Indústria

Governo contempla óleo e gás em agenda estratégica para desenvolvimento

Desoneração tributária é base estratégica.

Redação / Agência
15/04/2013 10:28
Governo contempla óleo e gás em agenda estratégica para desenvolvimento Imagem: FPSO Cidade de São Paulo. Agência Petrobras Visualizações: 908

 

Dentre as ações estratégicas anunciadas pelo governo federal, no dia 9 deste mês, para viabilizar o desenvolvimento industrial do país, o governo contemplou a desoneração fiscal para fornecedores da cadeia de óleo e gás. A novidade foi chamada de Regime Especial de Estímulos para as Atividades de Exploração, Avaliação, Desenvolvimento e Produção de Petróleo e Gás Natural (Repeg), que prevê benefícios para o setor. O documento do governo, intitulado "Agendas Estratégicas Setoriais", congrega mais de 200 medidas, é fruto do trabalho dos Conselhos de Competitividade criados há um ano pelo governo.
Atualmente, parte das empresas que atuam na área de óleo e gás são beneficiadas pelo Repetro - regime aduaneiro especial que permite a importação de equipamentos sem a incidência de encargos federais. Porém, o "Estudo sobre o Ambiente Tributário no setor de Petróleo e Gás", desenvolvido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), mostrou que a falta de programas de incentivo para o restante da cadeia causa distorções, pois não incentiva o desenvolvimento local de tecnologia.
A intenção do governo é que o formato do Repeg inclua também desonerações estaduais, com a redução ou eliminação da alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo o estudo do BNDES, "a quantificação das assimetrias aponta para um impacto de maior relevânciano elo do subfornecedor direto, principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espíorito Santo".
Royalties
O documento formulado pelos Conselhos de Competitividade prevê ainda a manutenção no novo marco regulatório do petróleo a destinação de 1% dos royalties para investimentos em inovação e capacitação.
Hoje, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) redistribui estes recursos para pesquisas de desenvolvimento e tecnologia. Além de garanti-los, a proposta é incluir a possibilidade de que eles sejam usados para projetos de capacitação e qualificação, além de inovação.

Dentre as ações estratégicas anunciadas pelo governo federal, no dia 9 deste mês, para viabilizar o desenvolvimento industrial do país, o governo contemplou a desoneração fiscal para fornecedores da cadeia de óleo e gás. A novidade foi chamada de Regime Especial de Estímulos para as Atividades de Exploração, Avaliação, Desenvolvimento e Produção de Petróleo e Gás Natural (Repeg), que prevê benefícios para o setor. O documento do governo, intitulado Agendas Estratégicas Setoriais (AES), congrega mais de 200 medidas, e é fruto do trabalho dos Conselhos de Competitividade criados há um ano pelo governo.


Atualmente, parte das empresas que atuam na área de óleo e gás são beneficiadas pelo Repetro - regime aduaneiro especial que permite a importação de equipamentos sem a incidência de encargos federais. Porém, o "Estudo sobre o Ambiente Tributário no setor de Petróleo e Gás", desenvolvido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), mostrou que a falta de programas de incentivo para o restante da cadeia causa distorções, pois não incentiva o desenvolvimento local de tecnologia.


A intenção do governo é que o formato do Repeg inclua também desonerações estaduais, com a redução ou eliminação da alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo o estudo do BNDES, "a quantificação das assimetrias aponta para um impacto de maior relevânciano elo do subfornecedor direto, principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espíorito Santo".



Royalties


O documento formulado pelos Conselhos de Competitividade prevê ainda a manutenção no novo marco regulatório do petróleo a destinação de 1% dos royalties para investimentos em inovação e capacitação.


Hoje, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) redistribui estes recursos para pesquisas de desenvolvimento e tecnologia. Além de garanti-los, a proposta é incluir a possibilidade de que eles sejam usados para projetos de capacitação e qualificação, além de inovação.

 

AES

 

As agendas estratégicas destacam as demandas prioritárias da indústria e, em sua maioria, as medidas apresentadas contemplam os setores intensivos em conhecimento e escala, como Petróleo, Gás e Naval, Complexo da Saúde, Automotivo, Indústria Aeronáutica e Espacial, Bens de Capital, Complexo Industrial da Defesa, Tecnologias da Informação e Comunicação, Energias Renováveis, entre outros. O fortalecimento das cadeias produtivas e as novas competências tecnológicas e de negócios, que fazem parte da estrutura da política industrial do governo, são pontos predominantes nas agendas.

 

“São 600 pessoas envolvidas nesse processo”, detalhou o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges Lemos. Desde abril de 2012, foram 140 encontros para que os distintos setores pudessem expor soluções para os gargalos da indústria brasileira. “Essas reivindicações favorecem a competitividade desses segmentos. Estamos construindo um pacto entre o governo e o setor privado para formar medidas que sejam relevantes”, completou.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gasodutos
ANP fará consulta pública sobre valoração da Base Regula...
27/02/26
ANP
Combustível do Futuro: ANP aprova duas resoluções para r...
27/02/26
Evento
ONIP formaliza Comitê de Empresas em evento na Casa Firjan
27/02/26
Pessoas
Abegás elege nova composição do Conselho de Administraçã...
27/02/26
Firjan
Mesmo com tarifaço, petróleo faz corrente de comércio do...
26/02/26
Exportações
Vast bate recorde de embarques de óleo cru para exportaç...
26/02/26
Resultado
ENGIE Brasil Energia cresce 14,6% em receita e investe R...
26/02/26
Royalties
Valores referentes à produção de dezembro para contratos...
25/02/26
Premiação
BRAVA Energia recebe prêmio máximo na OTC Houston pelo p...
25/02/26
Documento
ABPIP apresenta Agenda Estratégica 2026 ao presidente da...
25/02/26
Câmara dos Deputados
Comissão especial debate papel dos biocombustíveis na tr...
25/02/26
FEPE
O desafio de formar e atrair talentos para a indústria d...
24/02/26
Royalties
Valores referentes à produção de dezembro para contratos...
24/02/26
Energia Solar
Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, maior projeto solar da E...
23/02/26
Internacional
UNICA e entidade indiana firmam acordo para ampliar coop...
23/02/26
Onshore
Possível descoberta de petróleo no sertão cearense mobil...
23/02/26
Oferta Permanente
ANP realizará audiência pública sobre inclusão de 15 nov...
23/02/26
Internacional
Brasil e Índia: aliança no setor de bioenergia em pauta ...
23/02/26
Biometano
MAT bate recorde de instalações de sistemas de compressã...
23/02/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra semana com nova queda nos...
23/02/26
Macaé Energy
Macaé recebe feira estratégica de energia voltada à gera...
20/02/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.