BR Distribuidora

Foi divulgado hoje (26/02) pela BR Distribuidora um lucro líquido de R$ 3,2 bilhões para o final de 2018

Redação/Agência Petrobras
26/02/2019 11:58
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Institucional

Em resultado divulgado hoje ao mercado, a Petrobras Distribuidora registrou um lucro líquido de R$ 3,2 bilhões ao final de 2018, uma alta de 176% sobre 2017. Um ano após sua Oferta Pública Inicial de Ações (IPO), a companhia atingiu bons resultados no encerramento do 4T18, mesmo em meio a discussões regulatórias e um mercado retraído. A disciplina na gestão do capital de giro, recebíveis e passivos permitiu uma geração de caixa operacional de mais de R$ 3 bilhões, reduzindo a dívida líquida em 35%.

A margem EBITDA normalizada atingiu R$ 67/m3, no mesmo patamar de 2017. A valorização da ação (BRDT3) da companhia na B3 – que já atingiu 70% desde o IPO – é mais um indicativo da sua boa performance, bem como do potencial de entrega de resultados, refletindo a confiança dos investidores.

É importante destacar também que, em dezembro de 2018, a Petrobras Distribuidora aprovou seu novo plano de negócios e gestão para o período de 2019 a 2023, guiado pelos conceitos de mobilidade e conveniência. O plano tem foco nos ganhos de eficiência para a companhia, bem como na geração de valor por meio da implementação de novos projetos. Algumas iniciativas em linha com este direcionamento estratégico já foram realizadas em 2018, com continuidade em 2019, tais como: orçamento base zero, reorganização do quadro de pessoal, redefinição de funções, renegociação dos contratos de serviços de terceiros, além da revisão de processos e da implantação de BPOs (Business Process Outsourcing) e RPAs (Robotic Process Administration).

A companhia apresentou no último trimestre do ano uma receita líquida de R$ 25,2 bilhões, um acréscimo de 8,7% em comparação com o 4T17. Na comparação anual, houve um aumento de 15,6%, com receita líquida de R$ 97,770 bilhões em 2018, contra R$ 84,567 bilhões em 2017. Essa variação é explicada pelo incremento nos preços médios de venda, com foco na estratégia de melhora da rentabilidade.

Já em relação ao lucro bruto, observa-se um decréscimo de 1% em relação ao 3T18 (R$ 1,504 bilhão contra R$ 1,519 bilhão), em consequência da redução no volume de vendas e no valor dos combustíveis neste período, afetando a margem contábil. A queda na participação da gasolina no mix de produtos, em detrimento ao etanol, também impactou a rentabilidade.

As despesas operacionais do 4T18 apresentaram uma redução de 4,4% na comparação como o 3T18, em função de menores gastos com frete (relacionado ao menor volume de vendas), decréscimo no fornecimento de combustíveis para térmicas e captura dos benefícios da adoção do orçamento base zero. Na comparação com o 4T17, os valores permaneceram os mesmos.

O resultado financeiro líquido apresentou variação positiva de R$1,494 bilhão, saindo de R$ 353 milhões no 3T18 para R$1,847 bilhão no 4T18, decorrente da forte gestão do capital de giro, da otimização na alocação de capital e também dos recebimentos das parcelas do acordo de confissão de dívida firmado com a Eletrobras.

O lucro líquido registrado no 4T18 foi de R$1,605 bilhão, ante R$1,078 bilhão no 3T18 e R$ 531 milhões no 4T17. O incremento deve-se principalmente aos eventos ocorridos neste trimestre, como a remensuração do valor justo dos Instrumentos de Confissão de Dívidas (ICD’s) devido às privatizações das Centrais Elétricas de Rondônia, da Boa Vista Energia e da Eletroacre, distribuidoras de energia elétrica subsidiárias da Eletrobras, que foram privatizadas e apresentaram garantias firmes para tais recebíveis.

“Em um ano de muitas mudanças, que trouxeram alta volatilidade para o setor, a BR fortaleceu ainda mais sua governança e processos internos, garantindo a solidez financeira necessária para acelerar a estratégia de crescimento em 2019”, resume José Roberto Lettiere, diretor executivo Financeiro e de Relações com Investidores.

 

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