Indústria naval

Estaleiros brasileiros construirão mais cinco navios para PDVSA

Presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, informa que embarcações que seriam construídas na Argentina são transferidas para a cota de navios que serão produzidos no Brasil, que passam a somar 41 petroleiros.


09/03/2006 00:00
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O mar de encomendas da PDVSA ao Brasil parece não ter fim. Além dos 36 navios anunciados na última terça-feira (07/03) pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), os estaleiros nacionais deverão assumir a construção dos cinco navios que seriam realizados na Argentina. Como isso, o país construirá 41 navios para PDV Marina, empresa de transporte da estatal venezuelana.

A informação foi dada hoje pelo presidente do Sindicado Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, durante evento realizado em Niterói. Em entrevista concedida ontem (07/03), Rocha afirmara que o contrato da PDVSA com o Brasil incluia a construção de 36 navios - 28 integralmente e oito cascos, que seriam finalizados na própria Venezuela. A Argentina ficaria responsável pela construção de cinco navios e a Espanha por dois.

- A Argentina não tem condições de construir estes navios. Construiremos aqui 41 navios para a PDVSA - afirmou Rocha, acrescentando que a comitiva de empresários viajará para Venezuela no próximo sábado (11/3), onde tem encontro marcado com o presidente Hugo Chavez, no dia 13.

Durante o encontro, que acontecerá em Caracas, será formalizado o acordo para a construção dos navios petroleiros. As obras estavam orçadas em US$ 3 bilhões, mas este número deve ser maior, caso se confirme a inclusão dos cinco navios que deveriam ser construídos na Argentina.

Rocha afirmou ainda que, além dos estaleiros Mauá-Jurong (Niterói), Eisa (Ilha do Governador), Keppel Fels (Angra dos Reis), consórcio Atlântico Sul (Pernambuco) e o Itajaí (Santa Catarina), o Rio Naval também será incluído nos contratos com a PDVSA.

O secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia de Niterói, Rodrigo Neves, que fez parte, ano passado, da comitiva brasileira que iniciou os contatos com a PDVSA, disse que os anúncio feito pelo Sinaval é resultado de um grande esforço dos governos Federal, municipal e estadual.

- Ninguém acreditava que isso fosse dar certo. A ministra Dilma Roussef, então na pasta de Minas e Energia (atual Chefe de Casa Civil), foi quem liderou este movimento. Além da prefeiura de Niterói, único poder municipal a fazer parta dessa comitiva, estavam presentes representantes do BNDES, Ministério dos Transportes, Sinaval, governo do estado e mais 10 empresários - revelou Neves.

O prefeito Godofredo Pinto lembrou que essa encomenda da PDVSA aos estaleiros brasileiros faz parte do protocolo cooperação comercial assinado, em 2004, pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chavez.

- Isso faz parte da política de integração regional estabelecida naquele momento e que começa a dar frutos aos dois países.

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