Indústria naval

Indústria naval volta a entrar em ebulição.

O estaleiro Sermetal receberá investimentos de US$ 20 milhões, realizados pelas empresas parceiras do consórcio Rio Naval, vencedor da concorrência de nove navios para a Transpetro. O presidente do Sermetal, Carlos Henrique Gomes, disse que a empresa arrendará todo o terreno onde está instalad...

Gazeta Mercantil
10/07/2006 00:00
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O estaleiro Sermetal receberá investimentos de US$ 20 milhões, realizados pelas empresas parceiras do consórcio Rio Naval, vencedor da concorrência de nove navios para a Transpetro. O presidente do Sermetal, Carlos Henrique Gomes, disse que a empresa arrendará todo o terreno onde está instalado, na zona portuária do Rio de Janeiro. Hoje, o Sermetal usa apenas 30% das instalações da Companhia Brasileira de Diques, detentora do local onde funcionava o antigo estaleiro Ishibrás. Segundo o Sinaval, o estaleiro Eisa vai investir US$ 2 milhões, com encomenda de um navio de contêiner para uma empresa norte-americana. O consórcio Atlântico Sul, formado por Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Aker Promar e Samsung, arrematou dez navios tipo Suezmax por R$ 141 milhões a unidade na licitação da Transpetro. O grupo lidera os investimentos previstos pelo setor e vai erguer um estaleiro em Pernambuco, no Porto de Suape, onde aportará US$ 220 milhões. O Mauá Jurong, com previsão de investimentos de US$ 18 milhões, segundo o Sinaval, venceu recentemente concorrência para construir a plataforma de Mexilhão, além de outras embarcações em construção.O governo estimava treinar 2.375 pessoas no Estado do Rio de Janeiro, mas anunciou que elevará esse número para 4.875 a partir da demanda verificada entre os empresários fluminenses. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, serão investidos R$ 4 milhões em projetos de qualificação no Rio e em Pernambuco - onde será construído o estaleiro do grupo Atlântico Sul, consórcio liderado pela Camargo Corrêa para a construção de 10 dos 26 navios contratados pela Transpetro. A prioridade é formar soldadores, eletricistas e caldeireiros no Estado do Rio. Já em Pernambuco, a procura é por armadores, pedreiros e carpinteiros. Segundo o coordenador do Plano Setorial de Qualificação Naval da Secretaria de Políticas Públicas do Ministério do Trabalho, Almerico Biondi, as vagas criadas no Estado do Rio estão ainda aquém do solicitado pelo setor. Eram para ser criadas 7 mil vagas originalmente no Rio, mas não foi possível, diz. A qualificação não depende apenas de recursos do governo e, neste caso, tivemos negativas das próprias escolas, que disseram não poder receber mais alunos este ano, informou. No Rio, a formação será feita pelo Senai e pelo Cefet. A necessidade de mão-de-obra nos foi informada pela Petrobras, com sua previsão de investimentos até 2010, explica Biondi. Segundo ele, o objetivo do programa é qualificar a população local para que seja aproveitada nas unidades de produção, desincentivando a migração. Desde 2004 recebemos pedidos de apoio à qualificação no Rio, mas em abril a procura se intensificou, narra Biondi, referindo-se à licitação da Transpetro. Os preços finais negociados entre Transpetro e estaleiros ficaram à altura da média internacional. Cada um dos cinco petroleiros do tipo Aframax foram encomendados por US$ 103,5 milhões do consórcio Rio Naval - parceria das empresas MPE, IESA, Hyundai e Sermetal. O valor está apenas cerca de 4% acima do praticado pelo mercado internacional, segundo a Transpetro. As mesmas empresas do Rio Naval levaram a concorrência para a construção de quatro navios Panamax. Cada um será erguido por cerca de US$ 87,2 milhões, cerca de 3% mais caro que no exterior. Já os quatro petroleiros de produtos, que custarão US$ 69,2 milhões em média, ficaram mais baratos que os do mercado internacional. As obras foram encomendadas ao estaleiro Mauá Jurong. Três gaseiros, que serão construídos pelo Itajaí, também sairão por um custo inferior ao praticado lá fora, com proposta de US$ 43,6 milhão - 2% mais barato que no exterior. Fontes do setor comentam que estaleiros travam queda-de-braço com a Petrobras e o BNDES para dividir o risco de empréstimos do FMM, já que o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) estabelece limites para cobrir garantias. Estaria em estudo a possibilidade de a Petrobras arcar com ao menos um quinto das garantias de cada financiamento para encomendas da Transpetro. Os estaleiros arcariam com o restante. Fonte: Gazeta Mercantil, por Sabrina Lorenzi e Mariana Carneiro
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