Pesquisa e Desenvolvimento

Indústria assina com a USP parceria para desenvolvimento tecnológico

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) assinaram nesta quinta-feira (31) uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP) para lançar o Programa de Extensão Tecnológica Fiesp-Ciesp-Senai e do Curso de Aperfeiçoa

Agência Brasil
31/05/2012 16:52
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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) assinaram nesta quinta-feira (31) uma parceria com a Universidade de São Paulo (USP) para lançar o Programa de Extensão Tecnológica Fiesp-Ciesp-Senai e do Curso de Aperfeiçoamento em Gestão da Inovação nas Empresas da Agência USP de Inovação Tecnológica.

O objetivo é fomentar o desenvolvimento tecnológico dentro das empresas, propiciando capacitação, financiamento, análise e estruturação dos projetos até sua implantação. A parceria envolve três programas. Um para atender 240 empresas de diversos setores, em seis regiões do estado; outro para 400 empresas do setor de petróleo e gás de dez regiões; e o terceiro, voltado a empresários de todas as áreas, com duração de oito meses e 500 vagas.

De acordo com o vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, ações como essa ajudam a combater a desindustrialização do país, pois reúnem conhecimento, pesquisa e desenvolvimento. Além disso, o resultado da iniciativa, em geral, são produtos com mais qualidade, de menor custo e mais aceitação por parte do consumidor.

“Isso agrega valor aos produtos e melhora a oportunidade de exportar, de competir no mercado interno e criar emprego de melhor qualidade, porque quando o produto tem conteúdo tecnológico maior e de mais inovação, muitas vezes conquista espaços que fazem com que a empresa invista mais e contrate mais gente”.

Ometto destacou que as empresas estão dispostas a investir nesses projetos porque há muita competição das empresas nacionais com as internacionais, porque há países que estão investindo muito mais do que o Brasil, conquistando espaços e aproveitando crescimento de mercados de outros países. “O mercado do Brasil cresceu muito porque aumentou a renda dos brasileiros durante a última década. As pessoas estão comprando mais produtos e se o empresário brasileiro não investir em fazer produtos que o mercado está desejando, os produtos virão de fora”.

A parceria começa com a utilização da rede da Fiesp e do Ciesp em todo o estado, com a capacitação de todas as diretorias em regiões importantes para, no futuro, elaborar um plano de gestão e inovação. O presidente em exercício do Ciesp, Rafael Cervone Neto, ressaltou que o empresário não é resistente à inovação, mas o ambiente dentro das empresas é muito agressivo, com uma série de barreiras para o crescimento.

“Muitas vezes, o empresário fica apagando incêndios. É importante que ele mude o foco e saiba que a inovação é um diferencial competitivo para ele. Outro fator importante é que os países desenvolvidos e que se desenvolveram por meio da inovação, muitas vezes, não produzem mais e, sim, [o fazem] na Ásia. O Brasil ainda tem um diferencial competitivo porque possui o conhecimento de todos os elos da cadeia industrial, mas os países desenvolvidos mantêm centros de pesquisa e não aplicam na ponta. Essa é outra oportunidade que temos”.

O pró-reitor de Pesquisa da USP, Marco Antônio Zago, lembrou que há muito tempo fala-se da interação entre a academia e o setor produtivo, e o lançamento do programa serve como uma maneira para demonstrar que a universidade se interessa pelo que ocorre na sociedade. “A universidade deve preparar as pessoas para os empregos. Deve criar conhecimento por meio da pesquisa, mas deve também transferir esse conhecimento para a sociedade”.

Segundo Zago, atualmente, o principal gargalo para o desenvolvimento brasileiro é a formação de profissionais qualificados de nível técnico e superior, tanto em quantidade quanto qualidade. Por causa disso, lembrou o pró-reitor, o Brasil tem importado muita mão de obra. “Temos um mercado aquecido em várias áreas tecnológicas e não temos formado pessoas suficientes. Significa que há espaço para pessoas qualificadas do exterior e, como muitos países estão em dificuldades econômicas, muitos profissionais estão chegando ao Brasil”.
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