Economia

Exportações brasileiras devem ter queda em 2014

Previsão foi anunciada pela AEB.

Agência Brasil
17/12/2013 17:30
Visualizações: 675

 

De acordo com previsão divulgada hoje (17), no Rio de Janeiro, pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), as exportações brasileiras deverão ter queda em 2014, bem como as importações. A entidade estima que as vendas do Brasil para o exterior no próximo ano deverão atingir US$ 239,053 bilhões, mostrando recuo de 0,4% ante as exportações esperadas para o ano fechado de 2013, de US$ 239,904 bilhões.
Para as importações, a queda projetada é 3,1% entre a previsão de US$ 231,830 bilhões para 2014 e o resultado esperado este ano, de US$ 239,200 bilhões. O superávit em 2014, embora pequeno (US$ 7,223 bilhões), ficará 926% acima dos US$ 704 milhões aguardados para este ano.
“Todas as commodities estão com os preços em baixa. Essa queda [das exportações] só não vai ser maior porque há uma expectativa de que, em 2014, a quantidade de petróleo exportada pela Petrobras aumente 50%. Isso é que vai compensar a queda”, explicou o presidente da AEB, José Augusto de Castro, em entrevista à 'Agência Brasil'. Sem esse fator, ele alerta que o comércio exterior brasileiro experimentaria déficit comercial no ano que vem.
Em comparação à revisão feita em julho passado, os números fornecidos agora pela AEB revelam incremento para as exportações brasileiras este ano (US$ 230,511 bilhões, projetados em julho, para US$ 239,904 bilhões hoje). O mesmo ocorreu em relação às importações. A revisão feita em julho apontava embarques para o Brasil no valor de US$ 232,519 bilhões, contra US$ 239,200 bilhões previstos nesta terça-feira (17).
José Augusto de Castro observou que, em julho deste ano, a AEB projetava um déficit comercial em torno de US$ 2 bilhões na balança brasileira, que só “não vai ocorrer porque o valor das plataformas de petróleo que foram exportadas este ano é recorde em todos os tempos, da ordem de US$ 6,5 bilhões”. Se não fosse por essa razão, o país experimentaria déficit comercial, garantiu Castro.
Avaliou que o Brasil continuará sendo um exportador de commodities em 2014. Não há, segundo ele, chance de reverter esse cenário no curto prazo. Para isso, precisa reduzir o custo de logística. “Isso vai demorar, pelo menos, três anos para começar a ter resultados”.
Reforma tributária, redução do custo trabalhista, diminuição da burocracia, são outras medidas que demandam prazo de dois a três para apresentar resultado, “desde que comecem a ser implantadas agora. Porque, infelizmente, vamos continuar dependentes das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional)”, comentou.

De acordo com previsão divulgada hoje (17), no Rio de Janeiro, pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), as exportações brasileiras deverão ter queda em 2014, bem como as importações. A entidade estima que as vendas do Brasil para o exterior no próximo ano deverão atingir US$ 239,053 bilhões, mostrando recuo de 0,4% ante as exportações esperadas para o ano fechado de 2013, de US$ 239,904 bilhões.

Para as importações, a queda projetada é 3,1% entre a previsão de US$ 231,830 bilhões para 2014 e o resultado esperado este ano, de US$ 239,200 bilhões. O superávit em 2014, embora pequeno (US$ 7,223 bilhões), ficará 926% acima dos US$ 704 milhões aguardados para este ano.

“Todas as commodities estão com os preços em baixa. Essa queda [das exportações] só não vai ser maior porque há uma expectativa de que, em 2014, a quantidade de petróleo exportada pela Petrobras aumente 50%. Isso é que vai compensar a queda”, explicou o presidente da AEB, José Augusto de Castro, em entrevista à 'Agência Brasil'. Sem esse fator, ele alerta que o comércio exterior brasileiro experimentaria déficit comercial no ano que vem.

Em comparação à revisão feita em julho passado, os números fornecidos agora pela AEB revelam incremento para as exportações brasileiras este ano (US$ 230,511 bilhões, projetados em julho, para US$ 239,904 bilhões hoje). O mesmo ocorreu em relação às importações. A revisão feita em julho apontava embarques para o Brasil no valor de US$ 232,519 bilhões, contra US$ 239,200 bilhões previstos nesta terça-feira (17).

José Augusto de Castro observou que, em julho deste ano, a AEB projetava um déficit comercial em torno de US$ 2 bilhões na balança brasileira, que só “não vai ocorrer porque o valor das plataformas de petróleo que foram exportadas este ano é recorde em todos os tempos, da ordem de US$ 6,5 bilhões”. Se não fosse por essa razão, o país experimentaria déficit comercial, garantiu Castro.

Avaliou que o Brasil continuará sendo um exportador de commodities em 2014. Não há, segundo ele, chance de reverter esse cenário no curto prazo. Para isso, precisa reduzir o custo de logística. “Isso vai demorar, pelo menos, três anos para começar a ter resultados”.

Reforma tributária, redução do custo trabalhista, diminuição da burocracia, são outras medidas que demandam prazo de dois a três para apresentar resultado, “desde que comecem a ser implantadas agora. Porque, infelizmente, vamos continuar dependentes das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional)”, comentou.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
Petrobras
US$450 milhões serão investidos no maior projeto de moni...
14/04/26
Combustíveis
Etanol gera economia superior a R$ 2,5 bilhões em março ...
14/04/26
Espírito Santo
Próximo pico da produção de petróleo no ES será em 2027
14/04/26
ANP
Oferta Permanente de Concessão (OPC): edital com inclusã...
14/04/26
Refino
Honeywell impulsiona primeiro projeto de Etanol-to-Jet (...
14/04/26
Cana Summit
Diesel sob pressão no campo acelera corrida por novas fo...
14/04/26
Pessoas
Eduardo Beser é o novo diretor-geral de Operações no Bra...
13/04/26
Evento
Promoção da Infis, 4º Seminário Tributação em Óleo e Gás...
13/04/26
Investimento
Camorim investe R$ 52 mi na construção de uma das maiore...
13/04/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas no...
13/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste es...
10/04/26
ANP
Fiscalização: aprovada consulta pública para revisão de ...
10/04/26
ANP
Reservas provadas de petróleo no Brasil cresceram 3,84% ...
10/04/26
Bacia de Campos
Petrobras retoma 100% de participação no campo de Tartar...
10/04/26
Oportunidade
Por que formar profissionais para funções críticas se to...
09/04/26
Energias Renováveis
Crise energética global impulsiona protagonismo do Brasi...
09/04/26
Pessoas
Alcoa e Posidonia reforçam avanços na equidade de gênero...
08/04/26
Evento
Fórum nacional debate expansão do biogás e do biometano ...
08/04/26
Curso
Firjan SENAI e Foresea assinam parceria para oferecer cu...
08/04/26
Posicionamento IBP
Taxação de 12% na MP1340 gera sobreposição tributária e ...
08/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23