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Hidrelétrica

Interessada em Belo Monte, Alcoa festeja a possibilidade de participar do leilão

05/11/2009 | 09h42

Disposta a participar do consórcio que disputará a construção do megaprojeto hidrelétrico de Belo Monte, no Pará, a gigante americana Alcoa tem enfrentado resistências de algumas empreiteiras a aceitá-la como sócia na operação da futura usina de R$ 16 bilhões.

 

Na tentativa de driblar as dificuldades empresariais, o presidente da Alcoa América Latina e Caribe, Franklin Feder, tem insistido na necessidade do "autoprodutor" para garantir energia a grandes indústrias consumidoras desse insumo. "As empreiteiras não gostam muito porque querem preços maiores. Mas defendo os interesses da Alcoa", afirmou ao Valor durante o Fórum Amazônia Sustentável, realizado em Belém. "Somos chatos e vamos verificar tudo. Queremos energia barata. Estamos lutando por isso".

 

Principal executivo da subsidiária brasileira da Alcoa, maior produtora mundial de alumínio, Feder informou ter apoio da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff para garantir a participação no leilão da usina de 11,2 mil megawatts. "A Casa Civil e a ministra Dilma sabem disso e apoiam o nosso pleito", afirmou. Ele comemorou a inclusão da figura jurídica nas diretrizes do Ministério de Minas e Energia para o leilão. "Como autoprodutor, saímos ganhando. Mas o Pará também ganha e a obra sai melhor".

 

A diretriz do governo prevê uma participação entre 10% a 30% de "autoprodutores" no megaprojeto de Belo Monte. Mas as empreiteiras resistem a aceitar as grandes indústrias consumidoras de energia nos consórcios porque haveria uma tendência de redução do preço final do megawatt/hora produzido. Os grandes projetos energéticos contavam com os "autoprodutores" até 2003, quando houve alterações na legislação do setor.

 

Ancorada na garantia de fornecimento de energia a custos competitivos, a Alcoa poderia, segundo informou Feder, construir uma unidade produtora de alumina em Juruti, no oeste do Pará, onde recentemente inaugurou as operações de mineração de bauxita. A gigante americana, que faturou US$ 27 bilhões em todo o mundo no ano passado, também avalia promover investimentos em uma planta de alumínio em Altamira.

 

Dona de um investimento de R$ 3,5 bilhões na mina de Juruti, a Alcoa contou, ainda, com a ajuda da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), para convencer o governo federal a admitir os "autoprodutores" no futuro consórcio de Belo Monte. Às vésperas da eleição de 2010, a governadora, candidata à reeleição, atuou de maneira decisiva em conversas com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, nas últimas semanas. Sob a alegação dos grandes benefícios econômicos e sociais ao Estado gerados pelos investimentos de indústrias como a Alcoa no Pará, Ana Júlia também pressionou a ministra Dilma Rousseff a aceitar a volta da figura do "autoprodutor" de energia no megaprojeto de Belo Monte.

 

A Alcoa mantém investimentos em energia no Brasil por meio da participação no consórcio de quatro hidrelétricas - Machadinho e Barra Grande (concluídas) e Estreito e Serra do Facão (em fase de implantação). A companhia de alumínio tem, entre seus sócios, Camargo Corrêa, CPFL, Suez, Vale, Votorantim, entre outros. Essas quatro hidrelétricas devem garantir 70% de autossuficiência na produção de alumínio em Poços de Caldas e na Alumar, usina em operação em São Luís (MA) sob o formato de consórcio, cuja produção soma 450 mil toneladas por ano.

 

Ontem, em Londres, Feder, entregou pessoalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Londres, um convite para a cerimônia de inauguração da expansão da refinaria de Alumar, em São Luís (Maranhão). A presença do presidente poderia pesar a favor da escolha do Brasil para novos investimentos da Alcoa, desta vez em geração de energia, especialmente no complexo de Belo Monte.

 

A diretoria do grupo precisa deliberar sobre o investimento, na hidrelétrica e em uma unidade de refino, estimado em US$ 5 bilhões. "A presença do presidente na inauguração também ajudaria nessa decisão da companhia de investir em Belo Monte", resumiu Feder, acrescentando que Lula aceitou o convite.

 

Feder lembrou que o Brasil tem muitas vantagens para a produção de alumínio, como possuir a terceira maior reserva de bauxita e o potencial energético abundante. Condições que bateriam rivais como a China ("que não tem bauxita e a energia é a carvão, mais cara") e Rússia ("tem energia mas não bauxita"). No entanto, outras nações podem competir pelos investimentos. "Por isso o presidente Lula tem de ir a São Luís. Queremos manter o Brasil na frente , mas concorremos com todos os outros." Ele lembrou que, junto com os sócios, a Alcoa aplicou R$ 13 bilhões no Brasil entre 2006 e 2009.



Fonte: Valor Econômico
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