Europa
Jornal do Commercio
As moedas da Europa se beneficiarão dos preços recorde do petróleo devido à eficiência energética da região, das exportações para países produtores de petróleo e da vigilância contra a inflação, segundo o Barclays Capital. O euro, a libra esterlina, o franco suíço, a coroa sueca e a coroa norueguesa devem apresentar um desempenho relativamente bom, em um momento em que os preços do petróleo sobem, escreveu David Woo, que trabalha em Londres e é chefe mundial do setor de estratégia cambial do Barclays Capital, o terceiro maior negociador de divisas do mundo.
O dólar americano está no fim da lista em termos de desempenho potencial, num momento em que os preços dos combustíveis avançam, informou o banco.
"A Europa está bem posicionada no novo paradigma, mas os EUA não estão", escreveu Woo em nota de pesquisa com data de 23 de maio passado.
O dólar recuou até 8,9%, atingindo seu recorde de baixa frente ao euro este ano, à medida que as perdas geradas pelo colapso do mercado de empréstimos imobiliários de alto risco (subprime) ameaçavam jogar a economia dos EUA em recessão.
Ao mesmo tempo, os contratos futuros de petróleo dispararam e atingiram cotação recorde enquanto os produtores de petróleo bruto tentavam obter preços mais elevados em dólar, para compensar a queda na receita de suas importações, segundo o Barclays Capital.
Isso criou um círculo vicioso, no qual os altos preços dos combustíveis aumentaram o déficit comercial dos EUA e tornaram outros bancos centrais relutantes em cortar suas taxas de juros, gerando desvalorizações adicionais na cotação do dólar, disse o Barclays Capital.
EUA, Canadá, Nova Zelândia e Austrália têm um desempenho ruim em termos da intensidade da utilização de combustíveis devido a suas populações dispersas e a seu foco na produção industrial ou nos setores relacionados a commodities, disse o Barclays. Os países europeus são mais densamente povoados, mais voltados para o setor de serviços e usam os combustíveis de forma mais eficiente, segundo o banco.
O consumo de petróleo respondeu por menos de 2 % do Produto Interno Bruto (PIB) nominal de Noruega, Suíça, Reino Unido e Suécia em 2006, comparativamente a mais de 3,5 por cento do PIB nominal de EUA e Canadá, mostrou o relatório.
"Os EUA são os terceiros maiores produtores mundiais de petróleo, mas devido ao alto uso de combustíveis de sua economia, seu déficit comercial relacionado ao petróleo não é muito inferior ao do da zona do euro, que não produz nada de petróleo", escreveu Woo.
Japão e Suíça também poderão ver suas balanças comerciais se deteriorarem com a alta dos preços do petróleo, informou o relatório.
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