Mercado

Indústria brasileira direciona produção cada vez mais para o mercado interno

Informação é da CNI.

Redação TN/ Ascom CNI
18/03/2014 13:08
Visualizações: 1477

 

A produção da indústria de transformação brasileira destinada à exportação está praticamente estagnada e cada vez mais voltada para o mercado interno. O coeficiente de exportações líquidas - diferença entre o valor das exportações e o valor dos insumos importados para a produção industrial - foi negativo pela primeira vez (-0,1%) na indústria de transformação em 2013, revela a publicação Coeficientes de Abertura Comercial, divulgada nesta terça-feira (18) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
"De uma maneira geral, a indústria de transformação passou a gerar receitas com exportação inferiores ao dispêndio com insumos importados", aponta o estudo, realizado em parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex). O coeficiente de penetração das importações, que mede a participação dos produtos importados no consumo doméstico, atingiu  22,3%, o maior valor desde o início da série histórica da pesquisa, em 1996.  Este indicador aumentou 1,6 ponto percentual no ano passado comparativamente a 2012. "A desvalorização da moeda doméstica  também contribui para o crescimento do coeficiente. Em dólares, as importações de produtos industriais cresceram 7% e, em reais, 18%", assinala a publicação.
Segundo o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, "em um primeiro momento a desvalorização aumenta o valor das importações em reais, mas posteriormente, com seu encarecimento, as importações  devem reduzir o ritmo de crescimento ou mesmo cair", diz.
IMPORTAÇÃO - Também foi recorde o coeficiente de insumos importados, que representa a participação dos insumos importados no valor total dos insumos adquiridos pela indústria, atingindo 24,13% em 2013. Já o coeficiente de exportação, que mostra a importância do mercado externo para a produção da indústria, com 19,8% no ano passado, manteve-se praticamente igual ao observado em 2012, quando registrou 19,7%. "Assim como em 2012, se não fosse pela desvalorização do real, o coeficiente teria caído", pontua  o estudo.
Para Renato da Fonseca, a pesquisa Coeficientes de Abertura Comercial demonstra que a indústria de transformação não está conseguindo bom desempenho nas exportações e cada vez mais direciona a produção para o mercado interno. "A indústria importa mais insumos para reduzir custos ou melhorar a qualidade de seus produtos e se tornar mais competitiva, o que  explica, em grande parte, os recordes nos coeficientes ligados às importações ", conclui ele.

A produção da indústria de transformação brasileira destinada à exportação está praticamente estagnada e cada vez mais voltada para o mercado interno. O coeficiente de exportações líquidas - diferença entre o valor das exportações e o valor dos insumos importados para a produção industrial - foi negativo pela primeira vez (-0,1%) na indústria de transformação em 2013, revela a publicação Coeficientes de Abertura Comercial, divulgada nesta terça-feira (18) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"De uma maneira geral, a indústria de transformação passou a gerar receitas com exportação inferiores ao dispêndio com insumos importados", aponta o estudo, realizado em parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex). O coeficiente de penetração das importações, que mede a participação dos produtos importados no consumo doméstico, atingiu  22,3%, o maior valor desde o início da série histórica da pesquisa, em 1996.  Este indicador aumentou 1,6 ponto percentual no ano passado comparativamente a 2012. "A desvalorização da moeda doméstica  também contribui para o crescimento do coeficiente. Em dólares, as importações de produtos industriais cresceram 7% e, em reais, 18%", assinala a publicação.

Segundo o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, "em um primeiro momento a desvalorização aumenta o valor das importações em reais, mas posteriormente, com seu encarecimento, as importações  devem reduzir o ritmo de crescimento ou mesmo cair", diz.

IMPORTAÇÃO - Também foi recorde o coeficiente de insumos importados, que representa a participação dos insumos importados no valor total dos insumos adquiridos pela indústria, atingindo 24,13% em 2013. Já o coeficiente de exportação, que mostra a importância do mercado externo para a produção da indústria, com 19,8% no ano passado, manteve-se praticamente igual ao observado em 2012, quando registrou 19,7%. "Assim como em 2012, se não fosse pela desvalorização do real, o coeficiente teria caído", pontua  o estudo.

Para Renato da Fonseca, a pesquisa Coeficientes de Abertura Comercial demonstra que a indústria de transformação não está conseguindo bom desempenho nas exportações e cada vez mais direciona a produção para o mercado interno. "A indústria importa mais insumos para reduzir custos ou melhorar a qualidade de seus produtos e se tornar mais competitiva, o que  explica, em grande parte, os recordes nos coeficientes ligados às importações ", conclui ele.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Etanol
Preço do hidratado cai pela 2ª semana consecutiva
09/06/26
BOGE 2026
Smart Control ganha destaque na Bahia Oil & Gas Energy 2...
08/06/26
Investimentos
Mar aberto para o crescimento: investimentos impulsionam...
08/06/26
Transmissão
ENGIE lidera projeto de tecnologia inédito e investe R$ ...
08/06/26
Aviação
O Brasil pode se tornar uma potência em SAF
08/06/26
Etanol
Mercado de etanol encerra a primeira semana de junho pre...
08/06/26
BRANDED CONTENT
Complexo de Energias Boaventura impulsiona o futuro ener...
05/06/26
PPSA
CNOOC e Petrochina arrematam cargas de Atapu e de Bacalh...
05/06/26
Descomissionamento
Ecovix e Gerdau finalizam desmontagem da plataforma P-32...
04/06/26
Biometano
Gás Verde e Knauf fecham parceria para fornecimento de b...
04/06/26
BOGE 2026
Mayekawa do Brasil presente na Bahia Oil & Gas Energy
03/06/26
Meio Ambiente
TIM amplia geração própria de energia renovável e usa in...
03/06/26
Investimento
Projeto de coleta de óleos e gorduras residuais irá rece...
03/06/26
BOGE 2026
WIKA apresenta soluções para medição e controle de proce...
03/06/26
Etanol
Brasil pode mais que dobrar produção de etanol até 2040 ...
03/06/26
GLP
Posicionamento do Sindigás sobre reunião da Diretoria Co...
03/06/26
Combustíveis
Petrobras aprova adesão à nova subvenção econômica e pre...
03/06/26
Resultado
Com 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia ...
02/06/26
BOGE 2026
Bahia Oil & Gas Energy encerra edição histórica e projet...
02/06/26
Bolsa de Valores
Com mercado volátil, ações de petróleo, combustíveis e g...
02/06/26
BOGE 2026
NETZSCH do Brasil reforça liderança no setor de óleo e g...
01/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25