Mineração

Fusões e aquisições em mineração no Brasil caem 66% no primeiro semestre

Estudo da EY indica queda de volume de negócios em escala global.

Redação / Assessoria
26/11/2014 10:32
Visualizações: 555

Fusões e aquisições envolvendo empresas de mineração brasileiras diminuíram 66% no primeiro semestre de 2014, indica o Mergers, Acquisitions and Capital Raising in Mining and Metals 1H 2014, estudo semestral da Ernst & Young (EY) que apresenta resultados globais para o setor de mineração.

De acordo com o levantamento, no primeiro semestre de 2013 foram realizadas seis transações, enquanto na primeira metade de 2014, apenas duas. Além disso, o valor total das aquisições caiu drasticamente, de US$ 631,6 milhões em 2013 para US$ 1,42 milhão em 2014.

O estudo aponta que essa queda é uma tendência mundial. Resultados globais indicam que o volume de negócios caiu 34% na comparação anual, de 386 para 254 negócios no total. Enquanto o valor total caiu 69%, de US$ 53,8 bilhões para US$ 16,7 bilhões.

Durante o primeiro semestre, apenas quatro negócios superaram o valor de US$ 1 bilhão. A maioria dos negócios, 87% do total, envolveu transações inferiores a US$ 50 milhões e correspondeu 9% do total, em valor.

A prévia semestral indica que o acumulado anual deve apresentar queda de 25% a 35%. "Entre 2010 e 2013, as fusões e aquisições em mineração sempre superaram os US$ 120 bilhões. De agora em diante, não esperamos uma queda maior, mas o ano deve ser ruim", afirma Vicktor Andrade, sócio líder em Fusões e Aquisições da EY.

A falta de clareza sobre o crescimento da demanda global continua representando um grande desafio para a indústria de aço, carvão metalúrgico e minério de ferro. O ouro ainda é a commodity mais desejada, responsável por mais de um terço do volume total de negócios do primeiro semestre. Incerteza sobre a demanda chinesa somada às baixas nos preços de minério de ferro e carvão diminuiu o apelo desses segmentos para investimento. A análise da EY antecipa interesse elevado em níquel e cobre movido por uma perspectiva de melhora no preço dessas commodities.

O volume de negociações deve aumentar, mas com foco em transações de baixo risco pelo restante de 2014. A indústria está aguardando a estabilização dos preços de commodities antes de tomar decisões mais aventureiras.

"Com recuperação gradual dos mercados europeus e norte americano e desaceleração em países emergentes, o ambiente macroeconômico é mais complexo hoje. Por isso, as empresas preferem agir com cautela em seus negócios", finaliza Andrade.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Macaé Energy
Macaé Energy debate segurança energética e inovação no s...
16/03/26
Macaé Energy
Firjan: congresso técnico é um dos pontos altos do Macaé...
16/03/26
Combustíveis
Etanol mantém leve alta no indicador semanal, enquanto P...
16/03/26
Petrobras
O diesel está mais caro
16/03/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Concessão (OPC): aprovada a indicaç...
16/03/26
Bacia de Campos
ANP fiscaliza plataforma na Bacia de Campos
14/03/26
Oferta Permanente
Inclusão de 15 novos blocos no edital da Oferta Permanen...
14/03/26
Rio de Janeiro
Prefeitura assina cessão do prédio do Automóvel Clube pa...
13/03/26
Resultado
Porto do Açu bate recorde histórico em movimentações
13/03/26
Meio Ambiente
Após COP30, IBP promove encontro para debater agenda cli...
13/03/26
QAV
Aprovada resolução que revisa as regras voltadas à quali...
13/03/26
Biocombustíveis
ANP participará de projeto de pesquisa sobre aumento de ...
13/03/26
Resultado
Petrobras recolheu R$ 277,6 bilhões de Tributos e Partic...
13/03/26
Internacional
Diesel S10 sobe 16,43% em 12 dias, mostra levantamento d...
13/03/26
Pré-Sal
Shell conclui assinatura de contratos de alienação que a...
12/03/26
Energia Elétrica
Geração distribuída atinge marco de 50 GW e se consolida...
12/03/26
FEPE
FEPE 2026: ação em movimento
11/03/26
Bacia de Santos
Lapa Sudoeste inicia produção, ampliando a capacidade no...
11/03/26
Pré-Sal
Primeiro óleo de Lapa Sudoeste consolida produção do pré...
11/03/26
Gás Natural
Gas Release pode atrair novos supridores e criar competi...
11/03/26
Resultado
PRIO registra receita de US$ 2,5 bilhões em 2025 com exp...
11/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23