Indústria

Empresários e trabalhadores se unem pela sobrevivência da indústria de transformação

Redação / Assessoria
07/04/2015 16:19
Empresários e trabalhadores se unem pela sobrevivência da indústria de transformação Imagem: Divulgação Visualizações: 996

“Este não é um movimento de oposição a quem quer que seja e não é partidário. É, na verdade, um grande grito de alerta à sociedade e ao governo, um grito de alerta para essa destruição da pátria que está acontecendo neste país”. Assim, Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq, discursou durante a abertura do lançamento da Coalizão Indústria – Trabalho para a Competitividade e o Desenvolvimento, realizado na tarde de ontem (06), no Anhembi, em São Paulo.

O movimento, que reuniu cerca de duas mil pessoas, apresentou o manifesto “Em Defesa da Indústria e do Emprego”. 42 entidades patronais da indústria da transformação de segmentos diversos e quatro Centrais Sindicais de Trabalhadores participaram do movimento, cujo objetivo é apresentar e discutir propostas que viabilizem a retomada da competitividade da indústria nacional. Estas entidades empresariais de abrangência nacional representam juntas 51% do faturamento e dos empregos diretos gerados pela indústria de transformação estabelecida no Brasil, com geração de mais de 4,5 milhões de empregos diretos.

Nesse sentido, o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Ubiraci Dantas de Oliveira, destacou que “a desnacionalização e a desindustrialização do nosso país estão aumentando a cada dia que passa. A política atual está matando a nossa indústria e matando os empregos também”.

O empresário Jorge Gerdau, representante do Instituto Aço Brasil, reiterou o discurso do presidente da CGTB e acrescentou: “Somando juros, impostos e esse câmbio, o resultado é a morte da indústria de transformação”, afirmou Gerdau, ressaltando que a união de empresários e trabalhadores é pela sobrevivência das empresas e dos empregos.

A crescente queda de competitividade da indústria de transformação brasileira, com seus efeitos colaterais de baixo crescimento do PIB e falta de investimentos, decorre principalmente do fato de que produzir no Brasil custa, em média, de 30% a 40% a mais do que nos principais países concorrentes. Cientes das dificuldades do governo de continuar a política de desoneração neste momento, sem prejuízo das necessárias reformas institucionais, a Coalizão Indústria - Trabalho acredita que, mesmo sem renúncias fiscais sensíveis, seja possível reverter expectativas com uma agenda baseada em ações de curto e médio prazo, que objetivem:

- Câmbio competitivo;

- Juros em padrões internacionais;

- Sistema tributário / Sem cumulatividade de impostos.

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