Energia

Impasse em Três Irmãos evidencia problemas da Eletrobras em leilões

Situação semelhante ocorre com o consórcio da hidrelétrica de Sinop.

Valor Econômico
28/04/2014 10:16
Visualizações: 810

 

O impasse na definição dos cotistas do Fundo de Investimentos e Participações (FIP) Constantinopla, sócio de Furnas na usina de Três Irmãos, é mais um revés para o grupo Eletrobras. Situação semelhante ocorre com relação ao consórcio vencedor da hidrelétrica de Sinop, no rio Teles Pires, em que Chesf e Eletronorte, donas de 49% do empreendimento, ainda não definiram oficialmente o sócio para substituir a Alupar, que tinha 51% do projeto e anunciou publicamente que pretende abandonar o negócio.
No caso de Sinop, a Alupar se dispôs a cumprir todos os compromissos até a entrada do novo parceiro. Não está certo se o FIP Constantinopla fará o mesmo em Três Irmãos, cujo contrato de concessão está previsto para ser assinado em agosto. Pelas regras do setor, o consórcio vencedor é obrigado a manter a composição até a assinatura do contrato.
Assim, o Constantinopla precisa assinar o contrato mesmo que ainda não tenha os cotistas definidos, sob a pena de perder a concessão da hidrelétrica e invalidar o leilão da primeira usina no âmbito da Medida Provisória 579, relativa ao término das concessões de geração e transmissão, configurando uma derrota política para o governo.
Apesar de confirmar informações de que há três interessados em comprar participações dos cotistas do FIP Constantinopla, Furnas não informa quais os possíveis parceiros e nem dá detalhes sobre a sua participação nas negociações. Procurada, a empresa sugeriu que mais detalhes fossem buscados com o próprio fundo. "Furnas vem acompanhando as mudanças na composição do fundo Constantinopla por informações do FIP, que está conduzindo as negociações", informou a empresa, em nota.
Esta é a segunda vez que Furnas evita informar quais são seus possíveis parceiros na usina de Três Irmãos. Ao arrematar 49,9% da hidrelétrica, em 28 de março, Furnas deixou o mercado ansioso e informou apenas no dia seguinte, um sábado, que o detentor dos outros 50,1% era o fundo Constantinopla. A alegação inicial da companhia era de que havia um acordo de confidencialidade com relação ao sócio no negócio. Dias depois do leilão, a subsidiária da Eletrobras informou que a composição do sócio passava por mudanças, com a saída de cotistas.
No caso de Sinop, Chesf e Eletronorte fizeram uma chamada pública para selecionar um novo parceiro para o empreendimento, no lugar da Alupar. A expectativa era anunciar o nome do novo sócio no início deste mês.
Segundo o diretor de Engenharia e Construção da Chesf, José Aílton de Lima, já existe um parceiro definido para Sinop. O nome, porém, só poderá ser revelado após a assinatura do contrato, prevista para ocorrer dentro de três semanas. Segundo ele, o pedido de sigilo foi feito pelo próprio sócio, pois o assunto precisa ser aprovado no conselho de administração da empresa e por se tratar de uma companhia com ações negociadas em bolsa.
Sinop ficará no rio Teles Pires (MT), com 400 MW de potência e investimentos de R$ 1,78 bilhão.

O impasse na definição dos cotistas do Fundo de Investimentos e Participações (FIP) Constantinopla, sócio de Furnas na usina de Três Irmãos, é mais um revés para o grupo Eletrobras. Situação semelhante ocorre com relação ao consórcio vencedor da hidrelétrica de Sinop, no rio Teles Pires, em que Chesf e Eletronorte, donas de 49% do empreendimento, ainda não definiram oficialmente o sócio para substituir a Alupar, que tinha 51% do projeto e anunciou publicamente que pretende abandonar o negócio.

No caso de Sinop, a Alupar se dispôs a cumprir todos os compromissos até a entrada do novo parceiro. Não está certo se o FIP Constantinopla fará o mesmo em Três Irmãos, cujo contrato de concessão está previsto para ser assinado em agosto. Pelas regras do setor, o consórcio vencedor é obrigado a manter a composição até a assinatura do contrato.

Assim, o Constantinopla precisa assinar o contrato mesmo que ainda não tenha os cotistas definidos, sob a pena de perder a concessão da hidrelétrica e invalidar o leilão da primeira usina no âmbito da Medida Provisória 579, relativa ao término das concessões de geração e transmissão, configurando uma derrota política para o governo.

Apesar de confirmar informações de que há três interessados em comprar participações dos cotistas do FIP Constantinopla, Furnas não informa quais os possíveis parceiros e nem dá detalhes sobre a sua participação nas negociações. Procurada, a empresa sugeriu que mais detalhes fossem buscados com o próprio fundo. "Furnas vem acompanhando as mudanças na composição do fundo Constantinopla por informações do FIP, que está conduzindo as negociações", informou a empresa, em nota.

Esta é a segunda vez que Furnas evita informar quais são seus possíveis parceiros na usina de Três Irmãos. Ao arrematar 49,9% da hidrelétrica, em 28 de março, Furnas deixou o mercado ansioso e informou apenas no dia seguinte, um sábado, que o detentor dos outros 50,1% era o fundo Constantinopla. A alegação inicial da companhia era de que havia um acordo de confidencialidade com relação ao sócio no negócio. Dias depois do leilão, a subsidiária da Eletrobras informou que a composição do sócio passava por mudanças, com a saída de cotistas.

No caso de Sinop, Chesf e Eletronorte fizeram uma chamada pública para selecionar um novo parceiro para o empreendimento, no lugar da Alupar. A expectativa era anunciar o nome do novo sócio no início deste mês.

Segundo o diretor de Engenharia e Construção da Chesf, José Aílton de Lima, já existe um parceiro definido para Sinop. O nome, porém, só poderá ser revelado após a assinatura do contrato, prevista para ocorrer dentro de três semanas. Segundo ele, o pedido de sigilo foi feito pelo próprio sócio, pois o assunto precisa ser aprovado no conselho de administração da empresa e por se tratar de uma companhia com ações negociadas em bolsa.

Sinop ficará no rio Teles Pires (MT), com 400 MW de potência e investimentos de R$ 1,78 bilhão.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
PPSA
Produção em regime de partilha ultrapassa 1,5 milhão de ...
19/12/25
Petroquímica
Petrobras assina novos contratos de longo prazo com a Br...
19/12/25
Energia Eólica
ENGIE inicia operação comercial total do Conjunto Eólico...
18/12/25
Parceria
Energia renovável no Brasil: Petrobras e Lightsource bp ...
18/12/25
Biorrefinaria
Inpasa anuncia nova biorrefinaria em Rondonópolis (MT) e...
18/12/25
iBEM26
Startup Day vai mostrar tendências e inovações do setor ...
17/12/25
PD&I
Rio ganha novo Centro de Referência em Tecnologia da Inf...
17/12/25
Etanol de milho
Produção de etanol de milho cresce, mas disputa por biom...
17/12/25
Gás Natural
Produção de gás natural bate recorde no Brasil, e consum...
17/12/25
Biodiesel
ANP reúne representantes de laboratórios para discussões...
17/12/25
Pré-Sal
Cerimônia marca início da produção do campo de Bacalhau,...
17/12/25
Logística
Santos Brasil recebe autorização para operar com capacid...
16/12/25
Indicadores
ETANOL/CEPEA: Indicadores são os maiores da safra 25/26
16/12/25
Sergipe
Projeto Sergipe Águas Profundas reforça expansão da ofer...
15/12/25
Etanol
Hidratado sobe pela 9ª semana seguida
15/12/25
Meio Ambiente
Shell Brasil, Petrobras e CCARBON/USP lançam o Carbon Co...
12/12/25
Energia Solar
Desafios de topografia na geração de energia solar: conh...
12/12/25
Oferta Permanente
Seminário da ANP apresenta informações sobre a Oferta Pe...
12/12/25
Drilling
SLB conclui a construção do primeiro poço de injeção de ...
12/12/25
Drilling
Shell assina contrato com a Valaris para uso de sonda of...
12/12/25
Royalties
Estudo revela proporção de royalties na receita municipa...
12/12/25
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.