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Venezuela

Estatal do petróleo, perto da exaustão

09/08/2010 | 10h17
O governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está esgotando sua galinha de ovos de ouro: a estatal petroleira PDVSA. Analistas apontam que o governo bolivariano está negligenciando os investimentos nos negócios principais da empresa e usando a receita para gastos sociais e outros negócios, como a distribuição de alimentos pela PDVAL.

De 2004 a 2009, a estatal investiu US$ 61,4 bilhões em projetos agrícolas e de habitação, em projetos sociais e em contribuições às comunidades. Já as áreas centrais ao negócio de extração e refino de petróleo receberam investimento de US$ 51,3 bilhões no mesmo período. O lucro líquido da PDVSA caiu 52,2% em 2009, chegando a US$ 4,49 bilhões, diante dos US$ 9,4 bilhões de 2008.

"No longo prazo, isto é ruim para o país, porque a PDVSA está se transformando em uma empresa menos sólida", disse ao Estado Maikel Bello, analista da Ecoanalítica. "Mas, no curto prazo, está rendendo dividendos políticos para o governo." De acordo com Bello, é mais fácil para o governo fazer gasto social por meio da PDVSA do que usar os canais normais, bem mais burocráticos.

Centro de poder. A PDVSA está no cerne do regime de Chávez. Com os lucros da petroleira, o presidente mantém seus programas sociais, que garantem apoio das classes C e D a seu governo. E o número crescente de funcionários atua também como base de apoio para seu governo.

Um dos sintomas da falta de investimentos é a baixa produtividade da PDVSA. A produção de petróleo subiu apenas 4%, entre 2005 e 2009, de 2,9 milhões de barris diários, em 2005, para 3,01 milhões de barris diários, em 2009. No mesmo período, o número de funcionários subiu de 49.180 para 91.949.

Boa parte dos funcionários veio da absorção de prestadoras de serviços que foram estatizadas por Chávez e de empregados em atividades não relacionadas à extração e refino de petróleo.

"Se o governo continuar exigindo tanto da PDVSA, será cada vez mais difícil fazer os investimentos necessários para manter a produção de petróleo", diz Bello. "Isto não é sustentável no longo prazo, a não ser que o petróleo suba 10% ou 15% todo ano ou que ocorram pequenas desvalorizações anuais."

Deterioração. Em 2010, o resultado da PDVSA será melhor por causa da recuperação do preço do petróleo no mercado internacional e da desvalorização do bolívar forte que Chávez promoveu - o que deverá inflar as receitas da petrolífera. "Mas não podemos esquecer que há uma deterioração importante na situação financeira da PDVSA."

 

Fonte: Estadão
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