Eletricidade

Energização da linha de 500 kV começa no final de setembro

Paraguai poderá dobrar o aproveitamento de energia.

Ascom Itaipu
25/09/2013 10:27
Visualizações: 603

 

Até o final de setembro, a linha de transmissão de 500 kV entre a usina de Itaipu, em Hernandárias, e a subestação de Villa Hayes, na Grande Assunção, começará a ser energizada. O ensaio de confiabilidade, como é chamado o processo que envolve uma série de ensaios elétricos e testes, dura, em média, um mês. Segundo a Itaipu, se tudo ocorrer bem, o linhão entra em operação normal até o dia 30 de outubro.
Possivelmente, o início da energização deve coincidir com a data em que a Itaipu estará atingindo a casa dos 75 milhões de megawatts-hora (MWh), produção garantida em contrato. Volume que a usina tem ultrapassado com folga todos os anos. Só em 2012, a usina produziu 98.298.128 milhões de MWh, superando seu próprio recorde e estabelecendo uma nova marca mundial.
Esse sistema de transmissão em 500 kV inclui 348 quilômetros de linhas de transmissão e 759 torres para levar a energia gerada na usina até Assunção, capital do Paraguai. A conclusão da obra é aguardada com grande expectativa tanto pela população quanto pelo empresariado paraguaio. A entrada em operação da linha pode representar um salto para a economia do Paraguai, hoje essencialmente agrícola. Com mais energia assegurada, o país espera atrair grandes investimentos na indústria.
Na prática, o sistema vai ampliar a capacidade do país vizinho de aproveitamento da energia produzida por Itaipu - empreendimento binacional, que pertence ao Brasil e ao Paraguai. Só na primeira fase, com a entrada em operação da linha, a capacidade de recepção pelo Paraguai da energia produzida em Itaipu será ampliada em 1.200 megawatts (MW).
Atualmente, a demanda do mercado paraguaio de energia elétrica, em horário de pico, gira em torno de 2,5 mil MW. O país conta, desde 1970, com uma usina própria, Acaray com 200 MW, mais metade dos 14.000 MW instalados em Itaipu, e outra metade da capacidade de Yacyretá, que é de 3.100 MW.
Apesar de contar com um grande parque gerador, o Paraguai utiliza muito pouco da energia a que tem direito. No caso de Itaipu, menos de 10%. Com o sistema de 500 kV, o país vizinho poderá dobrar esse aproveitamento.
Com este aumento da capacidade do sistema de transmissão de energia e com a modernização e reforços necessários nos sistemas de distribuição, o Paraguai terá todas as condições de resolver os gargalos atuais, como os apagões, que acontecem, sobretudo, no período do verão.
A usina de Itaipu é, atualmente, a maior usina hidrelétrica do mundo em geração de energia. Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, forneceu 17,3% da energia consumida no Brasil e atendeu 72,5% do consumo paraguaio em 2012.
O sistema de 500 kV é a obra mais importante do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).  A maior parte dos investimentos veio do Brasil. Foram investidos US$ 15,8 milhões na ampliação da subestação da margem direita, US$ 165 milhões nas linhas de transmissão e US$ 105 milhões para a construção da subestação de Villa Hayes. No total, os contratos, incluindo projeto e apoio técnico, tiveram um custo na ordem de US$ 320 milhões.

Até o final de setembro, a linha de transmissão de 500 kV entre a usina de Itaipu, em Hernandárias, e a subestação de Villa Hayes, na Grande Assunção, começará a ser energizada. O ensaio de confiabilidade, como é chamado o processo que envolve uma série de ensaios elétricos e testes, dura, em média, um mês. Segundo a Itaipu, se tudo ocorrer bem, o linhão entra em operação normal até o dia 30 de outubro.


Possivelmente, o início da energização deve coincidir com a data em que a Itaipu estará atingindo a casa dos 75 milhões de megawatts-hora (MWh), produção garantida em contrato. Volume que a usina tem ultrapassado com folga todos os anos. Só em 2012, a usina produziu 98.298.128 milhões de MWh, superando seu próprio recorde e estabelecendo uma nova marca mundial.


Esse sistema de transmissão em 500 kV inclui 348 quilômetros de linhas de transmissão e 759 torres para levar a energia gerada na usina até Assunção, capital do Paraguai. A conclusão da obra é aguardada com grande expectativa tanto pela população quanto pelo empresariado paraguaio. A entrada em operação da linha pode representar um salto para a economia do Paraguai, hoje essencialmente agrícola. Com mais energia assegurada, o país espera atrair grandes investimentos na indústria.


Na prática, o sistema vai ampliar a capacidade do país vizinho de aproveitamento da energia produzida por Itaipu - empreendimento binacional, que pertence ao Brasil e ao Paraguai. Só na primeira fase, com a entrada em operação da linha, a capacidade de recepção pelo Paraguai da energia produzida em Itaipu será ampliada em 1.200 megawatts (MW).


Atualmente, a demanda do mercado paraguaio de energia elétrica, em horário de pico, gira em torno de 2,5 mil MW. O país conta, desde 1970, com uma usina própria, Acaray com 200 MW, mais metade dos 14.000 MW instalados em Itaipu, e outra metade da capacidade de Yacyretá, que é de 3.100 MW.


Apesar de contar com um grande parque gerador, o Paraguai utiliza muito pouco da energia a que tem direito. No caso de Itaipu, menos de 10%. Com o sistema de 500 kV, o país vizinho poderá dobrar esse aproveitamento.


Com este aumento da capacidade do sistema de transmissão de energia e com a modernização e reforços necessários nos sistemas de distribuição, o Paraguai terá todas as condições de resolver os gargalos atuais, como os apagões, que acontecem, sobretudo, no período do verão.


A usina de Itaipu é, atualmente, a maior usina hidrelétrica do mundo em geração de energia. Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, forneceu 17,3% da energia consumida no Brasil e atendeu 72,5% do consumo paraguaio em 2012.


O sistema de 500 kV é a obra mais importante do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).  A maior parte dos investimentos veio do Brasil. Foram investidos US$ 15,8 milhões na ampliação da subestação da margem direita, US$ 165 milhões nas linhas de transmissão e US$ 105 milhões para a construção da subestação de Villa Hayes. No total, os contratos, incluindo projeto e apoio técnico, tiveram um custo na ordem de US$ 320 milhões.

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