Jirau

Ibama multa hidrelétrica em R$ 475 mil

Valor Econômico
11/02/2009 02:59
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As obras na usina hidrelétrica de Jirau só estão na fase inicial, a licença de instalação ainda nem foi concedida e o Ibama já aplicou a primeira multa ao Consórcio Energia Sustentável (Enersus), por supostamente ter suprimido parte da vegetação na região sem ter autorização do órgão ambiental. A multa foi estipulada em R$ 475 mil.

 

As usinas do Madeira parecem estar sob constante análise do Ibama. No final do ano passado, o órgão multou o consórcio que constrói a outra hidrelétrica que está sendo construída no rio, a de Santo Antônio, em R$ 7,7 milhões pela mortandade de toneladas de peixes na região. A empresa já recorreu administrativamente da multa e o processo está em análise no Ibama. Na época, a explicação dada pelo consórcio Madeira Energia foi de que os peixes morreram em função de uma inversão térmica brusca que alterou as condições da água nos lagos formados pelas ensecadeiras que estão sendo construídas no rio para a instalação da usina e o oxigênio da água ficou prejudicado.

 

Agora, é o consórcio Enersus que terá que se explicar ao Ibama. A assessoria de imprensa da empresa, entretanto, informa apenas que já foi notificada e ainda está analisando o caso. De acordo com informações do Ibama, a empresa foi autuada pela supressão de 18,65 hectares de floresta nativa em área de preservação permanente, sem ter a devida autorização.

 

A empresa teria autorização para suprimir 40,83 hectares situados na margem direita do rio Madeira. Essa área é destinada à construção do canteiro de obras, com abertura de estradas de acesso, área de pedreira, entre outras. Mas a multa foi aplicada porque a empresa teria devastado parte da vegetação onde será instalado o canteiro industrial, mas que ainda não teve a liberação da autorização da supressão da vegetação.

 

A questão ambiental na usina hidrelétrica de Jirau é um tema bastante polêmico já que a empresa vencedora da licitação alterou o local do projeto inicialmente apresentado nos estudos de viabilidade. Depois de muito se discutir, o Ibama acabou autorizando a empresa a iniciar as obras, em função do período de cheias do rio que poderiam atrasar a entrada em operação da usina em pelo menos um ano. Mas ainda será necessário que o órgão ambiental faça a análise definitiva do licenciamento.

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