Exploração

Indícios de petróleo e gás são encontrados perto de aldeia no AC

Funai acompanha estudos.

G1
14/02/2013 11:56
Visualizações: 1103

 

A empresa Georadar Levantamentos Geofísicos S.A, contratada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para realizar estudos geofísicos no Acre e no Amazonas, detectou a  presença de hidrocarbonetos perto da aldeia Puyanawa, localizada no município acreano de Mâncio Lima, na fronteira com o Peru. A notícia deixou os indígenas em alerta.
A preocupação dos índios é quanto aos prejuízos ambientais, principalmente, nos rios que ficam no entorno da terra indígena. Um dos líderes do povo Puyanawa, Pué Puyanawa, disse que não ficou claro como está sendo feita a pesquisa.
O diretor técnico e geofísico da Georadar, Luiz Bampa, disse que ainda é cedo para afirmar que o que foi encontrado no poço perfurado pela Petrobras seja gás ou petróleo. Segundo ele, só quem vai poder afirmar que tipo de produto existe no local é a ANP.
Bampa explica que a empresa fez um levantamento aéreo de toda a área que já foi pesquisada nos anos de 2007 e 2008. De 2008 a 2010, a Georadar fez levantamentos geoquímicos, e agora está concluindo os dados da sísmica de reflexão que terminam no próximo mês.
Para fazer a pesquisa são feitos furos na terra de quatro metros de profundidade e dentro são colocados explosivos que são acionados através de sensores, que identificam o que há no local explorado.
Os trabalhos de pesquisa da Georadar estão sendo feitos nos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, todos no estado do Acre, e nos municípios de Guajará e Ipixuna, no estado do Amazonas.
Após a conclusão dos trabalhos, a Georadar entregará o diagnóstico que contém todas as informações e locais onde foram detectados os indícios de petróleo e gás no estado do Acre para a ANP, que é a responsável pelo estudo.
Funai quer participação
O coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Cruzeiro do Sul, Luiz Valdenir Silva de Souza disse que os próximos estudos sobre exploração e prospecção de gás e petróleo no Juruá, só serão executados se primeiro for apresentado aos índios, para que eles possam ter participação no estudo e saberem que tipo de dano ambiental  pode causar na região.
Souza afirma que os índios estão preocupados com essa 'invasão' da floresta em busca de petróleo. Eles alegam que os rios da região são pequenos e estreitos, e, em casos de um acidente em busca de hidrocarbonetos, os prejuízos para o meio ambiente e para os próprios índios podem ser irreparáveis.
A Funai informou que está acompanhando o estudo feito pela Georadar, mas afirma que as informações sobre o projeto da empresa ainda não foram repassadas de forma clara para os indígenas.
Uma das preocupações do coordenador, é que o poço onde foi detectado indícios de hidrocarboneto, fica a menos de 10 quilômetros da Aldeia Poyanawa, no município de Mâncio Lima.
O representante da Funai afirmou que os próprios índios colheram amostra de um líquido oleoso que saiu do poço perfurado há mais de 20 anos pela Petrobras.

A empresa Georadar Levantamentos Geofísicos S.A, contratada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para realizar estudos geofísicos no Acre e no Amazonas, detectou a  presença de hidrocarbonetos perto da aldeia Puyanawa, localizada no município acreano de Mâncio Lima, na fronteira com o Peru. A notícia deixou os indígenas em alerta.


A preocupação dos índios é quanto aos prejuízos ambientais, principalmente, nos rios que ficam no entorno da terra indígena. Um dos líderes do povo Puyanawa, Pué Puyanawa, disse que não ficou claro como está sendo feita a pesquisa.


O diretor técnico e geofísico da Georadar, Luiz Bampa, disse que ainda é cedo para afirmar que o que foi encontrado no poço perfurado pela Petrobras seja gás ou petróleo. Segundo ele, só quem vai poder afirmar que tipo de produto existe no local é a ANP.


Bampa explica que a empresa fez um levantamento aéreo de toda a área que já foi pesquisada nos anos de 2007 e 2008. De 2008 a 2010, a Georadar fez levantamentos geoquímicos, e agora está concluindo os dados da sísmica de reflexão que terminam no próximo mês.


Para fazer a pesquisa são feitos furos na terra de quatro metros de profundidade e dentro são colocados explosivos que são acionados através de sensores, que identificam o que há no local explorado.


Os trabalhos de pesquisa da Georadar estão sendo feitos nos municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, todos no estado do Acre, e nos municípios de Guajará e Ipixuna, no estado do Amazonas.


Após a conclusão dos trabalhos, a Georadar entregará o diagnóstico que contém todas as informações e locais onde foram detectados os indícios de petróleo e gás no estado do Acre para a ANP, que é a responsável pelo estudo.



Funai quer participação


O coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Cruzeiro do Sul, Luiz Valdenir Silva de Souza disse que os próximos estudos sobre exploração e prospecção de gás e petróleo no Juruá, só serão executados se primeiro for apresentado aos índios, para que eles possam ter participação no estudo e saberem que tipo de dano ambiental  pode causar na região.


Souza afirma que os índios estão preocupados com essa 'invasão' da floresta em busca de petróleo. Eles alegam que os rios da região são pequenos e estreitos, e, em casos de um acidente em busca de hidrocarbonetos, os prejuízos para o meio ambiente e para os próprios índios podem ser irreparáveis.


A Funai informou que está acompanhando o estudo feito pela Georadar, mas afirma que as informações sobre o projeto da empresa ainda não foram repassadas de forma clara para os indígenas.


Uma das preocupações do coordenador, é que o poço onde foi detectado indícios de hidrocarboneto, fica a menos de 10 quilômetros da Aldeia Poyanawa, no município de Mâncio Lima.


O representante da Funai afirmou que os próprios índios colheram amostra de um líquido oleoso que saiu do poço perfurado há mais de 20 anos pela Petrobras.

 

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