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Energia

Eletrobras perdeu R$ 19 bi em 2013 por ter renovado concessão

04/04/2014 | 11h56

 

Em vez de amargar um prejuízo de R$ 6,3 bilhões em 2013, a Eletrobras poderia ter ganho uma receita extra de R$ 19 bilhões no ano passado. Os recursos adicionais seriam obtidos se a companhia não tivesse aderido à proposta de prorrogação antecipada das concessões de geração e transmissão, em dezembro de 2012, e se beneficiado do preço elevado da energia no mercado de curto prazo no período.
O cálculo foi apresentado pelos membros independentes do conselho de administração da empresa, Marcelo Gasparino e João Antônio Lian, em carta - à qual o Valor teve acesso - enviada à presidente Dilma Rousseff e o presidente do conselho da estatal, Márcio Zimmermann, que também é secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), em dezembro de 2013.
"Esta folga financeira, que a companhia não teve, somada a inércia natural de uma estatal do porte da Eletrobras, levou à situação de inviabilidade econômico-financeira caso não ocorra expressivo aporte de capital", afirmam os conselheiros na carta. O documento contém ainda 17 iniciativas para resgatar a empresa, cujo valor de mercado recuou de R$ 16,5 bilhões, em abril de 2004, para R$ 10,8 bilhões hoje, enquanto o Índice de Energia Elétrica (IEE) na BM&FBovespa saltou 310% no mesmo período.
Procurado, Gasparino, que é indicado por minoritários para ser reconduzido ao cargo, em assembleia geral ordinária em 30 de abril, que também vai deliberar sobre o resultado de 2013, confirmou o teor do documento. Ele contou ainda que os minoritários avaliam fazer uma reclamação formal contra à administração e à controladora da Eletrobras, a União, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O conselheiro também traçou um cenário tenebroso para a companhia. "Se continuar dessa maneira, a Eletrobras precisará ser capitalizada ainda este ano para sobreviver", afirmou. Para ele, a empresa precisa fazer uma operação financeira para colocar R$ 10 bilhões no caixa em 2014.
Gasparino e Lian votaram contra as demonstrações financeiras de 2013, discutidas na reunião do conselho na semana passada, quando foi aprovado o prejuízo de R$ 6,287 bilhões - o segundo pior resultado de uma companhia aberta no ano passado, atrás apenas da petroleira Óleo e Gás Participações (Ex- OGX), que está em recuperação judicial e amargou prejuízo de R$ 17,4 bilhões.
Segundo Gasparino, as demonstrações foram apresentadas apenas no momento da reunião e continham mais de 300 páginas, tornando inviável sua análise naquele momento. O conselheiro não comentou informação apurada pelo Valor de que ele e Lian teriam abandonado a reunião, em protesto, logo após a votação do primeiro item, que tratava justamente das demonstrações financeiras e pagamento de dividendos.
As propostas apresentadas pelos conselheiros na carta, dizem especialistas, contrariam tabus que engessam a gigante elétrica até hoje. Eles defendem, por exemplo, a criação de vice-presidências na holding. Os vice-presidentes também assumiriam a presidência das subsidiárias, entre elas Furnas e Chesf, conhecidas como as duas controladas mais "rebeldes" do grupo estatal.
"O membro do conselho representante dos minoritários tem o dever de fiscalizar a empresa e o direito de propor soluções. Cabe ao controlador aprovar, ou não, as propostas", afirmou Gasparino. "A carta era um sinal de alerta de que a empresa está na UTI. Mas não houve resposta [do controlador]", completou.
A Eletrobras contratou a consultoria Roland Berger para elaborar um estudo sobre a reestruturação do grupo, que deve ser concluído em junho. Em desabafo, Gasparino afirmou que não acredita que a Eletrobras implementará as medidas que serão sugeridas pela consultoria.
"[O estudo] vai servir para esperamos por mais um ano para que seja tomada alguma providência, e que, no fim, não será tomada. E gastamos mais R$ 4 milhões com o estudo", afirmou ele.

Em vez de amargar um prejuízo de R$ 6,3 bilhões em 2013, a Eletrobras poderia ter ganho uma receita extra de R$ 19 bilhões no ano passado. Os recursos adicionais seriam obtidos se a companhia não tivesse aderido à proposta de prorrogação antecipada das concessões de geração e transmissão, em dezembro de 2012, e se beneficiado do preço elevado da energia no mercado de curto prazo no período. O cálculo foi apresentado pelos membros independentes do conselho de administração da empresa, Marcelo Gasparino e João Antônio Lian, em carta - à qual o Valor teve acesso - enviada à presidente Dilma Rousseff e o presidente do conselho da estatal, Márcio Zimmermann, que também é secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), em dezembro de 2013.


"Esta folga financeira, que a companhia não teve, somada a inércia natural de uma estatal do porte da Eletrobras, levou à situação de inviabilidade econômico-financeira caso não ocorra expressivo aporte de capital", afirmam os conselheiros na carta. O documento contém ainda 17 iniciativas para resgatar a empresa, cujo valor de mercado recuou de R$ 16,5 bilhões, em abril de 2004, para R$ 10,8 bilhões hoje, enquanto o Índice de Energia Elétrica (IEE) na BM&FBovespa saltou 310% no mesmo período.


Procurado, Gasparino, que é indicado por minoritários para ser reconduzido ao cargo, em assembleia geral ordinária em 30 de abril, que também vai deliberar sobre o resultado de 2013, confirmou o teor do documento. Ele contou ainda que os minoritários avaliam fazer uma reclamação formal contra à administração e à controladora da Eletrobras, a União, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).


O conselheiro também traçou um cenário tenebroso para a companhia. "Se continuar dessa maneira, a Eletrobras precisará ser capitalizada ainda este ano para sobreviver", afirmou. Para ele, a empresa precisa fazer uma operação financeira para colocar R$ 10 bilhões no caixa em 2014.

Gasparino e Lian votaram contra as demonstrações financeiras de 2013, discutidas na reunião do conselho na semana passada, quando foi aprovado o prejuízo de R$ 6,287 bilhões - o segundo pior resultado de uma companhia aberta no ano passado, atrás apenas da petroleira Óleo e Gás Participações (Ex- OGX), que está em recuperação judicial e amargou prejuízo de R$ 17,4 bilhões.


Segundo Gasparino, as demonstrações foram apresentadas apenas no momento da reunião e continham mais de 300 páginas, tornando inviável sua análise naquele momento. O conselheiro não comentou informação apurada pelo Valor de que ele e Lian teriam abandonado a reunião, em protesto, logo após a votação do primeiro item, que tratava justamente das demonstrações financeiras e pagamento de dividendos.


As propostas apresentadas pelos conselheiros na carta, dizem especialistas, contrariam tabus que engessam a gigante elétrica até hoje. Eles defendem, por exemplo, a criação de vice-presidências na holding. Os vice-presidentes também assumiriam a presidência das subsidiárias, entre elas Furnas e Chesf, conhecidas como as duas controladas mais "rebeldes" do grupo estatal.


"O membro do conselho representante dos minoritários tem o dever de fiscalizar a empresa e o direito de propor soluções. Cabe ao controlador aprovar, ou não, as propostas", afirmou Gasparino. "A carta era um sinal de alerta de que a empresa está na UTI. Mas não houve resposta [do controlador]", completou.


A Eletrobras contratou a consultoria Roland Berger para elaborar um estudo sobre a reestruturação do grupo, que deve ser concluído em junho. Em desabafo, Gasparino afirmou que não acredita que a Eletrobras implementará as medidas que serão sugeridas pela consultoria.


"[O estudo] vai servir para esperamos por mais um ano para que seja tomada alguma providência, e que, no fim, não será tomada. E gastamos mais R$ 4 milhões com o estudo", afirmou ele.

 



Fonte: Valor Econômico
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