Energia

Estudo mostra benefício da complementaridade entre as fontes eólica e hidroelétrica

A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) realizou um estudo de mitigação de riscos financeiros para a geração eólica, utilizando o Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) hidroeólico, cujo objetivo é promover maior atuação da fonte eólica no Mercado Livre de Energia.

Redação
25/05/2012 10:45
Visualizações: 684
A possibilidade de troca de energia entre as fontes hidroelétrica e eólica está sendo estudada no Brasil. A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) realizou um estudo de mitigação de riscos financeiros para a geração eólica, utilizando o Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) hidroeólico, cujo objetivo é promover maior atuação da fonte eólica no Mercado Livre de Energia. O estudo técnico foi apresentado na quinta-feira (24) durante a realização do Seminário sobre Mercado Livre, organizado pela instituição.

O MRE hidroeólico foi concebido observando-se dois aspectos principais: a complementaridade entre as chuvas e os ventos e o existente modelo MRE utilizado para usinas hidrelétricas. No modelo hidráulico, quando há períodos de diminuição ou ausência de chuvas em determinada região do Brasil, os reservatórios podem ficar com baixo armazenamento, enquanto que outra região pode apresentar um nível elevado em seus reservatórios. Nesses casos, a geração de energia elétrica dessas usinas pode ser cedida para auxiliar no cumprimento do contrato das usinas com baixa geração no período.

De acordo com a presidente executiva da ABEEólica, Elbia Melo, a instituição realizou um estudo técnico para um MRE hidroeólico, com o objetivo de avaliar a complementaridade entre as fontes para geração de energia elétrica e identificar a oportunidade de implementação de um mecanismo de mitigação de riscos climatológicos.

“Como o Brasil tem a predominância de geração de energia elétrica a partir da hidroeletricidade, realizamos um trabalho de simulação do novo MRE. Se no momento em que existir vento, as chuvas estiverem com baixa intensidade e vice-versa, um mecanismo de troca de energia entre as fontes é pertinente e eficiente para a o sistema elétrico”, destaca Elbia.

A simulação do MRE hidroeólico exigiu a definição de cenários de operação futuros e, portanto, a utilização de séries climatológicas hidráulicas e eólicas consistentes entre si, capazes de preservar a inter-relação climatológica. Também foram considerados um levantamento de séries históricas do PSD/NOAA para cada região (quadrículas Nordeste e Sudeste), simulando parques eólicos equivalentes de energia eólica, e a existência dos parques eólicos já contratados em leilões, assumindo uma curva de produtibilidade típica de acordo com o total instalado e as séries de velocidades de ventos disponíveis.

Após as simulações foi possível notar o benefício da inserção da fonte eólica no MRE juntamente com as hidroelétricas. Nos períodos críticos, 2001 para hidráulicas e 2009 para eolicas, é possível observar bons resultados.

“O estudo técnico aponta que, um cenário de escassez, associado ao racionamento, teria sido amenizado pela energia eólica. Ao mesmo tempo, o cenário de escassez eólica teria sido abrandado por energia secundária hidroelétrica, beneficiando o sistema”, ressalta Elbia.

A presidente executiva destaca que vem apresentando os estudos para as principais instituições do setor e para grupos técnicos, como MME, EPE,  ANEEL, CCEE, ABIAPE, APINE e BNDES. O objetivo é propiciar discussões técnicas para em seguida apresentar uma proposta ao Ministério de Minas e Energia.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Evento
Fórum nacional debate expansão do biogás e do biometano ...
08/04/26
Curso
Firjan SENAI e Foresea assinam parceria para oferecer cu...
08/04/26
Posicionamento IBP
Taxação de 12% na MP1340 gera sobreposição tributária e ...
08/04/26
iBEM26
Entrevista exclusiva: Rosatom mira o Brasil e reforça pr...
07/04/26
Resultado
Porto do Açu garante R$ 237 milhões em royalties retroat...
07/04/26
Pessoas
Angélica Laureano é a nova Diretora Executiva de Logísti...
07/04/26
Biometano
ANP credencia primeiro Agente Certificador de Origem (AC...
07/04/26
ANP
Conteúdo local: ANP ultrapassa marco de 30 TACS
07/04/26
Cana Summit
Juros elevados e crédito mais restrito colocam fluxo de ...
07/04/26
BRANDED CONTENT
Intercabos® lança novo site e concretiza presença no mer...
07/04/26
PPSA
União recebe R$ 917,32 milhões por redeterminação de Tupi
07/04/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preço médio da safra 25/26 supera o da tem...
07/04/26
Estudo
Brasil amplia dependência de térmicas, mas falta de esto...
06/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP publica novo edital
06/04/26
Tributação
Infis Consultoria promove 4º Seminário Tributação em Óle...
06/04/26
Hidrogênio Verde
Estudo no RCGI mapeia regiões com maior potencial para p...
06/04/26
Diesel
Subvenção ao diesel: ANP inicia consulta pública de cinc...
02/04/26
GLP
Supergasbras realiza a primeira importação de BioGL do B...
02/04/26
Cana Summit
Setor sucroenergético avalia efeitos da Reforma Tributár...
02/04/26
Rio de Janeiro
Para Firjan juros em dois dígitos e rigidez fiscal barra...
02/04/26
Resultado
Com 5,304 milhões de boe/d, produções de petróleo e de g...
02/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23