Logística

Estudo propõe hidrovias como opção da Amazônia

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou 42 eixos de integração de transporte (ferrovias, hidrovias, rodovias e portos) que, se erguidos, melhorariam sensivelmente a infraestrutura logística dos nove estados que compõem a Amazô

DCI
11/02/2011 09:13
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou 42 eixos de integração de transporte (ferrovias, hidrovias, rodovias e portos) que, se erguidos, melhorariam sensivelmente a infraestrutura logística dos nove estados que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins).
 
 
O estudo é da consultoria Macrologística e destaca, entre outras obras, a da hidrovia Juruena-Tapajós, que permitirá, por exemplo, que a produção de grãos do Mato Grosso seja exportada a Xangai, na China, pelos rios Arinos e Juruena, e depois pelo Tapajós até o Porto de Vila do Conde (PA), com custo reduzido em 40% em relação ao atual. Hoje, a exportação da produção local é feita via Porto de Paranaguá (PR).
 
 
"Já que não há verba suficiente para a execução de todas as obras, esta escolha é essencial para que sejam concentrados esforços nos eixos mais eficientes, com previsão rápida de retorno dos investimentos", explica Olivier Girard, sócio da Macrologística e responsável direto pela iniciativa.
 
 
O aporte para a hidrovia é cerca de R$ 2,8 bilhões e inclui a edificação da eclusa da Cachoeira de Meia Carga (MT), dragagens, sinalização e balizamento dos rios Juruena, Arinos e Tapajós, além de outras construções de infraestrutura portuária. "Somos um dos países mais competitivos do mundo em vários produtos. Basta, porém, que nossos produtos saiam de seu local de origem e já começamos a perder competitividade, o que torna urgente a necessidade de mudanças na infraestrutura", diz. O projeto já foi visto em oito dos nove estados que compõem a Amazônia Legal.
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