Negócios

EBX e fundo Mubadala anunciam fim de reestruturação

Segundo a empresa, conclusão foi realizada com sucesso.

G1
10/07/2013 11:14
Visualizações: 850

 

O grupo EBX, holding do empresário Eike Batista, anunciou na manhã desta quarta-feira (10) que concluiu "com sucesso" a restruturação dos termos e condições do acordo fechado em abril de 2012 com o fundo Mubadala Development, de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.
Por meio desse acordo, a EBX diz ter resgatado uma parcela do investimento inicial da Mubadala.
No final de março do ano passado, o fundo Mubadala comprou parte do grupo do empresário por US$ 2 bilhões. O acordo previa que a Mubadala faria um investimento inicial de US$ 2 bilhões em troca de uma participação acionária preferencial de 5,63% na Centennial Asset Brazil Equity Fund LLC e em outras holdings do empresário.
Na nota divulgada hoje, a EBX e o fundo Mubadala também afirmam ter concluído os acordos complementares que garantiram uma maior preservação da parcela remanescente do investimento da Mubadala.
"EBX e Mubadala continuarão engajadas nas discussões relativas às etapas finais da reestruturação da EBX, bem como no que diz respeito ao pleno desenvolvimento dos negócios das empresas que compõem o grupo EBX", diz a nota.
A EBX informa que o novo acordo "reforça ainda mais a estabilidade do grupo EBX".
O negócio anunciado no final de março de 2012 incluía participação indireta tanto nas empresas de Eike Batista de capital aberto – OGX, OSX, MMX, LLX e MPX – como nas de capital fechado, como AUX, REX e IMX. O acordo ainda permitiria que a Mubadala tivesse participação nas futuras "oportunidades de investimento" do grupo EBX e do empreendedor Eike Batista, como em empresas de tecnologia, cimento, fertilizantes, entretenimento, entre outras.
"Os recursos provenientes do investimento da Mubadala serão usados para reforçar a já sólida estrutura de capital do Grupo, além de suportar o desenvolvimento de novos negócios em diversos segmentos, incluindo parcerias recentemente anunciadas pela EBX", dizia a nota, na ocasião.
"É um marco, é o primeiro investimento significativo direto da Mubadala no Brasil. Estamos muito orgulhosos de receber nosso novo parceiro e acreditamos que esta operação fortalece o relacionamento não apenas entre os dois grupos, mas também entre os dois países", afirmou Eike, na época.
Desconfiança
A desconfiança de investidores com as empresas "X" teve início após seguidas frustrações com a produção de petróleo da OGX, que já foi considerada o ativo mais precioso de Eike. No começo desta semana, a OGX decidiu não seguir adiante com o desenvolvimento de algumas áreas na bacia de Campos antes consideradas promissoras.
A OGX tem endividamento acima de US$ 4 bilhões, a maioria em bônus emitidos no exterior. Segundo a fonte, será necessária uma reestruturação dos títulos de dívida em dólares, que vem sendo negociados ao redor de 20 por cento de seu valor de face.
Com situação crítica de caixa e fracasso em parte relevante de sua campanha exploratória até o momento, a OGX tem pela frente, talvez já no próximo mês, o pagamento de quase R$ 400 milhões ao governo pelos direitos em 13 blocos adquiridos na 11ª rodada de licitação de áreas de petróleo, realizada em maio.
Fora a OGX, a empresa da holding de Eike em situação mais complicada é o estaleiro OSX, criado para fornecer plataformas de produção à petrolífera.

O grupo EBX, holding do empresário Eike Batista, anunciou na manhã desta quarta-feira (10) que concluiu "com sucesso" a restruturação dos termos e condições do acordo fechado em abril de 2012 com o fundo Mubadala Development, de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.


Por meio desse acordo, a EBX diz ter resgatado uma parcela do investimento inicial da Mubadala.


No final de março do ano passado, o fundo Mubadala comprou parte do grupo do empresário por US$ 2 bilhões. O acordo previa que a Mubadala faria um investimento inicial de US$ 2 bilhões em troca de uma participação acionária preferencial de 5,63% na Centennial Asset Brazil Equity Fund LLC e em outras holdings do empresário.


Na nota divulgada hoje, a EBX e o fundo Mubadala também afirmam ter concluído os acordos complementares que garantiram uma maior preservação da parcela remanescente do investimento da Mubadala.


"EBX e Mubadala continuarão engajadas nas discussões relativas às etapas finais da reestruturação da EBX, bem como no que diz respeito ao pleno desenvolvimento dos negócios das empresas que compõem o grupo EBX", diz a nota.


A EBX informa que o novo acordo "reforça ainda mais a estabilidade do grupo EBX".


O negócio anunciado no final de março de 2012 incluía participação indireta tanto nas empresas de Eike Batista de capital aberto – OGX, OSX, MMX, LLX e MPX – como nas de capital fechado, como AUX, REX e IMX. O acordo ainda permitiria que a Mubadala tivesse participação nas futuras "oportunidades de investimento" do grupo EBX e do empreendedor Eike Batista, como em empresas de tecnologia, cimento, fertilizantes, entretenimento, entre outras.


"Os recursos provenientes do investimento da Mubadala serão usados para reforçar a já sólida estrutura de capital do Grupo, além de suportar o desenvolvimento de novos negócios em diversos segmentos, incluindo parcerias recentemente anunciadas pela EBX", dizia a nota, na ocasião.


"É um marco, é o primeiro investimento significativo direto da Mubadala no Brasil. Estamos muito orgulhosos de receber nosso novo parceiro e acreditamos que esta operação fortalece o relacionamento não apenas entre os dois grupos, mas também entre os dois países", afirmou Eike, na época.



Desconfiança


A desconfiança de investidores com as empresas "X" teve início após seguidas frustrações com a produção de petróleo da OGX, que já foi considerada o ativo mais precioso de Eike. No começo desta semana, a OGX decidiu não seguir adiante com o desenvolvimento de algumas áreas na bacia de Campos antes consideradas promissoras.


A OGX tem endividamento acima de US$ 4 bilhões, a maioria em bônus emitidos no exterior. Segundo a fonte, será necessária uma reestruturação dos títulos de dívida em dólares, que vem sendo negociados ao redor de 20 por cento de seu valor de face.


Com situação crítica de caixa e fracasso em parte relevante de sua campanha exploratória até o momento, a OGX tem pela frente, talvez já no próximo mês, o pagamento de quase R$ 400 milhões ao governo pelos direitos em 13 blocos adquiridos na 11ª rodada de licitação de áreas de petróleo, realizada em maio.


Fora a OGX, a empresa da holding de Eike em situação mais complicada é o estaleiro OSX, criado para fornecer plataformas de produção à petrolífera.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Bacia de Santos
Brasil: Início da Operação de Lapa Sudoeste
11/03/26
Pré-Sal
Seatrium impulsiona P-78 à injeção do primeiro gás após ...
11/03/26
PPSA
Assinatura de contratos de Mero e Atapu consolida result...
11/03/26
Empresas
Justiça suspende aumento de IRPJ e CSLL e decisão pode i...
10/03/26
Biodiesel
Setor de Combustíveis Defende Liberação da Importação de...
10/03/26
Macaé Energy
No Macaé Energy 2026, Firjan promove edição especial do ...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Dia da Mulher: elas contribuem para avanços no setor ene...
09/03/26
FEPE
PRECISAMOS DE P&D DE LONGO PRAZO - Entrevista com Isabel...
09/03/26
Internacional
Efeitos de preços do petróleo sobre a economia brasileira
09/03/26
Dutos
Transpetro aplica tecnologia com IA para ampliar eficiên...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Constellation amplia em mais de 300% a presença feminina...
09/03/26
Combustível
Etanol volta a subir no indicador semanal
09/03/26
Resultado
Com um aumento de 11% na produção total de petróleo e gá...
06/03/26
FEPE
EMPREENDER DEMANDA RELAÇÕES DE CONFIANÇA - Entrevista co...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
IBP amplia agenda de equidade de gênero com segundo cicl...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Repsol Sinopec Brasil tem 38% de mulheres na liderança e...
06/03/26
Indústria Naval
SPE Águas Azuis realiza entrega da Fragata "Tamandaré" -...
06/03/26
Economia
Indústria volta a crescer em janeiro, mas Firjan alerta ...
06/03/26
Transpetro
Lucro líquido é 22% superior a 2024 e reflete novo momen...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Presença feminina cresce em cargos de liderança no setor...
06/03/26
Acordo
Firjan considera avanço significativo a aprovação do Aco...
06/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23