próxima fase da disputa que é a de preços.


Prevista para entrar em operação em 2015, Angra 3 terá capacidade para gerar 1.350 megawatts de energia elétrica. A construção da usina foi iniciada na década de 1980 e sua retomada só foi decidida no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). A divulgação no Diário Oficial de hoje foi feita sem a ressalva referente ao caso do Consórcio Construcap/Orteng, o que será feito em Aviso de Retificação a ser publicado amanhã.

 

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