Protesto
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Folha de S.PauloCerca de 3.000 metalúrgicos protestaram ontem em frente à sede da Petrobras, no centro do Rio, pedindo a construção da plataforma P-62 no estaleiro Mauá, em Niterói (RJ). Eles argumentam que podem ser criados 4.000 empregos e criticam o que classificaram como lentidão da estatal -que há meses discute o tema.
A Petrobras afirma que a obra está sendo analisada, mas, segundo quem acompanha as negociações, a direção da estatal está dividida. A questão envolve o desejo do presidente Lula de que sondas e plataformas sejam construídas no Brasil.
Técnicos ligados à área de exploração, dirigida pelo geólogo Guilherme Estrella, defendem a convocação de licitação internacional para afretamento da P-62. Técnicos ligados à área de engenharia, sob a alçada do diretor Renato Duque, apóiam a clonagem da P-54, executada pelo consórcio Mauá-Jurong e construída no Brasil. Isso reduziria custos e, segundo a Petrobras, dispensaria licitação pública.
Relatório recente de técnicos do Tribunal de Contas da União condenou a clonagem -que já foi utilizada na construção da plataforma P-56. Segundo o relatório, a Petrobras não poderia ter dispensado a licitação.
Com custo estimado em US$ 1,5 bilhão, a clonagem da P-62 enfrenta ainda outro obstáculo: as investigações que resultaram na Operação Águas Profundas, da Polícia Federal, realizada em julho do ano passado, alcançaram diretores do estaleiro Mauá.
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