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Estudo

Menos de 100 empresas responderiam por 66% das emissões

22/11/2013 | 11h27

 

Um novo estudo do Instituto de Responsabilidade Climática do Colorado sugere que apenas 90 empresas são responsáveis por causar dois terços, ou 66%, das emissões de gases do efeito estufa (GEEs) ligadas ao aquecimento global e às mudanças climáticas recentes. 
Segundo o levantamento, publicado no periódico Climatic Change, entre essas companhias estão 50 empresas privadas, como a Chevron, a Exxon e a BP, 31 estatais, como a árabe Saudi Aramco, a russa Gazprom e a norueguesa Statoil, e nove governamentais, localizadas principalmente na China, União Soviética, Coreia do Norte e Polônia. 
Os autores afirmam que a grande maioria das companhias presentes nessa lista está em setores ligados à produção de combustíveis fósseis, como petróleo, gás e carvão. “Há milhares de produtores de petróleo, gás e carvão no mundo. Mas os tomadores de decisão, os CEOs ou os ministros de carvão e petróleo [...] poderiam todos caber em um ônibus ou dois”, colocou Richard Heede, cientista climático e principal autor da pesquisa, ao jornal The Guardian. 
De acordo com a análise, muitas das firmas listadas possuem enormes reservas de combustível fóssil que, se consumidas, exporiam o mundo a riscos ainda maiores de mudanças climáticas. O ex-vice-presidente dos EUA e ambientalista Al Gore elogiou o documento. 
“Esse estudo é um passo à frente essencial em nosso entendimento da evolução da crise climática. Os setores público e privado devem fazer o que é necessário para parar o aquecimento global. Os que são historicamente responsáveis por poluir nossa atmosfera têm uma obrigação clara de ser parte da solução”, observou Gore. 
A pesquisa aponta que metade dessas emissões foi produzida desde 1986, isto é, depois que os governos e empresas se tornaram cientes do aumento da liberação de GEEs proveniente da queima de combustíveis fósseis, e de que estes GEEs ajudam a potencializar as mudanças climáticas. 
O estudo indica também que as 90 companhias da lista produziram as emissões entre 1854 e 2010, somando cerca de 914 gigatoneladas de emissões de CO2, ou 63% das emissões globais cumulativas de dióxido de carbono industrial e metano . Foram 315 gigatoneladas produzidas pelas empresas privadas, 288 pelas estatais e 312 pelas governamentais. Além disso, 30% de toda a liberação de CO2 foi produzida por apenas 20 das maiores poluidoras. 
Os dados mostram que as firmas governamentais de petróleo e carvão na ex-União Soviética produziram mais emissões de gases do efeito estufa do que as de qualquer outro país, com 8,9%. Em segundo lugar vêm as empresas governamentais da China, com 8,6% da liberação. 
Já a Chevron foi a maior emissora no quesito de companhias privadas, com 3,5% da liberação de GEEs, seguida pela Exxon, com 3,2%, e pela BP, com 2,5%. Os dados de emissões históricas foram coletados do Centro de Informação e Análise de Dióxido de Carbono, que leva em conta a liberação de CO2 de toda a cadeia de suprimentos. 
Naomi Oreskes, professora de história da ciência de Harvard, comentou que é interessante notar que muitos dois maiores emissores pertencem a movimentos de ceticismo climático. “Para mim, uma das coisas mais interessantes para se pensar é coincidência entre produtores de grande escala e o financiamento de campanhas de desinformação, e como isso tem atrasado a ação.” 
Especialistas acreditam que as descobertas são importantes para identificar de que países vêm as emissões. “Parece que talvez isso possa acabar om o impasse. Há todos os tipos de países que produziram uma grande quantidade de emissões históricas que normalmente não falamos. Normalmente não falamos do México ou Polônia ou Venezuela. Então não é apenas rico versus pobre, é também produtores versus consumidores, e rico em recursos versus pobre em recursos”, acrescentou Oreskes.

Um novo estudo do Instituto de Responsabilidade Climática do Colorado sugere que apenas 90 empresas são responsáveis por causar dois terços, ou 66%, das emissões de gases do efeito estufa (GEEs) ligadas ao aquecimento global e às mudanças climáticas recentes. 

Segundo o levantamento, publicado no periódico Climatic Change, entre essas companhias estão 50 empresas privadas, como a Chevron, a Exxon e a BP, 31 estatais, como a árabe Saudi Aramco, a russa Gazprom e a norueguesa Statoil, e nove governamentais, localizadas principalmente na China, União Soviética, Coreia do Norte e Polônia. 

Os autores afirmam que a grande maioria das companhias presentes nessa lista está em setores ligados à produção de combustíveis fósseis, como petróleo, gás e carvão. “Há milhares de produtores de petróleo, gás e carvão no mundo. Mas os tomadores de decisão, os CEOs ou os ministros de carvão e petróleo [...] poderiam todos caber em um ônibus ou dois”, colocou Richard Heede, cientista climático e principal autor da pesquisa, ao jornal The Guardian. 

De acordo com a análise, muitas das firmas listadas possuem enormes reservas de combustível fóssil que, se consumidas, exporiam o mundo a riscos ainda maiores de mudanças climáticas. O ex-vice-presidente dos EUA e ambientalista Al Gore elogiou o documento. 

“Esse estudo é um passo à frente essencial em nosso entendimento da evolução da crise climática. Os setores público e privado devem fazer o que é necessário para parar o aquecimento global. Os que são historicamente responsáveis por poluir nossa atmosfera têm uma obrigação clara de ser parte da solução”, observou Gore. 

A pesquisa aponta que metade dessas emissões foi produzida desde 1986, isto é, depois que os governos e empresas se tornaram cientes do aumento da liberação de GEEs proveniente da queima de combustíveis fósseis, e de que estes GEEs ajudam a potencializar as mudanças climáticas. 

O estudo indica também que as 90 companhias da lista produziram as emissões entre 1854 e 2010, somando cerca de 914 gigatoneladas de emissões de CO2, ou 63% das emissões globais cumulativas de dióxido de carbono industrial e metano. Foram 315 gigatoneladas produzidas pelas empresas privadas, 288 pelas estatais e 312 pelas governamentais. Além disso, 30% de toda a liberação de CO2 foi produzida por apenas 20 das maiores poluidoras. 

Os dados mostram que as firmas governamentais de petróleo e carvão na ex-União Soviética produziram mais emissões de gases do efeito estufa do que as de qualquer outro país, com 8,9%. Em segundo lugar vêm as empresas governamentais da China, com 8,6% da liberação. 

Já a Chevron foi a maior emissora no quesito de companhias privadas, com 3,5% da liberação de GEEs, seguida pela Exxon, com 3,2%, e pela BP, com 2,5%. Os dados de emissões históricas foram coletados do Centro de Informação e Análise de Dióxido de Carbono, que leva em conta a liberação de CO2 de toda a cadeia de suprimentos. 

Naomi Oreskes, professora de história da ciência de Harvard, comentou que é interessante notar que muitos dois maiores emissores pertencem a movimentos de ceticismo climático. “Para mim, uma das coisas mais interessantes para se pensar é coincidência entre produtores de grande escala e o financiamento de campanhas de desinformação, e como isso tem atrasado a ação.” 

Especialistas acreditam que as descobertas são importantes para identificar de que países vêm as emissões. “Parece que talvez isso possa acabar om o impasse. Há todos os tipos de países que produziram uma grande quantidade de emissões históricas que normalmente não falamos. Normalmente não falamos do México ou Polônia ou Venezuela. Então não é apenas rico versus pobre, é também produtores versus consumidores, e rico em recursos versus pobre em recursos”, acrescentou Oreskes.



Fonte: Redação, com CarbonoBrasil
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