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Fitch: Petrobras precisa de mais US$ 12 bi ao ano para investimentos

Prejuízo na área de abastecimento é uma das questões.

Valor Online
26/03/2013 17:49
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A Fitch manteve nesta terça-feira (26) a nota de crédito da Petrobras em BBB, dentro da faixa de grau de investimento, apesar de a estatal ter revelado alta na alavancagem e na dívida durante o ano passado. Segundo a agência de classificação de risco, a empresa precisará de mais de US$ 12 bilhões ao ano para financiar seu plano de negócios.
Por conta da necessidade de capital para seus investimentos, a instituição vê grandes dificuldades para a petrolífera manter suas próprias metas de endividamento. A companhia estipulou para si mesma um teto de 2,5 vezes na relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) e de 35% entre dívida e capitalização.
No quarto trimestre, a estatal informou que esse compromisso foi quebrado. Nas métricas da Fitch, por exemplo, a alavancagem foi a 2,6 vezes. “Apesar de as métricas de crédito terem se deteriorado, permanecem consistentes com as expectativas e a nota da agência”, diz o relatório.
Entre os motivos pelos quais a instituição vê como difícil a companhia alcançar essa meta está o prejuízo da área de abastecimento. O déficit comercial da Petrobras chegou a US$ 10,7 bilhões no ano passado, por causa da venda de refinados no mercado doméstico abaixo do preço internacional. A projeção da Fitch é que essa tendência permaneça no médio prazo.
A perspectiva sobre o rating da estatal, entretanto, foi mantida em estável. Isso porque o potencial de crescimento da empresa é grande, segundo suas próprias ambições. A petrolífera vai investir US$ 236,7 bilhões até 2017 e quer atingir 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia em cinco anos.

A Fitch manteve nesta terça-feira (26) a nota de crédito da Petrobras em BBB, dentro da faixa de grau de investimento, apesar de a estatal ter revelado alta na alavancagem e na dívida durante o ano passado. Segundo a agência de classificação de risco, a empresa precisará de mais de US$ 12 bilhões ao ano para financiar seu plano de negócios.


Por conta da necessidade de capital para seus investimentos, a instituição vê grandes dificuldades para a petrolífera manter suas próprias metas de endividamento. A companhia estipulou para si mesma um teto de 2,5 vezes na relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) e de 35% entre dívida e capitalização.


No quarto trimestre, a estatal informou que esse compromisso foi quebrado. Nas métricas da Fitch, por exemplo, a alavancagem foi a 2,6 vezes. “Apesar de as métricas de crédito terem se deteriorado, permanecem consistentes com as expectativas e a nota da agência”, diz o relatório.


Entre os motivos pelos quais a instituição vê como difícil a companhia alcançar essa meta está o prejuízo da área de abastecimento. O déficit comercial da Petrobras chegou a US$ 10,7 bilhões no ano passado, por causa da venda de refinados no mercado doméstico abaixo do preço internacional. A projeção da Fitch é que essa tendência permaneça no médio prazo.


A perspectiva sobre o rating da estatal, entretanto, foi mantida em estável. Isso porque o potencial de crescimento da empresa é grande, segundo suas próprias ambições. A petrolífera vai investir US$ 236,7 bilhões até 2017 e quer atingir 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia em cinco anos.

 

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