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ERB busca R$ 300 milhões para projetos de biomassa

A empresa iniciou uma segunda rodada de captação de recursos para bancar novos projetos no Brasil.

Valor Econômico
02/07/2012 10:14
Visualizações: 735

 

A Energias Renováveis do Brasil (ERB), que pode ser considerada uma "startup" (iniciante) de geração de energia a partir da queima de biomassa, como madeira e bagaço de cana, iniciou uma segunda rodada de captação de recursos para bancar novos projetos no Brasil, alguns em estágio avançado de negociação, diz a empresa.
A meta da geradora, que projeta taxas de retorno de 15% a 20% sobre o capital investido, é levantar entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões com fundos de private equity e investidores estratégicos.
A ERB está construindo um projeto pioneiro em Candeias, na Bahia, onde desenvolveu um sistema integrado de geração de energia a partir da queima de eucalipto para o polo petroquímico da Dow. A madeira, que virá de 10 mil hectares de florestas plantadas em áreas próximas, irá substituir o gás na produção do vapor utilizado pela empresa.
O projeto começará a gerar receita em 2013 para ERB, que fornecerá energia à Dow por 18 anos. Estima-se que esse seja o primeiro caso no mundo de uso de energia de biomassa por uma petroquímica.
Mas, apesar de pioneiro, o acordo com a Dow é ainda o único firmado pela ERB, que foi constituída em 2008. "Possuímos outros 19 projetos em estudo", afirma Paulo Vasconcellos, fundador e diretor da companhia. Para a segunda rodada de captação, foram contratados os bancos Morgan Stanley e o Espírito Santo.
O primeiro aporte na ERB foi feito em 2010, quando o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI- FGTS) e a Rio Forte Investments, fundo do Grupo Espírito Santo, injetaram na companhia R$ 120 milhões.
Hoje, os dois investidores possuem, cada um, 49% do capital da ERB. Com a nova captação, a participação dos controladores deve ser diluída, com a entrada de, provavelmente, "quatro ou cinco novos sócios", diz Vasconcellos.
Na última quinta-feira (28), a ERB assinou com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um empréstimo de R$ 210 milhões para financiar o projeto da Dow, concluindo assim um etapa crucial para o sucesso do empreendimento.
O financiamento também marcou a primeira operação de "project finance" feita pelo BNDES envolvendo um projeto de geração de energia a partir de biomassa. A estruturação do empréstimo durou dois anos e o financiamento foi repassado por meio de três bancos: Votorantim, Itaú BBA e Bradesco. A Rio Bravo também deu assessoria financeira ao projeto.
Na operação de "project finance", o próprio projeto de geração de energia foi dado como garantia ao empréstimo. Isso foi possível porque o risco de abastecimento da biomassa - a madeira, neste caso - pôde ser visualizado, uma vez que o eucalipto virá das florestas plantadas pela ERB na Bahia, explica Ana Raquel Paiva, gerente do departamento de energias alternativas do BNDES.
Em outros casos de geração de energia a partir de biomassa, como bagaço de cana, o fornecimento de matéria-prima para a geração de energia depende de outras atividades, o que dificulta a segregação do seu risco.
Segundo Vasconcellos, as caldeiras da Dow poderão trocar a madeira por gás se necessário, garantindo uma espécie de "hedge" à empresa. A Dow ficaria em desvantagem em relação ao seus concorrentes se o preço do gás desabasse, por exemplo.

A Energias Renováveis do Brasil (ERB), que pode ser considerada uma "startup" (iniciante) de geração de energia a partir da queima de biomassa, como madeira e bagaço de cana, iniciou uma segunda rodada de captação de recursos para bancar novos projetos no Brasil, alguns em estágio avançado de negociação, diz a empresa.


A meta da geradora, que projeta taxas de retorno de 15% a 20% sobre o capital investido, é levantar entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões com fundos de private equity e investidores estratégicos.


A ERB está construindo um projeto pioneiro em Candeias, na Bahia, onde desenvolveu um sistema integrado de geração de energia a partir da queima de eucalipto para o polo petroquímico da Dow. A madeira, que virá de 10 mil hectares de florestas plantadas em áreas próximas, irá substituir o gás na produção do vapor utilizado pela empresa.


O projeto começará a gerar receita em 2013 para ERB, que fornecerá energia à Dow por 18 anos. Estima-se que esse seja o primeiro caso no mundo de uso de energia de biomassa por uma petroquímica.
Mas, apesar de pioneiro, o acordo com a Dow é ainda o único firmado pela ERB, que foi constituída em 2008. "Possuímos outros 19 projetos em estudo", afirma Paulo Vasconcellos, fundador e diretor da companhia. Para a segunda rodada de captação, foram contratados os bancos Morgan Stanley e o Espírito Santo.


O primeiro aporte na ERB foi feito em 2010, quando o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI- FGTS) e a Rio Forte Investments, fundo do Grupo Espírito Santo, injetaram na companhia R$ 120 milhões.


Hoje, os dois investidores possuem, cada um, 49% do capital da ERB. Com a nova captação, a participação dos controladores deve ser diluída, com a entrada de, provavelmente, "quatro ou cinco novos sócios", diz Vasconcellos.


Na última quinta-feira (28), a ERB assinou com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um empréstimo de R$ 210 milhões para financiar o projeto da Dow, concluindo assim um etapa crucial para o sucesso do empreendimento.


O financiamento também marcou a primeira operação de "project finance" feita pelo BNDES envolvendo um projeto de geração de energia a partir de biomassa. A estruturação do empréstimo durou dois anos e o financiamento foi repassado por meio de três bancos: Votorantim, Itaú BBA e Bradesco. A Rio Bravo também deu assessoria financeira ao projeto.


Na operação de "project finance", o próprio projeto de geração de energia foi dado como garantia ao empréstimo. Isso foi possível porque o risco de abastecimento da biomassa - a madeira, neste caso - pôde ser visualizado, uma vez que o eucalipto virá das florestas plantadas pela ERB na Bahia, explica Ana Raquel Paiva, gerente do departamento de energias alternativas do BNDES.


Em outros casos de geração de energia a partir de biomassa, como bagaço de cana, o fornecimento de matéria-prima para a geração de energia depende de outras atividades, o que dificulta a segregação do seu risco.


Segundo Vasconcellos, as caldeiras da Dow poderão trocar a madeira por gás se necessário, garantindo uma espécie de "hedge" à empresa. A Dow ficaria em desvantagem em relação ao seus concorrentes se o preço do gás desabasse, por exemplo.

 

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