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Mais 'agrícola', DuPont eleva investimentos em inovação

Empresa investe no etanol celulósico.

Valor Econômico
09/12/2013 11:45
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"Ciência é difícil", diz Ellen Kullman, executiva-chefe da multinacional americana DuPont. A executiva se refere aos trabalhos da empresa para o desenvolvimento de etanol celulósico, combustível avançado feito a partir de resíduos de milho e outras plantas e que, espera-se, venha a evitar a "disputa" por matérias-primas que os biocombustíveis tradicionais mantêm com a produção de alimentos.
Os esforços para levar o etanol celulósico ao mercado têm se mostrado consistentemente decepcionantes, o que não altera os planos da DuPont de inaugurar sua primeira usina para a produção comercial da nova alternativa no segundo semestre de 2014. Ellen passou os últimos três anos tentando recriar a DuPont sob a égide do que ela define como uma empresa "baseada em ciência" que possa atender às necessidade da "crescente classe média mundial" - consumidores em países emergentes cuja demanda por alimentos, energia e segurança é crescente.
Esse reposicionamento já passou pela aquisição da Danisco, empresa dinamarquesa de tecnologia em enzimas, por US$ 6,4 bilhões, e pela venda da unidade de tintas para automóveis e outros usos industriais, concluída neste ano por US$ 4,9 bilhões. Mais recentemente, a estratégia foi reforçada pelo anúncio do desmembramento das operações de produtos químicos de alto desempenho, como pigmentos e teflon.
Com essas transações, a DuPont, maior empresa química dos Estados Unidos em valor de mercado, se separou de operações que em 2011 foram responsáveis por mais de 30% de seu lucro antes de impostos. E viu crescer a importância do setor agrícola em sua receita, que aumentou de 24%, há dois anos, para 37% depois de excluídos os negócios de químicos de alto desempenho.
Em entrevista ao "Financial Times" em Nova York, a CEO disse que a estratégia é avançar em direção a operações de alto crescimento e maiores margens de lucro, nas quais a "ciência faz a diferença", com foco em produtos mais inovadores. "Achamos que esse portfólio pode trazer crescimentos de 7% na receita e 12% no lucro", diz Ellen Kullman.
A DuPont gasta o equivalente a 6% de suas vendas em pesquisa e desenvolvimento. Em termos absolutos, investe mais do que a Dow Chemical, segunda maior empresa química dos EUA, e que a também americana Monsanto, que atualmente concentra os aportes em sementes. Segundo a executiva, a DuPont manteve os gastos nesta frente durante a crise financeira e isso ajudou a empresa quando a economia mundial se recuperou. Novos produtos desenvolvidos nos últimos quatro anos possibilitaram um aumento recorde de 29% das vendas no ano passado.
A estratégia parece ter compensado. Nos últimos 12 meses, as ações da DuPont subiram 42%, em comparação à alta de 28% no índice S&P 500. A valorização também superou a dos papéis de Dow e Monsanto.
Embora os resultados da reestruturação que envolve a venda ou o desmembramento de operações de menores margens sejam promissores, há contratempos. A CEO rechaça, por exemplo, as insinuações de que o ritmo de mudanças na DuPont foi resultado da pressão de investidores como o acionista ativista Nelson Peltz, cujo fundo Trian revelou em julho passado ter adquirido participação de 0,6% na empresa.
Na verdade, destaca, alguns investidores se mostravam céticos quanto à decisão de desmembrar as operações de pigmentos, já que a unidade, embora cíclica e volátil, gera "muito caixa". O foco em países emergentes também pode ser questionado, tendo em vista como muitos deles tiveram desaceleração nos últimos anos. Em 2012, 32% das vendas da companhia foram em países emergentes, ante percentual de 25% em 2008.
Ellen diz que, embora ainda existam "incerteza e hesitação" em alguns mercados, como a Índia, há muitas outras áreas que seguem fortes, como a agricultura no Brasil, e há ótimas oportunidades em outras economias asiáticas, como Malásia, Indonésia e Tailândia. A China, acrescenta, desacelerou em 2012 mas já mostra retomada, com avanço acelerado em setores como o automotivo e recuperações na agricultura e obras ferroviárias.

"Ciência é difícil", diz Ellen Kullman, executiva-chefe da multinacional americana DuPont. A executiva se refere aos trabalhos da empresa para o desenvolvimento de etanol celulósico, combustível avançado feito a partir de resíduos de milho e outras plantas e que, espera-se, venha a evitar a "disputa" por matérias-primas que os biocombustíveis tradicionais mantêm com a produção de alimentos.

Os esforços para levar o etanol celulósico ao mercado têm se mostrado consistentemente decepcionantes, o que não altera os planos da DuPont de inaugurar sua primeira usina para a produção comercial da nova alternativa no segundo semestre de 2014. Ellen passou os últimos três anos tentando recriar a DuPont sob a égide do que ela define como uma empresa "baseada em ciência" que possa atender às necessidade da "crescente classe média mundial" - consumidores em países emergentes cuja demanda por alimentos, energia e segurança é crescente.

Esse reposicionamento já passou pela aquisição da Danisco, empresa dinamarquesa de tecnologia em enzimas, por US$ 6,4 bilhões, e pela venda da unidade de tintas para automóveis e outros usos industriais, concluída neste ano por US$ 4,9 bilhões. Mais recentemente, a estratégia foi reforçada pelo anúncio do desmembramento das operações de produtos químicos de alto desempenho, como pigmentos e teflon.

Com essas transações, a DuPont, maior empresa química dos Estados Unidos em valor de mercado, se separou de operações que em 2011 foram responsáveis por mais de 30% de seu lucro antes de impostos. E viu crescer a importância do setor agrícola em sua receita, que aumentou de 24%, há dois anos, para 37% depois de excluídos os negócios de químicos de alto desempenho.

Em entrevista ao "Financial Times" em Nova York, a CEO disse que a estratégia é avançar em direção a operações de alto crescimento e maiores margens de lucro, nas quais a "ciência faz a diferença", com foco em produtos mais inovadores. "Achamos que esse portfólio pode trazer crescimentos de 7% na receita e 12% no lucro", diz Ellen Kullman.

A DuPont gasta o equivalente a 6% de suas vendas em pesquisa e desenvolvimento. Em termos absolutos, investe mais do que a Dow Chemical, segunda maior empresa química dos EUA, e que a também americana Monsanto, que atualmente concentra os aportes em sementes. Segundo a executiva, a DuPont manteve os gastos nesta frente durante a crise financeira e isso ajudou a empresa quando a economia mundial se recuperou. Novos produtos desenvolvidos nos últimos quatro anos possibilitaram um aumento recorde de 29% das vendas no ano passado.

A estratégia parece ter compensado. Nos últimos 12 meses, as ações da DuPont subiram 42%, em comparação à alta de 28% no índice S&P 500. A valorização também superou a dos papéis de Dow e Monsanto.
Embora os resultados da reestruturação que envolve a venda ou o desmembramento de operações de menores margens sejam promissores, há contratempos. A CEO rechaça, por exemplo, as insinuações de que o ritmo de mudanças na DuPont foi resultado da pressão de investidores como o acionista ativista Nelson Peltz, cujo fundo Trian revelou em julho passado ter adquirido participação de 0,6% na empresa.

Na verdade, destaca, alguns investidores se mostravam céticos quanto à decisão de desmembrar as operações de pigmentos, já que a unidade, embora cíclica e volátil, gera "muito caixa". O foco em países emergentes também pode ser questionado, tendo em vista como muitos deles tiveram desaceleração nos últimos anos. Em 2012, 32% das vendas da companhia foram em países emergentes, ante percentual de 25% em 2008.

Ellen diz que, embora ainda existam "incerteza e hesitação" em alguns mercados, como a Índia, há muitas outras áreas que seguem fortes, como a agricultura no Brasil, e há ótimas oportunidades em outras economias asiáticas, como Malásia, Indonésia e Tailândia. A China, acrescenta, desacelerou em 2012 mas já mostra retomada, com avanço acelerado em setores como o automotivo e recuperações na agricultura e obras ferroviárias.

 

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