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Economia

Desembolsos do BNDES devem crescer 22%

19/12/2013 | 09h58

 

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverão alcançar este ano R$ 190 bilhões, mostrando incremento de 22% em relação aos R$ 155,99 bilhões liberados no ano passado. Os números são preliminares. Os valores definitivos só deverão ser divulgados no início do próximo ano, disse ontem (18), no Rio de Janeiro, o presidente da instituição, Luciano Coutinho.
A estimativa para 2013 indica redução do volume de aprovações (-14%), de enquadramentos (-11%) e de consultas (-10%). Coutinho lembrou, entretanto, que poderá ocorrer uma diminuição dessa percepção negativa até o último dia de dezembro. Os dados sinalizam a adequação do banco à orientação do governo de moderação no apoio à atividade produtiva, visando a elevar a participação do crédito privado. “A política de moderação dos estímulos já está acontecendo”, afirmou. Em função disso, ele acredita que, em 2014, o total de desembolsos deverá ser menor do que neste ano.
O objetivo é não afetar o investimento privado em infraestrutura, o programa de concessões e as prioridades do banco, entre as quais a inovação.
A distribuição dos desembolsos por setores revela que agropecuária teve o maior incremento (59%) no ano até agora, em comparação a 2012, somando R$ 18,07 bilhões em financiamentos do banco, sinalizando recuperação do setor. O maior volume de recursos, porém, foi liberado para a área de infraestrutura, R$ 63,11 bilhões, com alta de 19%. Para a indústria, foram destinados R$ 57,18 bilhões, apresentando aumento de 20% sobre o ano anterior.
As micro, pequenas e médias empresas receberam 35% do desembolso total do banco até novembro, totalizando o recorde de R$ 58,44 bilhões, com mais de 1 milhão de operações desde janeiro. O acréscimo em comparação a 2012 chega a 32%. O destaque é o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que financia a venda de máquinas e equipamentos para empresas por meio da rede bancária, que atingiu R$ 40,67 bilhões. “Isso resulta em reequipamento industrial e aumento de produtividade da estrutura de empresas no Brasil”, destacou Coutinho. Cerca de 75% do PSI são voltados para o segmento das micro, pequenas e médias empresas.
Para projetos de inovação tecnológica, os desembolsos este ano tiveram crescimento de 23% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 4,05 bilhões. Coutinho destacou que esses investimentos permitem que as empresas brasileiras desenvolvam novos produtos e processos.
Ele ressaltou também o desenvolvimento regional das liberações do BNDES. Os números indicam sustentação dos desembolsos no Norte e Nordeste e recuperação no Sul. “Temos uma melhora da distribuição regional dos nossos investimentos”. No Nordeste, especialmente, que participa com 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, o banco tem a preocupação de concluir os projetos em curso e pretende também trabalhar em parceria com a região para renovar os projetos de longo prazo.
De acordo com os dados apresentados, foram destinados R$ 42,92 bilhões ao Sul, com alta de 48%. Para o Norte, as liberações somaram R$ 13,33 bilhões, revelando estabilidade, enquanto o Nordeste recebeu R$ 26,02 bilhões, aumento de 24%. O Sudeste permaneceu com a maior fatia (R$ 87,14 bilhões) e teve incremento de 20% em comparação ao ano anterior. Para o Centro-Oeste, as liberações totalizaram R$ 20,56 bilhões, registrando elevação de 2%.
Política operacional prioriza investimentos em infraestrutura logistica e energia
As áreas de infraestrutura logística e energia são prioritárias na nova política operacional anunciada pelo BNDES. “São necessidades básicas para a eficiência da economia como um todo”, disse Coutinho, ao acrescentar que essas prioridades estão em consonância com as políticas do governo federal. A nova política operacional deve começar a ser efetivada em fevereiro.
Também em atendimento às diretrizes do governo, terão prioridade os financiamentos para a infraestrutura urbana de saneamento e mobilidade e a modernização da gestão pública, para sanar as deficiências do setor público.
A nova política operacional dará destaque ainda a investimentos de indústrias de bens de capital, setores intensivos em engenharia e inovação, à economia criativa, a serviços técnicos e tecnológicos e à exportação, especialmente o pós-embarque. São setores preferenciais que apresentam elevado conteúdo tecnológico. “São setores transformadores do perfil da indústria e dos serviços no país em direção à maior intensidade do conhecimento e da inovação”.
Outros setores que continuarão tendo preferência nos financiamentos do BNDES são os de micro, pequenas e médias empresas; de meio ambiente, com destaque também para a sustentabilidade urbana; inclusão produtiva e social; e ações sociais das empresas, visando à erradicação da pobreza extrema e ao desenvolvimento regional. “Como banco de desenvolvimento, o BNDES precisa ajudar o desenvolvimento e a desconcentração regional do desenvolvimento”, frisou Coutinho.
Segundo ele, esses vetores prioritários levarão a taxas melhores e níveis de cobertura maiores. Para as demais áreas, os níveis de cobertura serão menores. “E nós vamos buscar operar com taxas mais próximas às do mercado, para ajudar o mercado a financiar junto com o banco”.
O BNDES se comprometeu também em avançar na simplificação, organização e agilidade das operações. Toda a sistemática de processos está sendo revista pelo banco. A instituição pretende atrair o mercado de capitais para o lançamento de debêntures ligadas, especialmente, a projetos de infraestrutura, que demandam prazos muito longos de investimento.
“Estamos, inclusive, propondo uma melhoria do escopo desses incentivos [tributários] às debêntures, porque precisamos abrir espaço para que o mercado de capitais ajude o financiamento de longo prazo”, disse. Ele acredita que isso poderá ocorrer já em 2014. Cerca de R$ 4,5 bilhões em debêntures desse tipo foram emitidos este ano e Coutinho estima que poderá ser atingido, “no mínimo”, o dobro desse valor no próximo ano. O presidente do BNDES observou que a debênture pode ser uma opção de rendimento de longo prazo importante para o poupador, em especial o institucional, em relação aos papéis públicos, aos títulos do Tesouro Nacional. ”Queremos que esse mercado decole”.
Coutinho informou que haverá também um trabalho conjunto com o setor bancário privado para o financiamento de projetos de longo prazo. Ele disse não acreditar que as novas normas diminuam o volume de investimento dos empresários brasileiros, sobretudo os de pequeno e médio porte. “A agenda de produtividade é imperativa para o Brasil”, ressaltou.

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverão alcançar este ano R$ 190 bilhões, mostrando incremento de 22% em relação aos R$ 155,99 bilhões liberados no ano passado. Os números são preliminares. Os valores definitivos só deverão ser divulgados no início do próximo ano, disse ontem (18), no Rio de Janeiro, o presidente da instituição, Luciano Coutinho.

A estimativa para 2013 indica redução do volume de aprovações (-14%), de enquadramentos (-11%) e de consultas (-10%). Coutinho lembrou, entretanto, que poderá ocorrer uma diminuição dessa percepção negativa até o último dia de dezembro. Os dados sinalizam a adequação do banco à orientação do governo de moderação no apoio à atividade produtiva, visando a elevar a participação do crédito privado. “A política de moderação dos estímulos já está acontecendo”, afirmou. Em função disso, ele acredita que, em 2014, o total de desembolsos deverá ser menor do que neste ano.

O objetivo é não afetar o investimento privado em infraestrutura, o programa de concessões e as prioridades do banco, entre as quais a inovação.

A distribuição dos desembolsos por setores revela que agropecuária teve o maior incremento (59%) no ano até agora, em comparação a 2012, somando R$ 18,07 bilhões em financiamentos do banco, sinalizando recuperação do setor. O maior volume de recursos, porém, foi liberado para a área de infraestrutura, R$ 63,11 bilhões, com alta de 19%. Para a indústria, foram destinados R$ 57,18 bilhões, apresentando aumento de 20% sobre o ano anterior.

As micro, pequenas e médias empresas receberam 35% do desembolso total do banco até novembro, totalizando o recorde de R$ 58,44 bilhões, com mais de 1 milhão de operações desde janeiro. O acréscimo em comparação a 2012 chega a 32%. O destaque é o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que financia a venda de máquinas e equipamentos para empresas por meio da rede bancária, que atingiu R$ 40,67 bilhões. “Isso resulta em reequipamento industrial e aumento de produtividade da estrutura de empresas no Brasil”, destacou Coutinho. Cerca de 75% do PSI são voltados para o segmento das micro, pequenas e médias empresas.

Para projetos de inovação tecnológica, os desembolsos este ano tiveram crescimento de 23% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 4,05 bilhões. Coutinho destacou que esses investimentos permitem que as empresas brasileiras desenvolvam novos produtos e processos.

Ele ressaltou também o desenvolvimento regional das liberações do BNDES. Os números indicam sustentação dos desembolsos no Norte e Nordeste e recuperação no Sul. “Temos uma melhora da distribuição regional dos nossos investimentos”. No Nordeste, especialmente, que participa com 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, o banco tem a preocupação de concluir os projetos em curso e pretende também trabalhar em parceria com a região para renovar os projetos de longo prazo.

De acordo com os dados apresentados, foram destinados R$ 42,92 bilhões ao Sul, com alta de 48%. Para o Norte, as liberações somaram R$ 13,33 bilhões, revelando estabilidade, enquanto o Nordeste recebeu R$ 26,02 bilhões, aumento de 24%. O Sudeste permaneceu com a maior fatia (R$ 87,14 bilhões) e teve incremento de 20% em comparação ao ano anterior. Para o Centro-Oeste, as liberações totalizaram R$ 20,56 bilhões, registrando elevação de 2%.


Política operacional prioriza investimentos em infraestrutura logistica e energia

As áreas de infraestrutura logística e energia são prioritárias na nova política operacional anunciada pelo BNDES. “São necessidades básicas para a eficiência da economia como um todo”, disse Coutinho, ao acrescentar que essas prioridades estão em consonância com as políticas do governo federal. A nova política operacional deve começar a ser efetivada em fevereiro.

Também em atendimento às diretrizes do governo, terão prioridade os financiamentos para a infraestrutura urbana de saneamento e mobilidade e a modernização da gestão pública, para sanar as deficiências do setor público.

A nova política operacional dará destaque ainda a investimentos de indústrias de bens de capital, setores intensivos em engenharia e inovação, à economia criativa, a serviços técnicos e tecnológicos e à exportação, especialmente o pós-embarque. São setores preferenciais que apresentam elevado conteúdo tecnológico. “São setores transformadores do perfil da indústria e dos serviços no país em direção à maior intensidade do conhecimento e da inovação”.

Outros setores que continuarão tendo preferência nos financiamentos do BNDES são os de micro, pequenas e médias empresas; de meio ambiente, com destaque também para a sustentabilidade urbana; inclusão produtiva e social; e ações sociais das empresas, visando à erradicação da pobreza extrema e ao desenvolvimento regional. “Como banco de desenvolvimento, o BNDES precisa ajudar o desenvolvimento e a desconcentração regional do desenvolvimento”, frisou Coutinho.

Segundo ele, esses vetores prioritários levarão a taxas melhores e níveis de cobertura maiores. Para as demais áreas, os níveis de cobertura serão menores. “E nós vamos buscar operar com taxas mais próximas às do mercado, para ajudar o mercado a financiar junto com o banco”.

O BNDES se comprometeu também em avançar na simplificação, organização e agilidade das operações. Toda a sistemática de processos está sendo revista pelo banco. A instituição pretende atrair o mercado de capitais para o lançamento de debêntures ligadas, especialmente, a projetos de infraestrutura, que demandam prazos muito longos de investimento.

“Estamos, inclusive, propondo uma melhoria do escopo desses incentivos [tributários] às debêntures, porque precisamos abrir espaço para que o mercado de capitais ajude o financiamento de longo prazo”, disse. Ele acredita que isso poderá ocorrer já em 2014. Cerca de R$ 4,5 bilhões em debêntures desse tipo foram emitidos este ano e Coutinho estima que poderá ser atingido, “no mínimo”, o dobro desse valor no próximo ano. O presidente do BNDES observou que a debênture pode ser uma opção de rendimento de longo prazo importante para o poupador, em especial o institucional, em relação aos papéis públicos, aos títulos do Tesouro Nacional. ”Queremos que esse mercado decole”.

Coutinho informou que haverá também um trabalho conjunto com o setor bancário privado para o financiamento de projetos de longo prazo. Ele disse não acreditar que as novas normas diminuam o volume de investimento dos empresários brasileiros, sobretudo os de pequeno e médio porte. “A agenda de produtividade é imperativa para o Brasil”, ressaltou.

 



Fonte: Agência Brasil
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