Eletricidade

Jirau liga sua primeira turbina em junho

Será ligada a primeira turbina, de um total de 50.

Valor Econômico
22/05/2013 10:09
Visualizações: 530

 

Jirau liga sua primeira turbina em junho
1 2 3 4 5
 ( 0 Votos )
Eletricidade
TER, 21 DE MAIO DE 2013 11:39
Passados quatro anos desde que teve suas obras iniciadas no rio Madeira, em Porto Velho (RO), a hidrelétrica de Jirau vai começar a entregar energia a partir da segunda quinzena de junho. Será ligada a primeira turbina, de um total de 50, que terá sua geração conectada ao sistema interligado nacional (SIN), rede de transmissão que liga os Estados do país.
Ontem, o Consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR), dono da hidrelétrica, formalizou o pedido de comissionamento (teste) de sua primeira turbina na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). "Nossa primeira máquina entra em operação daqui a um mês. Até o fim deste ano, vamos intensificar a ligação das mais máquinas", diz o presidente do ESBR, Victor Paranhos.
O plano do consórcio prevê o acionamento de 13 a 15 turbinas até dezembro. As 50 máquinas da hidrelétrica devem entrar em operação plena até junho de 2015. A transmissão da energia, afirma Paranhos, começará a ser feita por meio de uma linha de transmissão regional, que liga Rondônia e Acre. Entre 30 e 60 dias, o escoamento finalmente deverá ter início pelo linhão do Madeira, que parte de Porto Velho até Araraquara, no interior de São Paulo. A multinacional francesa GDF Suez tem 40% de participação acionária em Jirau, que conta com uma fatia minoritária da Chesf (20%) e da Eletrosul (20%) e Mitsui (20%). A hidrelétrica, que deve absorver investimento total superior a R$ 13 bilhões, tem potência de 3.750 megawatts (MW), com 2.186 MW de geração média garantida.
Hoje, a diretoria da Aneel deve tomar uma decisão crucial a respeito da geração de energia prevista para as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, sua vizinha no rio Madeira, nas proximidades de Porto Velho. Está prevista uma definição sobre qual será, finalmente, a cota - altura do espelho d'água - de operação de Santo Antônio. O desenho da usina, que previa 3.150 MW de capacidade e instalação de 44 turbinas, foi redesenhado para receber 50 máquinas e gerar 3.569 MW de potência. Para que essa ampliação seja viabilizada, o nível do rio tem de subir de 70,5 para 71,3 metros. Os donos de Jirau, que tem sua barragem localizada acima (jusante) da barragem de Santo Antônio, reclamam que essa alteração afeta o nível de queda da água que chega até as suas turbinas, comprometendo a meta de geração extra que a empresa pretendia entregar.
Com orçamento de R$ 16 bilhões, a usina de Santo Antônio tem seu consórcio liderado Furnas, seguida pelo Fundo Amazônia Energia, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Cemig.
A briga é antiga. No ano passado, a ESBR chegou a afirmar que o projeto de expansão de Santo Antônio poderia levar riscos à estrutura física de sua barragem, com possibilidade de ocasionar desastre ambiental sem precedentes no país. Estudos chegaram a ser apresentados à Agência Nacional de Águas (ANA) e à Aneel. Essas alegações, no entanto, foram rejeitas pelas duas instituições.
Nas contas da Aneel, a mudança de cota, somada à ampliação do número de turbinas que foi permitido para cada um dos projetos, vai significar um ganho extra de 396 MW médios de geração, sendo que 207 MW destes ficam com Jirau e 189,3 MW com Santo Antônio. Ocorre que Jirau reclama que, se a cota não fosse elevada, teria ainda 58 MW de energia para vender.
Com o propósito de levar a negociação adiante, a ESBR deixou de lado as reclamações sobre riscos ao meio ambiente e à vida da população que vive na região. O que realmente está em jogo, neste momento, são as dezenas de milhões de reais em receita anual que o consórcio de Jirau quer garantir. A ideia é aceitar a elevação de cota proposta pelo Consórcio Santo Antônio, desde que ele aceite pagar pela energia extra que Jirau deixa de gerar, ou seja, Santo Antônio teria de repartir o lucro que terá com a ampliação de suas máquinas. O consórcio resiste à proposta. Para a Aneel, o que importa é o "aproveitamento ótimo" das duas usinas que estão sendo construídas no complexo do rio Madeira.

Passados quatro anos desde que teve suas obras iniciadas no rio Madeira, em Porto Velho (RO), a hidrelétrica de Jirau vai começar a entregar energia a partir da segunda quinzena de junho. Será ligada a primeira turbina, de um total de 50, que terá sua geração conectada ao sistema interligado nacional (SIN), rede de transmissão que liga os Estados do país.


Ontem, o Consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR), dono da hidrelétrica, formalizou o pedido de comissionamento (teste) de sua primeira turbina na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). "Nossa primeira máquina entra em operação daqui a um mês. Até o fim deste ano, vamos intensificar a ligação das mais máquinas", diz o presidente do ESBR, Victor Paranhos.


O plano do consórcio prevê o acionamento de 13 a 15 turbinas até dezembro. As 50 máquinas da hidrelétrica devem entrar em operação plena até junho de 2015. A transmissão da energia, afirma Paranhos, começará a ser feita por meio de uma linha de transmissão regional, que liga Rondônia e Acre. Entre 30 e 60 dias, o escoamento finalmente deverá ter início pelo linhão do Madeira, que parte de Porto Velho até Araraquara, no interior de São Paulo. A multinacional francesa GDF Suez tem 40% de participação acionária em Jirau, que conta com uma fatia minoritária da Chesf (20%) e da Eletrosul (20%) e Mitsui (20%). A hidrelétrica, que deve absorver investimento total superior a R$ 13 bilhões, tem potência de 3.750 megawatts (MW), com 2.186 MW de geração média garantida.


Hoje, a diretoria da Aneel deve tomar uma decisão crucial a respeito da geração de energia prevista para as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, sua vizinha no rio Madeira, nas proximidades de Porto Velho. Está prevista uma definição sobre qual será, finalmente, a cota - altura do espelho d'água - de operação de Santo Antônio. O desenho da usina, que previa 3.150 MW de capacidade e instalação de 44 turbinas, foi redesenhado para receber 50 máquinas e gerar 3.569 MW de potência. Para que essa ampliação seja viabilizada, o nível do rio tem de subir de 70,5 para 71,3 metros. Os donos de Jirau, que tem sua barragem localizada acima (jusante) da barragem de Santo Antônio, reclamam que essa alteração afeta o nível de queda da água que chega até as suas turbinas, comprometendo a meta de geração extra que a empresa pretendia entregar.


Com orçamento de R$ 16 bilhões, a usina de Santo Antônio tem seu consórcio liderado Furnas, seguida pelo Fundo Amazônia Energia, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Cemig.


A briga é antiga. No ano passado, a ESBR chegou a afirmar que o projeto de expansão de Santo Antônio poderia levar riscos à estrutura física de sua barragem, com possibilidade de ocasionar desastre ambiental sem precedentes no país. Estudos chegaram a ser apresentados à Agência Nacional de Águas (ANA) e à Aneel. Essas alegações, no entanto, foram rejeitas pelas duas instituições.


Nas contas da Aneel, a mudança de cota, somada à ampliação do número de turbinas que foi permitido para cada um dos projetos, vai significar um ganho extra de 396 MW médios de geração, sendo que 207 MW destes ficam com Jirau e 189,3 MW com Santo Antônio. Ocorre que Jirau reclama que, se a cota não fosse elevada, teria ainda 58 MW de energia para vender.


Com o propósito de levar a negociação adiante, a ESBR deixou de lado as reclamações sobre riscos ao meio ambiente e à vida da população que vive na região. O que realmente está em jogo, neste momento, são as dezenas de milhões de reais em receita anual que o consórcio de Jirau quer garantir. A ideia é aceitar a elevação de cota proposta pelo Consórcio Santo Antônio, desde que ele aceite pagar pela energia extra que Jirau deixa de gerar, ou seja, Santo Antônio teria de repartir o lucro que terá com a ampliação de suas máquinas. O consórcio resiste à proposta. Para a Aneel, o que importa é o "aproveitamento ótimo" das duas usinas que estão sendo construídas no complexo do rio Madeira.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
Etanol aprofunda queda na semana e amplia perdas no acum...
20/04/26
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
Reconhecimento
3º Prêmio Foresea de Fornecedores premia melhores empres...
16/04/26
Cana Summit
Abertura do Cana Summit 2026: autoridades e especialista...
15/04/26
Gás Natural
TBG e SCGás inauguram nova estação em Santa Catarina e a...
15/04/26
Espírito Santo
Indústria de Petróleo e Gás no ES deve investir mais de ...
15/04/26
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
Petrobras
US$450 milhões serão investidos no maior projeto de moni...
14/04/26
Combustíveis
Etanol gera economia superior a R$ 2,5 bilhões em março ...
14/04/26
Espírito Santo
Próximo pico da produção de petróleo no ES será em 2027
14/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23