Economia

Indústria argentina promove encontro para atrair investimento brasileiro direto

Entre os setores estão infraestrutura, petróleo e de aviação.

Valor Econômico
24/10/2012 14:33
Visualizações: 772

 

O empresariado argentino conta com a influência do Brasil para moderar a tendência isolacionista que cresce no país desde a reeleição da presidente Cristina Kirchner, há exatamente um ano. "O Brasil é a nossa esperança, é a única ponte que temos para uma visão estratégica do futuro", comentou o presidente da União Industrial Argentina (UIA), José Mendiguren, que organiza no próximo mês a convenção anual da indústria do país, com forte presença brasileira.
O encontro vai acontecer em Cardales, a 80 quilômetros de Buenos Aires, e Mendiguren espera sensibilizar a presidente argentina a incentivar investimentos diretos de origem brasileira. O dirigente quer reunir empresários dos dois países dos setores com maior potencial de investimentos conjuntos: indústria de aviação, infraestrutura, farmacêutica, energia, petróleo, autopeças e celulose.
Segundo Mendiguren, a Argentina poderá ter um papel econômico no futuro complementar ao do Brasil. "Queremos ser o Canadá do Brasil, não o México", afirmou, em uma alusão ao Nafta, o bloco econômico da América do Norte. O desenvolvimento do México na integração com os Estados Unidos foi impulsionado pelos menores custos trabalhistas do país latino-americano, o que não foi o caso canadense.
Desde sua reeleição, Cristina adotou restrições cambiais e comerciais que retraíram em 15% o comércio entre Brasil e Argentina e desestimularam investimentos estrangeiros. Entre as medidas, estão o bloqueio de remessas de lucros de empresas com sede no exterior e necessidade de autorização caso a caso para as importações do país.
A UIA convidou os presidentes da Embraer, Odebrecht e Fiat para a América Latina. A presidente da Petrobras, Graça Forster, deve participar de uma apresentação com o presidente da YPF, Miguel Galuccio. Os ministros do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e das Relações Exteriores, Antonio Patriota, devem se reunir com seus pares argentinos.
A presidente Dilma Rousseff está convidada desde setembro, mas sua participação não está confirmada, porque vai ao Peru para a reunião da cúpula da Unasul, na mesma semana do encontro de Cardales. É prevista a ida da presidente também à posse do novo presidente do México, Enrique Peña Nieto, no dia 1º de dezembro. No dia 7 de dezembro, recebe a visita de Cristina, do uruguaio José Mujica e do venezuelano Hugo Chávez para a cúpula do Mercosul, em Brasília.

O empresariado argentino conta com a influência do Brasil para moderar a tendência isolacionista que cresce no país desde a reeleição da presidente Cristina Kirchner, há exatamente um ano. "O Brasil é a nossa esperança, é a única ponte que temos para uma visão estratégica do futuro", comentou o presidente da União Industrial Argentina (UIA), José Mendiguren, que organiza no próximo mês a convenção anual da indústria do país, com forte presença brasileira.


O encontro vai acontecer em Cardales, a 80 quilômetros de Buenos Aires, e Mendiguren espera sensibilizar a presidente argentina a incentivar investimentos diretos de origem brasileira. O dirigente quer reunir empresários dos dois países dos setores com maior potencial de investimentos conjuntos: indústria de aviação, infraestrutura, farmacêutica, energia, petróleo, autopeças e celulose.


Segundo Mendiguren, a Argentina poderá ter um papel econômico no futuro complementar ao do Brasil. "Queremos ser o Canadá do Brasil, não o México", afirmou, em uma alusão ao Nafta, o bloco econômico da América do Norte. O desenvolvimento do México na integração com os Estados Unidos foi impulsionado pelos menores custos trabalhistas do país latino-americano, o que não foi o caso canadense.


Desde sua reeleição, Cristina adotou restrições cambiais e comerciais que retraíram em 15% o comércio entre Brasil e Argentina e desestimularam investimentos estrangeiros. Entre as medidas, estão o bloqueio de remessas de lucros de empresas com sede no exterior e necessidade de autorização caso a caso para as importações do país.


A UIA convidou os presidentes da Embraer, Odebrecht e Fiat para a América Latina. A presidente da Petrobras, Graça Forster, deve participar de uma apresentação com o presidente da YPF, Miguel Galuccio. Os ministros do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e das Relações Exteriores, Antonio Patriota, devem se reunir com seus pares argentinos.


A presidente Dilma Rousseff está convidada desde setembro, mas sua participação não está confirmada, porque vai ao Peru para a reunião da cúpula da Unasul, na mesma semana do encontro de Cardales. É prevista a ida da presidente também à posse do novo presidente do México, Enrique Peña Nieto, no dia 1º de dezembro. No dia 7 de dezembro, recebe a visita de Cristina, do uruguaio José Mujica e do venezuelano Hugo Chávez para a cúpula do Mercosul, em Brasília.

 

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