Gás natural
O Dia
BR, Shell e Ipiranga terão que explicar aumento de 11% a 16,5% no preço do gás natural, desde o reajuste de setembro.
As distribuidoras de petróleo BR (Petrobras Distribuidora), Shell e Ipiranga foram notificadas ontem pelo Governo do Estado do Rio. Deverão explicar aumentos de 11% a 16,5% no preço do gás natural veicular (GNV), desde setembro. Como a CEG repassou aos postos somente 5% do reajuste de 6,5% adotado pela Petrobras, as secretarias de Energia, Indústria Naval e Petróleo e de Defesa do Consumidor ameaçam eliminar as distribuidoras de combustíveis da cadeia de vendas.
Se as explicações não forem convincentes, nós vamos estabelecer a venda direta da CEG aos postos. Não é possível a BR, que sempre foi uma referência para os preços nos postos, praticar aumentos abusivos de até 16,5%, reagiu o secretário de Energia, Wagner Victer.
Segundo ele, ao ser consultado pela Secretaria de Defesa do Consumidor sobre o aumento, o Sindicato dos Postos do Rio (Sindcomb) apresentou notas fiscais que levaram às distribuidoras.
Está documentado. Caso as empresas não apresentem informações convincentes, a ação poderá configurar abuso do poder econômico, advertiu o secretário de Energia. A Ipiranga informou que vai responder ao governo o mais breve possível. Procuradas pelo DIA, as redes BR e Shell preferiram não comentar a ação do estado.
Na semana passada, o Grupo Ipiranga apresentou no Rio um carro flex fuel (movido a álcool e gasolina) convertido para GNV. O Gol Power Total Flex é um carro tricombustível e passou por testes do Laboratório de Máquinas Térmicas da UFRJ. Percorreu 30 mil quilômetros no Rio usando ar-condicionado e passando por engarrafamentos.
O consumo de gás natural verificado foi de 13,1 km/m³, 25% menor do que o de gasolina (9,7 km/l), 44% abaixo do álcool (7,3 km/l) e 33% inferior ao que usava a mistura gasolina e álcool (8,7 Km/l).
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