Rio Pipeline 2011

Mais da metade da energia prevista no PDE 2020 já foram contratadas

Os 46.122 MW dos 61.560 MW de energia previstos no Plano Decenal de Energia 2020 (PDE 2020), para os próximos dez anos, já estão contratados. A afirmação foi feita a pouco por Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), após a cerimônia de abertura da Rio Pipeli

Redação
20/09/2011 13:06
Mais da metade da energia prevista no PDE 2020 já foram contratadas   Visualizações: 457

Os 46.122 MW dos 61.560 MW de energia previstos no Plano Decenal de Energia 2020 (PDE 2020), para os próximos dez anos, já estão contratados. A afirmação foi feita a pouco por Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), após a cerimônia de abertura da Rio Pipeline, que começou hoje no Rio.

"Isso traz uma tranquilidade grande para o Brasil que pretende crescer 5% ao ano. Com a expansão, o total do Sistema Interligado Nacional (SIN) passará dos atuais 109.578 MW para 171.138 MW em 2020", afirmou.


Segundo ele, o Brasil tem uma situação ímpar no mundo. "Um país que vai conseguir ter uma inserção estratégica no mundo graças ao petróleo, mas, ao mesmo tempo mantendo uma matriz limpa, o que, em tempos de mudanças climáticas é muito importante", avaliou.


O executivo palestrou na cerimônia de abertura do evento sobre o cenário da matriz energética do Brasil, onde salientou que o Brasil utiliza apenas um terço do seu potencial hidrelétrico, enquanto países como Estados Unidos usam 60% do seu potencial.


"Temos uma fonte que pode atender grande parte da nossa demanda. O problema é que maior parte desse potencial está no bioma Amazônia e é preciso ter cuidado na exploração desse bioma, mas acredito que podemos explorar parte desse potencial em harmonia", disse.


Tolmasquim comentou sobre a lei do gás e o decreto de regulamentação que impacta e influencia o transporte de gás natural, consequentemente envolvendo os gasodutos. O presidente da EPE lembrou que a partir da promulgação da Lei do Gás, em março de 2009, foram estabelecidas mudanças importantes no transporte de gás natural. Uma das mudanças mais comentadas foi a adoção do regime de autorização, ao lado do regime de concessão, para a atividade.


O executivo apresentou ainda o esquema do processo de licitação para ampliação da construção de gasodutos no país: "A EPE vai elaborar estudos de expansão da malha e o mesmo será encaminhado ao Ministério de Minas e Energia (MME). A partir daí eles publicam o plano de execução e colocam em debate o plano. Os agentes opinam e comentam, e o MME define assim os gasodutos a serem ampliados ou construídos e enviam à EPE. Nós complementamos os estudos de expansão e faz a relação dos gasodutos de referência e isso é enviado à Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). De forma iterativa, e assessorada pela EPE, a entidade redimensiona o gasoduto de referência e elabora as tarifas, posteriormente eles elaboram o edital da chamada pública. Após a conclusão da chamada pública, são assinados os termos de compromissos".


Participaram da cerimônia de abertura, Alvaro Teixeira, secretário executivo do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Marcelo Rennó, presidente do Comitê Organizador do evento e Marc Goldsmith, presidente da American Society of Mechanical Engineers (ASME).

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