Porto

Docas espera obter R$153 mi com reajuste de tarifas

Pela primeira vez na história, a revisão das tarifas portuárias será condicionada às metas estipuladas pela Codesp, autoridade Portuária do Porto de Santos, para garantir o fluxo de caixa da estatal. Pelo menos esta é a proposta que será aprese

A Tribuna
18/07/2012 13:16
Visualizações: 435
Pela primeira vez na história, a revisão das tarifas portuárias será condicionada às metas estipuladas pela Codesp, autoridade Portuária do Porto de Santos, para garantir o fluxo de caixa da estatal. Pelo menos esta é a proposta que será apresentada aos órgãos federais que aprovarão ou não os 58,3% de reajuste pedido pela Docas. O percentual será dividido sob forma de gatilhos que serão disparados a partir do cumprimento dos objetivos. A primeira parcela deve ser aplicada em pouco mais de dois meses.

As informações foram transmitidas pelo diretor-presidente interino da Codesp, Renato Barco, que participou da reunião ordinária do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Santos, na manhã de terça-feira (17). O encontro ainda teve a presença de toda a diretoria da estatal, que defendeu a forma de reajuste escalonado.

Todo o planejamento está sendo feito para que a Codesp some R$ 153,7 milhões, que serão utilizados em obras de infraestrutura portuária. Todo o montante deverá ser garantido aos cofres da empresa exclusivamente com as receitas tarifárias, até dezembro de 2014.

Para que isto aconteça, a Codesp distribuiu os reajustes em três parcelas, com datas de aplicação já estipuladas. O primeiro será no próximo dia 1º de outubro. Os 25,2% iniciais serão responsáveis por garantir R$ 75 milhões aos cofres da empresa, até 31 de dezembro de 2013. Esta é a primeira meta.

O alcance deste valor, que corresponde a 75% dos R$ 100 milhões que serão utilizados entre os anos de 2012 e 2013, é o fator que dispara o gatilho do segundo reajuste tarifário, desta vez de 12,5%, programado para ser aplicado em 1º de janeiro de 2014.

Já o terceiro e último percentual a ser aplicado nas tarifas do porto está condicionado à dragagem de manutenção de berços e bacias de evolução. Para que ele aconteça, a Codesp estipulou a retirada de 8 milhões de metros cúbicos de sedimentos em um período de dois anos, que começa em 1º de outubro deste ano e termina em 1º de novembro de 2014.

É nesta mesma data que está programado o reajuste de mais 12,5% nas tarifas portuárias. “A maior garantia de serviços que podemos dar à comunidade portuária é a lama dragada”, destacou o diretor de Infraestrutura e Execução de Obras da Codesp, Paulino Moreira Vicente.


Processo

O trâmite oficial de aumentos tarifários parte da Codesp, que solicita à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e aos ministérios do Planejamento e da Fazenda a autorização para um aumento predeterminado, de acordo com as necessidades da empresa. Em seguida, com o aval destes órgãos, o CAP homologa a decisão e a coloca em prática.

“O que mostramos hoje ao CAP é a ideia de como será apresentada a atualização tarifária, que não é feita desde 2005 para as tarifas portuárias como um todo e desde 1995 para a energia elétrica”, explicou Barco.

Para os planos entrarem em prática, todas as análises dos órgãos federais devem acontecer em cerca de dois meses e meio. Assim, a diretoria da Codesp pretende encaminhar as solicitações ainda nesta semana para a capital federal.

O presidente do CAP, Bechara Abdala Pestana Neves, destacou a reversão das tarifas em melhorias que serão desfrutadas pela comunidade portuária. “Ninguém é contra o aumento das tarifas desde que os valores pagos sejam aplicados no setor”, afirmou, sobre a visão dos membros do Conselho.

Para o presidente do CAP, a forma de reajuste das tarifas portuárias pode servir como exemplo para outros portos do país. Ele também anunciou a criação de uma resolução que estabeleça a metodologia da aferição dos resultados da Codesp. A ideia é fazer um monitoramento da conclusão das metas, propostas pela estatal.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Investimentos
SEAP: Bacia Sergipe-Alagoas irá receber dois FPSOs
14/04/26
Petrobras
US$450 milhões serão investidos no maior projeto de moni...
14/04/26
Combustíveis
Etanol gera economia superior a R$ 2,5 bilhões em março ...
14/04/26
Espírito Santo
Próximo pico da produção de petróleo no ES será em 2027
14/04/26
ANP
Oferta Permanente de Concessão (OPC): edital com inclusã...
14/04/26
Refino
Honeywell impulsiona primeiro projeto de Etanol-to-Jet (...
14/04/26
Cana Summit
Diesel sob pressão no campo acelera corrida por novas fo...
14/04/26
Pessoas
Eduardo Beser é o novo diretor-geral de Operações no Bra...
13/04/26
Evento
Promoção da Infis, 4º Seminário Tributação em Óleo e Gás...
13/04/26
Investimento
Camorim investe R$ 52 mi na construção de uma das maiore...
13/04/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas no...
13/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste es...
10/04/26
ANP
Fiscalização: aprovada consulta pública para revisão de ...
10/04/26
ANP
Reservas provadas de petróleo no Brasil cresceram 3,84% ...
10/04/26
Bacia de Campos
Petrobras retoma 100% de participação no campo de Tartar...
10/04/26
Oportunidade
Por que formar profissionais para funções críticas se to...
09/04/26
Energias Renováveis
Crise energética global impulsiona protagonismo do Brasi...
09/04/26
Pessoas
Alcoa e Posidonia reforçam avanços na equidade de gênero...
08/04/26
Evento
Fórum nacional debate expansão do biogás e do biometano ...
08/04/26
Curso
Firjan SENAI e Foresea assinam parceria para oferecer cu...
08/04/26
Posicionamento IBP
Taxação de 12% na MP1340 gera sobreposição tributária e ...
08/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23