Pesquisa

Fusões e aquisições no setor de Petróleo e Gás recuam 66% no 1º semestre do ano

As transações no setor de Petróleo e Gás no Brasil tiveram uma queda no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Pesquisa de Fusões e Aquisições da KPMG no Brasil. Em 2010, no primeiro semestre, foram realizados 21 negócios na área, enquanto

Redação
08/08/2011 14:59
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As transações no setor de Petróleo e Gás no Brasil tiveram uma queda no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Pesquisa de Fusões e Aquisições da KPMG no Brasil. Em 2010, no primeiro semestre, foram realizados 21 negócios na área, enquanto que, de janeiro a junho de 2011, foram apenas sete, recuo de 66,7% no período. No total de operações em todos os setores pesquisados, entre janeiro e junho foi atingido o patamar recorde para um primeiro semestre de ano de 379 transações no país, 8% a mais do que no mesmo período de 2010, quando aconteceram 351 operações.

 

O estudo também mostrou que foram realizadas na área de Petróleo e Gás duas transações domésticas, que envolveram empresas de capital nacional; duas foram realizadas por empresas brasileiras adquirindo estrangeiras no exterior; aconteceram outros dois negócios internacionais entre companhias estrangeiras que impactaram suas operações no Brasil; além de apenas uma operação de empresa estrangeira adquirindo brasileira no país.

 

Apesar de os números mostrarem a queda das transações, a expectativa para o setor é bastante positiva, de acordo com Paulo Guillherme Coimbra, sócio da KPMG. Segundo ele, está acontecendo nos últimos anos um movimento muito forte de fusões e aquisições na área de Petróleo e Gás. “Os players nacionais estão se capitalizando e a indústria de petróleo se prepara para novos processos de aquisição. Em julho, estão sendo concretizadas mais outras três.”, afirma.

 

De acordo com Coimbra, o setor apresenta um diferencial, já que realiza transações com ticket muito alto, que movimentam volumes expressivos, diferente do mercado de TI, que tem negócios com valores menores, que dependem basicamente de mão de obra.

 

“No primeiro semestre do ano passado foram 21 contra 10 até agora (considerando números de julho). Pode ser que tenha um processo de delay nas transações, pois como o setor está aquecido, existem expectativas diferentes de preço entre vendedor e comprador, o que torna as negociações mais longas.”

 

Segundo Luis Motta, sócio da área de F&A da KPMG no Brasil, as companhias estrangeiras voltaram ao cenário geral de Fusões e Aquisições (F&A). “Elas estão apostando na aquisição de companhias brasileiras. Mesmo assim, as brasileiras estão ativas no mercado e promovendo negócios. No geral, a perspectiva para o ano, se mantido o ritmo deste primeiro semestre, é de um novo recorde de operações, acima das 726 transações de 2010, quando foi estabelecida a marca”, afirma. 
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