GNL

Logística é o grande desafio para exploração de gás natural no pré-sal

Campos estão a uma distância de 300 km da costa.

Revista TN Petróleo, Redação com Assessoria
25/10/2013 11:54
Visualizações: 1771

 

A descoberta do pré-sal colocará o Brasil entre os 10 maiores produtores de petróleo e gás do mundo. Fará ainda com que o país deixe a condição de importador e passe a atuar como exportador destes recursos.   Para que essas previsões se tornem realidade, no entanto, são necessários, por exemplo, investimentos substanciais no setor, desenvolvimento de novas tecnologias, queda no custo de produção e aumento da qualificação profissional.
O alerta foi feito pela consultora Sylvie D'Apote, da Gás Energy, empresa especializada no segmento de petróleo e gás, durante o Pernambuco Petroleum Business, evento do setor que acontece até sexta-feira (25), em Olinda.
Para a consultora, o segmento de gás irá se deparar com obstáculos maiores. “O petróleo é uma commodity. Enche-se um navio e pode-se vender pra qualquer lugar do mundo. Com o gás, a lógica é outra. São necessários investimentos pesados em infraestrutura”, observou. “O fato de se ter uma oferta muito grande de gás no pré-sal é, ao mesmo tempo, uma oportunidade e um desafio”, complementou.
D'Apote lembrou ainda que os campos estão a uma distância muito grande da costa brasileira – cerca de 300 km – e vão exigir uma logística complexa para transportar o gás. “Pensou-se em fazer a mesma coisa que se faz com o petróleo. Ou seja,  processar o gás direto na plataforma e, de lá, exportá-lo. Só que isso se revelou extremamente caro e, portanto, economicamente inviável".
Apesar da complexidade, a consultora destacou que o Brasil tem uma enorme oportunidade para desenvolver a indústria de gás natural, com oferta e demanda potenciais. Mas alerta que é necessária uma urgente revisão do modelo térmico, de modo a propiciar um fluxo regular de gás e, desta forma, reduzir as incertezas dos agentes econômicos. A especialista insistiu que  o país precisa buscar um “choque de oferta” neste segmento “para não perder a competividade diante do mercado internacional  a partir da nova realidade de gás não convencional”, principalmente em mercados como Estados Unidos, China e Austrália.
Promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), o Pernambuco Petroleum Business continua, nesta sexta-feira, discutindo a Evolução da Indústria de Petróleo e Gás no Brasil: Perspectivas e Desafios; e apresenta o painel “A Logística como Fator de Competitividade”. O encontro começa às 15h.

A descoberta do pré-sal colocará o Brasil entre os 10 maiores produtores de petróleo e gás do mundo. Fará ainda com que o país deixe a condição de importador e passe a atuar como exportador destes recursos.   Para que essas previsões se tornem realidade, no entanto, são necessários, por exemplo, investimentos substanciais no setor, desenvolvimento de novas tecnologias, queda no custo de produção e aumento da qualificação profissional.

O alerta foi feito pela consultora Sylvie D'Apote, da Gás Energy, empresa especializada no segmento de petróleo e gás, durante o Pernambuco Petroleum Business, evento do setor que acontece até sexta-feira (25), em Olinda.

Para a consultora, o segmento de gás irá se deparar com obstáculos maiores. “O petróleo é uma commodity. Enche-se um navio e pode-se vender pra qualquer lugar do mundo. Com o gás, a lógica é outra. São necessários investimentos pesados em infraestrutura”, observou. “O fato de se ter uma oferta muito grande de gás no pré-sal é, ao mesmo tempo, uma oportunidade e um desafio”, complementou.

D'Apote lembrou ainda que os campos estão a uma distância muito grande da costa brasileira – cerca de 300 km – e vão exigir uma logística complexa para transportar o gás. “Pensou-se em fazer a mesma coisa que se faz com o petróleo. Ou seja,  processar o gás direto na plataforma e, de lá, exportá-lo. Só que isso se revelou extremamente caro e, portanto, economicamente inviável".

Apesar da complexidade, a consultora destacou que o Brasil tem uma enorme oportunidade para desenvolver a indústria de gás natural, com oferta e demanda potenciais. Mas alerta que é necessária uma urgente revisão do modelo térmico, de modo a propiciar um fluxo regular de gás e, desta forma, reduzir as incertezas dos agentes econômicos. A especialista insistiu que  o país precisa buscar um “choque de oferta” neste segmento “para não perder a competividade diante do mercado internacional  a partir da nova realidade de gás não convencional”, principalmente em mercados como Estados Unidos, China e Austrália.

Promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), o Pernambuco Petroleum Business continua, nesta sexta-feira, discutindo a Evolução da Indústria de Petróleo e Gás no Brasil: Perspectivas e Desafios; e apresenta o painel “A Logística como Fator de Competitividade”. O encontro começa às 15h.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
BRANDED CONTENT
Complexo de Energias Boaventura impulsiona o futuro ener...
05/06/26
PPSA
CNOOC e Petrochina arrematam cargas de Atapu e de Bacalh...
05/06/26
Descomissionamento
Ecovix e Gerdau finalizam desmontagem da plataforma P-32...
04/06/26
Biometano
Gás Verde e Knauf fecham parceria para fornecimento de b...
04/06/26
BOGE 2026
Mayekawa do Brasil presente na Bahia Oil & Gas Energy
03/06/26
Meio Ambiente
TIM amplia geração própria de energia renovável e usa in...
03/06/26
Investimento
Projeto de coleta de óleos e gorduras residuais irá rece...
03/06/26
BOGE 2026
WIKA apresenta soluções para medição e controle de proce...
03/06/26
Etanol
Brasil pode mais que dobrar produção de etanol até 2040 ...
03/06/26
GLP
Posicionamento do Sindigás sobre reunião da Diretoria Co...
03/06/26
Combustíveis
Petrobras aprova adesão à nova subvenção econômica e pre...
03/06/26
Resultado
Com 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia ...
02/06/26
BOGE 2026
Bahia Oil & Gas Energy encerra edição histórica e projet...
02/06/26
Bolsa de Valores
Com mercado volátil, ações de petróleo, combustíveis e g...
02/06/26
BOGE 2026
NETZSCH do Brasil reforça liderança no setor de óleo e g...
01/06/26
BOGE 2026
Clark Solutions reforça atuação em eficiência Bahia Oil ...
01/06/26
Firjan
PIB cresce, mas custo estrutural continua limitando o Brasil
01/06/26
Combustíveis
Petrobras ajusta preço da gasolina
01/06/26
Parceria
Grupo Bravante firma parceria oficial com a WISTA Brazil...
01/06/26
Combustíveis
Etanol encerra maio com mercado atento ao avanço da safra
01/06/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
A SBM Offshore assinou contratos para as FPSOs SEAP-I e ...
31/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25