Negócios

Japoneses acertam aquisição de 25% do EAS

Um grupo de empresas japonesas liderado pela IHI Corporation - antiga Ishikawajima Harima Heavy Industries - acertou a compra de 25% do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) por R$ 207 milhões. As negociações se estenderam por mais de um ano, incluíram reuniões com a

Valor Econômico
13/06/2013 13:37
Visualizações: 794
Um grupo de empresas japonesas liderado pela IHI Corporation - antiga Ishikawajima Harima Heavy Industries - acertou a compra de 25% do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) por R$ 207 milhões. As negociações se estenderam por mais de um ano, incluíram reuniões com a Petrobras, o principal cliente do EAS, e até mesmo uma visita do presidente da IHI Corporation, Tamotsu Saito, ao Rio para reuniões com a estatal. Em um segundo movimento, previsto para ser concluído até dezembro, os japoneses devem aumentar para 33,3% sua participação no estaleiro pernambucano.

Na primeira etapa das negociações, a fatia dos japoneses no EAS será distribuída entre a IHI, com 60,44% da fatia de 25%, JGC (24,62%) e JMU (14,92%). Dessa forma, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, que hoje controlam o EAS meio a meio, serão diluídas na operação de aumento de capital para entrada dos japoneses, ficando com 37,45% de participação cada uma.

A IHI é um conglomerado industrial que já teve um grande estaleiro no Brasil, o Ishibrás. O grupo deixou o país em 1994 e voltou no fim de 2010. A JGC (iniciais de Japan Gasoline Company) é uma empresa global da área de engenharia, com 85 anos de existência. Já a JMU é resultado da fusão da IHI Marine United, divisão de construção naval e offshore da Ishikawajima, com a Universal Shipbuilding. No Japão, a JMU tem diversos estaleiros: os maiores em Yokohama, Aichi e Kure.

Osami Imai, presidente da IHI do Brasil, afirmou que é de interesse do grupo de empresas japonesas deter até um terço do EAS. Esse processo poderá fazer com que outras instituições e companhias japonesas invistam no estaleiro. Existe a previsão de que os acordos de acionistas prevendo a compra de 25% do EAS pelos japoneses possam ser assinados, no Japão, no fim deste mês. A assinatura coincidiria com a visita que a presidente Dilma Rousseff tem prevista para o Japão nos dias 27 e 28 de junho. Imai disse que a remessa dos R$ 207 milhões deve ser feita no início de julho. Para fazer o investimento no EAS, os japoneses estão constituindo uma sociedade de propósito específico, a Japan EAS Investimentos e Participações Ltda.

Imai disse ao 'Valor' que a decisão da IHI de investir no estaleiro brasileiro considerou o potencial de desenvolvimento do pré-sal. "A IHI entende que o pré-sal é um projeto nacional que aumenta a força global do Brasil", disse o executivo. Segundo ele, o acordo para entrada dos japoneses no EAS prevê transferência de tecnologia e da experiência das empresas do país na construção naval e offshore com o objetivo de melhorar a produtividade e a eficiência do estaleiro. Nesse ponto, a responsabilidade do sócio japonês passa a ser também com o cumprimento dos prazos de entrega de navios e sondas de perfuração à Petrobras.

Desde 2007, o estaleiro enfrentou problemas de baixa produtividade, prejuízos e atrasos na construção de navios e de sondas. No total, o estaleiro tem em carteira 22 navios encomendados pela Transpetro, a subsidiária de logística da Petrobras, por R$ 7 bilhões. A Sete Brasil, empresa que tem a Petrobras como sócia, encomendou sete sondas ao estaleiro por US$ 5,2 bilhões.

Desde o ano passado, quando a IHI Marine United acertou um acordo de transferência de tecnologia com o EAS, profissionais japoneses passaram a trabalhar no estaleiro. A produtividade e os resultados do estaleiro começaram a melhorar. Em 2011, o EAS teve prejuízo de R$ 1,47 bilhão. No ano passado, o prejuízo caiu para R$ 138 milhões. Hoje há cerca de 30 engenheiros da IHI trabalhando no EAS. Com a entrada no capital do estaleiro, os japoneses passarão a ter também assentos tanto na diretoria-executiva do EAS quanto no conselho de administração da empresa.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pré-Sal
Primeiro óleo de Lapa Sudoeste consolida produção do pré...
11/03/26
Gás Natural
Gas Release pode atrair novos supridores e criar competi...
11/03/26
Resultado
PRIO registra receita de US$ 2,5 bilhões em 2025 com exp...
11/03/26
Bacia de Santos
Brasil: Início da Operação de Lapa Sudoeste
11/03/26
Pré-Sal
Seatrium impulsiona P-78 à injeção do primeiro gás após ...
11/03/26
PPSA
Assinatura de contratos de Mero e Atapu consolida result...
11/03/26
Empresas
Justiça suspende aumento de IRPJ e CSLL e decisão pode i...
10/03/26
Biodiesel
Setor de Combustíveis Defende Liberação da Importação de...
10/03/26
Macaé Energy
No Macaé Energy 2026, Firjan promove edição especial do ...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Dia da Mulher: elas contribuem para avanços no setor ene...
09/03/26
FEPE
PRECISAMOS DE P&D DE LONGO PRAZO - Entrevista com Isabel...
09/03/26
Internacional
Efeitos de preços do petróleo sobre a economia brasileira
09/03/26
Dutos
Transpetro aplica tecnologia com IA para ampliar eficiên...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Constellation amplia em mais de 300% a presença feminina...
09/03/26
Combustível
Etanol volta a subir no indicador semanal
09/03/26
Resultado
Com um aumento de 11% na produção total de petróleo e gá...
06/03/26
FEPE
EMPREENDER DEMANDA RELAÇÕES DE CONFIANÇA - Entrevista co...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
IBP amplia agenda de equidade de gênero com segundo cicl...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Repsol Sinopec Brasil tem 38% de mulheres na liderança e...
06/03/26
Indústria Naval
SPE Águas Azuis realiza entrega da Fragata "Tamandaré" -...
06/03/26
Economia
Indústria volta a crescer em janeiro, mas Firjan alerta ...
06/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23