Negócios

Em nova fase, EAS define expansão

Estaleiro avalia investimentos de R$ 590 milhões.

Valor Econômico
02/10/2013 10:18
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Após um período de desconfianças, especialmente por conta de atrasos na entrega das primeiras embarcações e de grandes prejuízos financeiros, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), instalado no Litoral Sul de Pernambuco, avalia investimentos de R$ 590 milhões para ampliar sua capacidade de produção.
 
A informação foi revelada ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, por uma fonte diretamente envolvida na operação. Atualmente, o EAS conta com capacidade de processamento de 160 mil toneladas de aço por ano.
 
Controlado pelas construtoras Camargo Correa e Queiroz Galvão, além do grupo japonês IHI (Ishikawajima-Harima Heavy Industries), o estaleiro teve prejuízo de R$ 1,47 bilhão em 2011 e de R$ 138 milhões, no ano passado.
 
Problemas com mão de obra prejudicaram seriamente a produtividade do EAS, que chegou a ter suspensa a maior parte da encomenda de 22 navios feita pela estatal Transpetro no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef).
 
O primeiro navio do EAS, batizado de João Cândido, foi entregue com 21 meses de atraso, após falhas no processo de soldagem resultantes do treinamento insuficiente dado aos trabalhadores. A segunda embarcação, chamada de Zumbi dos Palmares, apresentou menos problemas antes de ser entregue, em maio último.
 
Os contratempos contribuíram para a saída, em março de 2012, do grupo coreano Samsung, que era sócio do empreendimento. A ausência de um sócio com expertise no setor ameaçou o futuro do EAS, que em junho deste ano anunciou a chegada dos japoneses da IHI, que pagaram R$ 207 milhões por 25% do estaleiro.
 
Um mês antes, entretanto, o EAS já havia conseguido, após longa negociação com a Transpetro, reaver toda a carteira de navios, orçada em cerca de R$ 7 bilhões. O estaleiro tem ainda US$ 5,2 bilhões em encomendas de sete sondas de perfuração, contratadas pela Sete Brasil, que tem a Petrobras como sócia.
 
Pelo novo acerto firmado entre Transpetro e o estaleiro, o 22º navio será entregue três anos e oito meses depois do previsto no cronograma original. Os contratos previam a entrega do último navio em abril de 2016, mas a previsão agora ficou para dezembro de 2019.
 
As assessorias de imprensa do Estaleiro Atlântico Sul e da Camargo Correa foram procuradas, mas não responderam aos pedidos de informação.

Após um período de desconfianças, especialmente por conta de atrasos na entrega das primeiras embarcações e de grandes prejuízos financeiros, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), instalado no Litoral Sul de Pernambuco, avalia investimentos de R$ 590 milhões para ampliar sua capacidade de produção. 


A informação foi revelada ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, por uma fonte diretamente envolvida na operação. Atualmente, o EAS conta com capacidade de processamento de 160 mil toneladas de aço por ano. 


Controlado pelas construtoras Camargo Correa e Queiroz Galvão, além do grupo japonês IHI (Ishikawajima-Harima Heavy Industries), o estaleiro teve prejuízo de R$ 1,47 bilhão em 2011 e de R$ 138 milhões, no ano passado. 


Problemas com mão de obra prejudicaram seriamente a produtividade do EAS, que chegou a ter suspensa a maior parte da encomenda de 22 navios feita pela estatal Transpetro no âmbito do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). 


O primeiro navio do EAS, batizado de João Cândido, foi entregue com 21 meses de atraso, após falhas no processo de soldagem resultantes do treinamento insuficiente dado aos trabalhadores. A segunda embarcação, chamada de Zumbi dos Palmares, apresentou menos problemas antes de ser entregue, em maio último. 


Os contratempos contribuíram para a saída, em março de 2012, do grupo coreano Samsung, que era sócio do empreendimento. A ausência de um sócio com expertise no setor ameaçou o futuro do EAS, que em junho deste ano anunciou a chegada dos japoneses da IHI, que pagaram R$ 207 milhões por 25% do estaleiro. 


Um mês antes, entretanto, o EAS já havia conseguido, após longa negociação com a Transpetro, reaver toda a carteira de navios, orçada em cerca de R$ 7 bilhões. O estaleiro tem ainda US$ 5,2 bilhões em encomendas de sete sondas de perfuração, contratadas pela Sete Brasil, que tem a Petrobras como sócia. 


Pelo novo acerto firmado entre Transpetro e o estaleiro, o 22º navio será entregue três anos e oito meses depois do previsto no cronograma original. Os contratos previam a entrega do último navio em abril de 2016, mas a previsão agora ficou para dezembro de 2019. 


As assessorias de imprensa do Estaleiro Atlântico Sul e da Camargo Correa foram procuradas, mas não responderam aos pedidos de informação.

 

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