Evento

IBP debate desafios do próximo governo no cenário energético

Redação TN Petróleo/Assessoria IBP
28/10/2022 07:40
IBP debate desafios do próximo governo no cenário energético Imagem: Divulgação FGV Visualizações: 1522

Um dos principais desafios que o novo governo enfrentará em 2023 será o peso da inflação da energia no bolso dos consumidores, especialmente nas famílias de menor renda, afirmou Silvia Matos (foto), pesquisadora e coordenadora do Boletim Macro FGV IBRE, durante a 2ª edição do evento "Economia, Política e Energia - Diálogos Estratégicos", realizado na quinta-feira (27/10), no Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).
O encontro reuniu economistas da FGV que debateram os desafios que o próximo governo federal irá enfrentar no cenário energético. Para Silvia Matos, o cidadão com menor poder aquisitivo é quem mais sofrerá com o cenário energético atual de preços de commodities mais elevados. "Para essas famílias o peso do GLP é de 4%, do transporte por ônibus 8% no orçamento. Se incluirmos todo o impacto da energia, custos de fertilizantes, combustíveis, na alimentação esse percentual chega a 35%", ressaltou. A economista destacou ainda a necessidade de uma reforma tributária, que na sua visão é "essencial para ganharmos eficiência e produtividade"
Já Livio Ribeiro, pesquisador associado do FGV IBRE, reforçou que a conjuntura internacional ainda instável deverá manter elevado o preço do petróleo. "Estimamos que o preço (brent) deve ficar entre 80 e 100 dólares nos próximos dois anos", destacou.
De acordo com o pesquisador, parte da instabilidade no mercado global de commodities virá como consequência da desaceleração do crescimento da China. "Normalmente quando temos crises econômicas a China entra no jogo e se beneficia. Agora, será a primeira vez em bastante tempo que a China não apresentará crescimento em um momento de retração mundial", ressaltou Livio Ribeiro.
Fernanda Delgado, diretora executiva corporativa do IBP, que moderou o debate, destacou a posição privilegiada do Brasil com sua matriz energética mais renovável que a média mundial e a vantagem que este perfil proporciona ao país.
"Quando pensamos na agenda de energia para os próximos anos, vemos a importância da abertura do mercado, novos players no setor e pluralidade da nossa matriz. Isso coloca o Brasil no hot spot, especialmente na América Latina", disse Delgado.
O debate faz parte de uma série de diálogos estratégicos sobre economia, política e energia. O objetivo é apresentar as projeções mais recentes e debater a conjuntura política e econômica no Brasil e no mundo, com foco especial no setor de óleo e gás.
A primeira edição, realizada em agosto, abordou a crescente importância do setor de óleo e gás para a arrecadação do Brasil, com foco nos combustíveis. A publicação com o resumo do debate está disponível neste link.

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