Emprego

Justiça suspende prova de concurso da Petrobras

A Petrobras informa que as provas do concurso público para os cargos de Técnico de Operação Júnior e Técnico de Inspeção de Equipamentos e Instalações Júnior, inicialmente previstas para ontem, dia 9 de março, foram suspensas pela Justiça Federal do Distrito Federal.

Agência Petrobras/A
10/03/2008 09:12
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A Petrobras informa que as provas do concurso público para os cargos de Técnico de Operação Júnior e Técnico de Inspeção de Equipamentos e Instalações Júnior, inicialmente previstas para ontem, dia 9 de março, foram suspensas pela Justiça Federal do Distrito Federal.
 
A Justiça Federal aceitou a alegação do Ministério Público Federal de que uma pessoa teria sido prejudicada pela forma como foi publicada a retificação feita no edital. Mais de 90 mil pessoas de todo o Brasil se inscreveram para concorrer às 989 vagas do concurso. As vagas abrangem 13 estados e são     para admissão imediata. A nota da Petrobras não menciona uma nova data para a realização das provas.

Candidatos reclamam

O técnico em eletrônica Márcio Nascimento Gomes, 26 anos, deslocou-se de Itaboraí para a capital fluminense, onde prestaria concurso para operador júnior. Na chegada ao local da prova, o comunicado na porta: “Provas da Petrobras serão remarcadas”. A insatisfação descrita por ele é relatada por vários outros candidatos que não souberam a tempo do adiamento da seleção, por decisão da Justiça.

A cidade onde ele mora fica no Grande Rio, a cerca de 50 quilômetros da capital. Outros candidatos percorreram distâncias bem maiores para disputar uma das 296 vagas oferecidas pela empresa no estado. No Campus Arcos da Lapa da Universidade Estácio de Sá e na Universidade do Grande Rio (Unigranrio), no centro, havia mineiros, paulistas e até brasilienses, que viajaram mais de mil quilômetros.

“Ridículo: você estuda, se prepara para fazer a prova, conclui o ensino médio em técnico de eletrônica e acha que vai conseguir uma oportunidade de emprego”, diz Gomes. “Chega aqui e não há sequer alguém para lhe dar uma informação. Eu vim de Itaboraí e dou de cara com esse frio comunicado informando o cancelamento da prova.”

Marcos Antônio Morais conta que saiu da cidade de Jacareí (SP), no Vale do Paraíba, de madrugada, e gastou R$ 86 somente com o ônibus da vinda. Depois de uma rápida passagem na casa de parentes em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, também viu a expectativa de uma vaga nos quadros da estatal brasileira do petróleo ser adiada.

“Viajei durante toda a noite e não recebemos qualquer satisfação”, comenta. “Nenhum comunicado nos foi enviado informando do cancelamento. Agora teremos que voltar e amargar o desperdício de um dinheiro que nós sequer tínhamos – tivemos que arrumar”.

Wallace Nascimento Pinto, de Juiz de Fora (MG), declarou-se indignado: “É um sentimento de frustração. É um desrespeito. Tinham que colocar [na internet] que havia a possibilidade de adiamento.” Ele calcula ter gasto R$ 100 com o deslocamento e diz que vai arcar com o prejuízo, pois não pretende entrar na Justiça para reaver o dinheiro. Acrescenta que, por já ter trabalho, ficou ainda mais chateado pelo filho, Will Wandrey, 18 anos, que buscava emprego.

A Petrobras adiou a seleção obedecendo a uma decisão judicial. Na noite de ontem (8), a desembargadora Assusete Magalhães, presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, negou recurso contra a liminar que suspendia as provas do concurso.

A estatal oferece, no processo seletivo público adiado pela Justiça, 989 vagas para dois cargos de nível médio: 936 para técnico de operação júnior e 53 para técnico de equipamentos e instalações júnior. Estavam inscritos 90.264 candidatos, o que dá uma média de 91 pessoas por vaga.

A assessoria de imprensa do Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe-UnB), organizador do concurso, informou que o transporte e a acomodação de candidatos não são de responsabilidade da instituição. A assessoria afirma ter comunicado todos os candidatos por e-mail sobre o adiamento da prova. O Cespe também publicou nota ontem em sua página na internet após a decisão do tribunal.

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