Setor Elétrico

Distribuidoras de energia propõem fundo contra crises

Proposta é criar um encargo ao consumidores para formar um fundo.

Estado de São Paulo
22/09/2014 09:43
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As distribuidoras de energia elétrica querem do próximo governo a criação de uma espécie de “colchão financeiro” para evitar novas ameaças de crises como as dos últimos dois anos. 

A proposta faz parte de um documento da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) enviado às equipes de campanha dos candidatos Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB).

A associação, que reúne as 42 principais empresas públicas e privadas que atendem o consumidor residencial, cobra a elaboração de mecanismos de prevenção e previsão de solução de problemas financeiros decorrentes da falta de chuvas, que afetam fortemente as despesas das distribuidoras. 

“Não queremos passar por esse estresse financeiro novamente”, afirmou o presidente da Abradee, Nelson Leite, ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

A proposta é criar um encargo na conta de luz dos consumidores para formar um fundo. 

Esse mecanismo seria abastecido em momentos de baixa do preço da energia no mercado à vista, o chamado PLD.

O dinheiro seria transferido às empresas em momentos em que o PLD subisse muito. 

O marco regulatório do setor prevê que esse custo seja repassado apenas no reajuste tarifário anual.

Seca 

Desde outubro de 2012, o País vive uma estiagem que reduziu a geração das hidrelétricas e levou ao acionamento de todo o parque de térmicas. 

Isso provocou uma forte alta no custo da energia, o que causou um descasamento bilionário entre as receitas e as despesas do setor. 

Para ajudar as empresas, em 2013 o Tesouro Nacional repassou R$ 9,8 bilhões às distribuidoras e, neste ano, um consórcio de bancos públicos e privados deve emprestar outros R$ 17,8 bilhões ao segmento.

A Abrade e também cobra dos candidatos a definição das regras para renovação de concessões das distribuidoras. 

A maioria vence entre 2015 e 2017, mas o governo até o momento não definiu de que forma esse processo será conduzido. 

Entre elas, estão Cemig, Copel e as empresas do grupo Eletrobrás.

As distribuidoras temem que as novas normas sejam estabelecidas sem um período de transição com metas para as companhias. “Não podemos chegar aos 45 minutos do segundo tempo parados”, disse Nelson Leite. “É importante que esse assunto seja tratado como prioridade pelo próximo presidente.”

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