Gás Natural
Valor Econômico
O desperdício de gás natural no país continua aumentando. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que a queima de gás, no acumulado de janeiro a julho, cresceu 76,7% em relação a igual período no ano passado. Em média, foram queimados 9,85 milhões de metros cúbicos diários no período, recorde para este intervalo de tempo.
Em julho, a queima de gás dobrou nas unidades de produção. Houve aumento de 99,2% frente a período correspondente em 2008. Ao mesmo tempo, a produção de gás no acumulado de janeiro a julho caiu 2,2% em relação aos sete primeiros meses do ano passado, ficando em 57,5 milhões de metros cúbicos/dia. Levando-se em conta apenas os dados referentes a julho, houve decréscimo de 3,9% em relação a igual mês em 2008, com produção de 58 milhões de metros cúbicos diários. Já a reinjeção de gás natural nos campos subiu 12,4%, no acumulado do ano.
O aumento da queima de gás ocorre, primeiramente, pelo menor consumo interno, especialmente por parte da indústria, que reduziu o nível de produção após o agravamento da crise financeira, em setembro do ano passado.
A maior parte da produção de gás no Brasil é associada ao petróleo, ou seja, os dois são obtidos de forma conjunta. Para se reduzir a extração de gás, seria necessário diminuir a produção de petróleo em um determinado campo. E essa produção aumentou no último ano. Como o consumo é menor, o gás que sobra tem pouco mercado para ser colocado, e a solução é desperdiçar o gás ou reinjetá-lo. Mesmo assim, tecnicamente, não é possível reaproveitar todo o gás.
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