Meio ambiente

Grupo que monitora óleo no litoral brasileiro afirma que situação é estável

Redação/Agência do Rádio Mais
02/12/2019 16:33
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A situação das manchas de óleo, que já atingiu todo o litoral do Nordeste, além de trechos do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, é estável. A informação foi divulgada pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), que é composto pela Marinha, pelo Ibama e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo o coordenador operacional do grupo, almirante Marcelo Francisco Campos, há mais de 20 dias não são encontradas manchas de óleo bruto no mar. A quantidade de fragmentos que continua chegando às praias, mangues, costões e outros habitats naturais é, de acordo com Campos, cada vez menor.

O Ibama informa, no entanto, que o número de localidades atingidas tem aumentado. Até o momento, já foram encontrados vestígios do óleo em 803 pontos do litoral brasileiro. Isso ocorre por conta da fragmentação do óleo e de sua dispersão no mar.

Os riscos desta catástrofe ambiental não se restringem apenas ao meio ambiente. De acordo com a diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Cláudia Alcântara, o petróleo cru contém uma série de compostos químicos que podem ser tóxicos para a saúde humana, especialmente quando há contato direto com a pele.

“A pele fica avermelhada, pode ter uma sensação de prurido, de coceira ou queimação no local. Isso ocorre por esta dermatite de contato irritativa. O que pode piorar é se essa pessoa, após esse contato, ficar exposta ao sol sem a devida proteção”, afirma.

Para alertar a população, a Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou um guia com recomendações importantes para quem presta ajuda como voluntário, assim como para os moradores das áreas atingidas.

Uma das dicas é evitar o contato com a substância, com o uso de roupas que cubram a pele, luvas, máscaras e calçados fechados. Em caso de contato direto com a substância, é importante saber que o uso de solventes para a retirada do óleo pode ser extremamente perigoso, já que esse tipo de produto pode agredir ainda mais a pele. A recomendação, nesses casos, é lavar a região atingida com água e sabão e passar um hidratante após a lavagem.

 

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