Eletricidade

Empresas de energia elétrica investirão R$ 5 bilhões no Rio Grande do Sul

Objetivo é fortalecer infraestrutura.

Jornal do Commercio
16/08/2012 10:46
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Até a Copa do Mundo de 2014, aproximadamente R$ 5 bilhões deverão ser investidos no Rio Grande do Sul pelas empresas de energia ligadas aos segmentos de geração, distribuição e transmissão, projeta o secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque. Uma dessas companhias é a distribuidora Rio Grande Energia (RGE) que na quarta-feira (15) anunciou, no Palácio Piratini, o investimento de R$ 810 milhões em melhorias e ampliação da rede de energia elétrica nos 262 municípios que atende no estado nos próximos três anos.
“Essa é uma ação importante, pois completa um quadro de fortalecimento da infraestrutura de energia no Rio Grande do Sul”, enfatiza o governador Tarso Genro. Do montante a ser desembolsado pela concessionária, cerca de R$ 280 milhões serão voltados a obras e projetos previstos para atender ao crescimento da demanda nos espaços rurais. Esse foco explica o fato de que R$ 82,7 milhões serão destinados à região do Alto Uruguai Norte, no entorno de Erechim. O presidente da RGE, Luis Henrique Ferreira Pinto, detalha que os clientes rurais naquela localidade têm aumentado o seu consumo. Entre as obras de reforço que serão implementadas está uma linha de transmissão de 138 kV, entre Erechim e Tapejara.
Somente em 2012, a RGE deverá aplicar R$ 298 milhões em sua área de concessão. De 2006 a 2011, a companhia investiu cerca de R$ 1,3 bilhão, realizando 222,1 mil novas ligações e expandindo sua rede em mais de 7,3 mil quilômetros, 96,3 mil novos postes e 18,3 mil transformadores. “O estado que não precisa de mais energia é aquele que não tem vocação para crescer e esse não é o caso do Rio Grande do Sul”, ressalta o secretário de Infraestrutura e Logística. Beto acrescenta que somente o Grupo CEEE, na Região Metropolitana de Porto Alegre, investirá em torno de R$ 450 milhões até o Mundial de futebol.
O presidente da CPFL Energia (controladora da RGE), Wilson Ferreira Jr., afirma que, com os investimentos que serão feitos pela distribuidora, serão reduzidas as frequências e as durações das interrupções de fornecimento de luz. A CPFL também possui projetos de geração de energia no Rio Grande do Sul. Através da sua subsidiária, a CPFL Renováveis, o grupo deverá colocar em operação, em julho de 2013, os parques eólicos que constrói no município de Palmares do Sul. Os quatro empreendimentos somam potência de 120 MW (cerca de 3% da demanda média de energia do Estado) e absorverão em torno de R$ 500 milhões em investimentos.
Ferreira Jr. revela ainda que no Rio das Antas, em conjunto com outras empresas, a CPFL avalia a implantação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Os complexos totalizam algo entre 150 MW a 200 MW de capacidade. No entanto, o executivo argumenta que, no momento, essa é uma questão complexa, porque o preço competitivo da geração eólica tem dificultado a comercialização de energia a partir de PCHs.
Fiesp contestará prorrogação de atuais concessões.
O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, reafirmou que, se o governo decidir prorrogar “ilegalmente” as atuais concessões de energia elétrica, ele vai entrar na Justiça para contestar a legalidade da medida. “Vamos buscar no Poder Judiciário o direito de todos os consumidores”, declarou.
“É uma pena que eu não veja predisposição do governo para anunciar isso o quanto antes”, desabafou Skaf, que esperava que a presidente Dilma Rousseff anunciasse os leilões de energia na quarta. O dirigente lembrou que o brasileiro paga a terceira conta mais cara do mundo de energia, embora tenha a forma de geração mais barata, por meio de hidrelétricas. Segundo ele, se for feito o leilão, as contas de energia da população seriam reduzidas em pelo menos 20%. “E isso não tem nada a ver com a discussão de redução de impostos”, declarou Skaf, referindo-se às propostas em discussão no governo de diminuição de encargos para a redução do preço de energia.
De acordo com ele, todo o sistema Eletrobras quer manter as atuais concessões, assim como os governadores que têm empresas de energia em seus estados. “Mas eles podem entrar, concorrer e ganhar, reduzindo os preços”.

Até a Copa do Mundo de 2014, aproximadamente R$ 5 bilhões deverão ser investidos no Rio Grande do Sul pelas empresas de energia ligadas aos segmentos de geração, distribuição e transmissão, projeta o secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque. Uma dessas companhias é a distribuidora Rio Grande Energia (RGE) que na quarta-feira (15) anunciou, no Palácio Piratini, o investimento de R$ 810 milhões em melhorias e ampliação da rede de energia elétrica nos 262 municípios que atende no estado nos próximos três anos.


“Essa é uma ação importante, pois completa um quadro de fortalecimento da infraestrutura de energia no Rio Grande do Sul”, enfatiza o governador Tarso Genro. Do montante a ser desembolsado pela concessionária, cerca de R$ 280 milhões serão voltados a obras e projetos previstos para atender ao crescimento da demanda nos espaços rurais. Esse foco explica o fato de que R$ 82,7 milhões serão destinados à região do Alto Uruguai Norte, no entorno de Erechim. O presidente da RGE, Luis Henrique Ferreira Pinto, detalha que os clientes rurais naquela localidade têm aumentado o seu consumo. Entre as obras de reforço que serão implementadas está uma linha de transmissão de 138 kV, entre Erechim e Tapejara.


Somente em 2012, a RGE deverá aplicar R$ 298 milhões em sua área de concessão. De 2006 a 2011, a companhia investiu cerca de R$ 1,3 bilhão, realizando 222,1 mil novas ligações e expandindo sua rede em mais de 7,3 mil quilômetros, 96,3 mil novos postes e 18,3 mil transformadores. “O estado que não precisa de mais energia é aquele que não tem vocação para crescer e esse não é o caso do Rio Grande do Sul”, ressalta o secretário de Infraestrutura e Logística. Beto acrescenta que somente o Grupo CEEE, na Região Metropolitana de Porto Alegre, investirá em torno de R$ 450 milhões até o Mundial de futebol.


O presidente da CPFL Energia (controladora da RGE), Wilson Ferreira Jr., afirma que, com os investimentos que serão feitos pela distribuidora, serão reduzidas as frequências e as durações das interrupções de fornecimento de luz. A CPFL também possui projetos de geração de energia no Rio Grande do Sul. Através da sua subsidiária, a CPFL Renováveis, o grupo deverá colocar em operação, em julho de 2013, os parques eólicos que constrói no município de Palmares do Sul. Os quatro empreendimentos somam potência de 120 MW (cerca de 3% da demanda média de energia do Estado) e absorverão em torno de R$ 500 milhões em investimentos.


Ferreira Jr. revela ainda que no Rio das Antas, em conjunto com outras empresas, a CPFL avalia a implantação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Os complexos totalizam algo entre 150 MW a 200 MW de capacidade. No entanto, o executivo argumenta que, no momento, essa é uma questão complexa, porque o preço competitivo da geração eólica tem dificultado a comercialização de energia a partir de PCHs.Fiesp contestará prorrogação de atuais concessões.


O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, reafirmou que, se o governo decidir prorrogar “ilegalmente” as atuais concessões de energia elétrica, ele vai entrar na Justiça para contestar a legalidade da medida. “Vamos buscar no Poder Judiciário o direito de todos os consumidores”, declarou.


“É uma pena que eu não veja predisposição do governo para anunciar isso o quanto antes”, desabafou Skaf, que esperava que a presidente Dilma Rousseff anunciasse os leilões de energia na quarta. O dirigente lembrou que o brasileiro paga a terceira conta mais cara do mundo de energia, embora tenha a forma de geração mais barata, por meio de hidrelétricas. Segundo ele, se for feito o leilão, as contas de energia da população seriam reduzidas em pelo menos 20%. “E isso não tem nada a ver com a discussão de redução de impostos”, declarou Skaf, referindo-se às propostas em discussão no governo de diminuição de encargos para a redução do preço de energia.


De acordo com ele, todo o sistema Eletrobras quer manter as atuais concessões, assim como os governadores que têm empresas de energia em seus estados. “Mas eles podem entrar, concorrer e ganhar, reduzindo os preços”.

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