Energia

Leilões A-5 garantem investimentos em bioeletricidade até 2018

Projetos demandarão no mínimo R$1,4 bilhões.

Ascom Unica
17/12/2013 16:48
Visualizações: 749

 

O 2º Leilão A-5/2013, último do ano para compra de energia de novos empreendimentos realizado na sexta-feira (13), registrou a comercialização de quase 70 MW médios para entrega a partir de 2018, que virão da fonte bioeletricidade da cana-de-açúcar por meio de quatro empreendimentos. Mesmo representando apenas 4% do total de energia contratada, a bioeletricidade da cana vai gerar investimentos da ordem de R$ 0,5 bilhão e receita anual de R$83,3 milhões por 25 anos a partir de 2018, quando os contratos preveem o início da entrega da energia comercializada.
Considerando-se também os resultados do 1º Leilão A-5, realizado em agosto deste ano, a fonte bioeletricidade da cana comercializou 203 MW médios em 2013, que vão exigir investimentos totais de R$ 1,4 bilhão em 11 projetos até 2018. A venda de bioeletricidade da cana nos leilões de energia nova no ambiente regulado em 2013 significará também acrescentar uma receita anual de R$ 243 milhões pelos 25 anos do contrato ao setor sucroenergético.
Para Zilmar de Souza, gerente de Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o ano de 2013 marcou o retorno da bioeletricidade sucroenergética aos leilões regulados, mas ainda há grande preocupação com essa fonte e sua inserção na matriz brasileira de energia elétrica. Segundo Souza, o governo promoveu um pequeno avanço nas condições institucionais ao criar um produto térmico dentro dos Leilões A-5, e dessa forma a energia extraída da cana passou a concorrer diretamente apenas com o carvão mineral e o gás natural.
“A biomassa mostrou uma resposta rápida e positiva ao se criar o produto térmico, mas precisamos aproveitar e avançar mais em 2014. O ideal seria continuar aprimorando o modelo dos leilões, dentro de uma política de longo prazo para cada uma das fontes renováveis, com certames regionais ou por tipo de fonte de geração e preços-teto específicos”, explica Souza.
O executivo lembra que o governo aponta um potencial da bioeletricidade sucroenergética da ordem de 8,4 GW médios até 2022, isto sem considerar o potencial que o setor vislumbra na palha da cana. “Se temos esse potencial reconhecido pelo próprio governo e estamos contratando anualmente 203 MW médios em novos projetos, vemos que a contratação ainda está demasiadamente modesta tendo em vista o potencial do setor que o próprio governo identifica".
Para Souza, é preciso melhorar o preço-teto dos leilões e reconhecer as externalidades positivas da bioeletricidade. “A geração próxima aos centros de consumo e a complementaridade com a fonte hídrica, por exemplo, são vantagens significativas. Se houver uma política de longo prazo adequada, alinhada com o estímulo à expansão do etanol na matriz de energia, a bioeletricidade responderá positivamente nos leilões, como ficou demonstrado em 2013”, conclui Souza.

O 2º Leilão A-5/2013, último do ano para compra de energia de novos empreendimentos realizado na sexta-feira (13), registrou a comercialização de quase 70 MW médios para entrega a partir de 2018, que virão da fonte bioeletricidade da cana-de-açúcar por meio de quatro empreendimentos. Mesmo representando apenas 4% do total de energia contratada, a bioeletricidade da cana vai gerar investimentos da ordem de R$ 0,5 bilhão e receita anual de R$83,3 milhões por 25 anos a partir de 2018, quando os contratos preveem o início da entrega da energia comercializada.

Considerando-se também os resultados do 1º Leilão A-5, realizado em agosto deste ano, a fonte bioeletricidade da cana comercializou 203 MW médios em 2013, que vão exigir investimentos totais de R$ 1,4 bilhão em 11 projetos até 2018. A venda de bioeletricidade da cana nos leilões de energia nova no ambiente regulado em 2013 significará também acrescentar uma receita anual de R$ 243 milhões pelos 25 anos do contrato ao setor sucroenergético.

Para Zilmar de Souza, gerente de Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o ano de 2013 marcou o retorno da bioeletricidade sucroenergética aos leilões regulados, mas ainda há grande preocupação com essa fonte e sua inserção na matriz brasileira de energia elétrica. Segundo Souza, o governo promoveu um pequeno avanço nas condições institucionais ao criar um produto térmico dentro dos Leilões A-5, e dessa forma a energia extraída da cana passou a concorrer diretamente apenas com o carvão mineral e o gás natural.

“A biomassa mostrou uma resposta rápida e positiva ao se criar o produto térmico, mas precisamos aproveitar e avançar mais em 2014. O ideal seria continuar aprimorando o modelo dos leilões, dentro de uma política de longo prazo para cada uma das fontes renováveis, com certames regionais ou por tipo de fonte de geração e preços-teto específicos”, explica Souza.

O executivo lembra que o governo aponta um potencial da bioeletricidade sucroenergética da ordem de 8,4 GW médios até 2022, isto sem considerar o potencial que o setor vislumbra na palha da cana. “Se temos esse potencial reconhecido pelo próprio governo e estamos contratando anualmente 203 MW médios em novos projetos, vemos que a contratação ainda está demasiadamente modesta tendo em vista o potencial do setor que o próprio governo identifica".

Para Souza, é preciso melhorar o preço-teto dos leilões e reconhecer as externalidades positivas da bioeletricidade. “A geração próxima aos centros de consumo e a complementaridade com a fonte hídrica, por exemplo, são vantagens significativas. Se houver uma política de longo prazo adequada, alinhada com o estímulo à expansão do etanol na matriz de energia, a bioeletricidade responderá positivamente nos leilões, como ficou demonstrado em 2013”, conclui Souza.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Apoio Offshore
Transporte aéreo no setor do petróleo cresce 21% em dois...
17/06/26
Pessoas
ENGIE Brasil nomeia Michele Schifino como diretora de Co...
16/06/26
Combustíveis
Propostas de resoluções sobre caracterização da elevação...
16/06/26
Hidrelétrica
Gerdau adquire 100% de participação societária de usina ...
16/06/26
Fenasucro
Otimista, Fenasucro & Agrocana anuncia crescimento e se ...
16/06/26
Gestão
Petróleo, gás e energia lideram troca de CEOs no Ibovesp...
16/06/26
Petróleo e Gás
Coppe inaugura moderno Núcleo de Tecnologia de Poços
16/06/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas está com as inscrições abertas
15/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
15/06/26
Energia Elétrica
Expansão de data centers pressiona infraestrutura energé...
15/06/26
Combustível
Etanol encerra a semana em alta e com reação diante do a...
15/06/26
Gás Natural
ANP concede prazo para adequação de importadores a resol...
12/06/26
E&P
ANP divulga Calendário Estratégico Unificado de Avaliaçõ...
12/06/26
Combustíveis
ANP toma medidas para priorizar ações de respostas a imp...
12/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
12/06/26
GLP
Sindigás: ANP paralisa "reforma do GLP" e acena com caut...
12/06/26
Biometano
Orizon conclui incorporação da Vital e cria líder latino...
12/06/26
Manaus
Distribuidoras apoiam parecer da AGU que recomenda suspe...
12/06/26
Transição Energética
IBP debate protagonismo de São Paulo no mercado de energia
11/06/26
Etanol de milho
Atvos recebe Licença de Instalação para sua primeira uni...
10/06/26
Aviação
Acelen Renováveis e IATA firmam parceria para impulsiona...
10/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.