Economia

Desembolsos do BNDES crescem 39%

E acumulam 21,2 bilhões no bimestre.

Redação / Agência
21/03/2013 16:27
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Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiram R$ 21,2 bilhões no primeiro bimestre de 2013, com aumento de 39% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os principais destaques foram o aumento das liberações para máquinas e equipamentos, indicando retomada de investimentos na indústria, e o forte peso das micro, pequenas e médias empresas no desembolso do Banco.
Com expansão de 112% (R$ 6,9 bilhões desembolsados), a indústria liderou o crescimento das liberações do BNDES em janeiro/fevereiro último. A alta foi generalizada, espalhada por todos os segmentos industriais, entre eles material de transporte, metalurgia, química e petroquímica.
Assim, a indústria respondeu por 32% dos desembolsos totais do Banco no período. A boa performance do setor de bens de capital refletiu-se nas linhas Finame, que responderam por 70% dos desembolsos das operações automáticas do Banco nos primeiros dois meses do ano.
As liberações do BNDES Finame somaram R$ 10,2 bilhões, com alta de 60% em janeiro/fevereiro de 2013, na comparação com mesmo período de 2012. O resultado foi puxado pelos segmentos de máquinas e equipamentos sem rodas (não-transporte), cujos desembolsos cresceram 78%, e equipamentos agrícolas.
As aprovações, no valor de R$ 25,7 bilhões, também tiveram forte incremento, de 30% na comparação com o primeiro bimestre de 2012. Somente no setor industrial, as aprovações de novos projetos, no montante de R$ 8,1 bilhões, cresceram 43% na comparação bimestral. Na infraestrutura, a alta nas aprovações foi de 4%.
O bom desempenho do BNDES no primeiro bimestre deste ano indica retomada na atividade econômica. Em fevereiro último, isoladamente, os desembolsos, de R$ 11,1 bilhões, cresceram 36,4% em relação a fevereiro do ano passado - uma expansão significativa, principalmente considerando-se que, devido ao feriado de Carnaval, o mês passado teve menos dias úteis do que fevereiro de 2012.
A maior contribuição para o desempenho da instituição em janeiro/fevereiro deste ano foi dada pelas micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que responderam por 47% das liberações totais do Banco no período.
Em termos absolutos, o valor desembolsado, de R$ 10 bilhões, é o maior volume de crédito já disponibilizado num bimestre para companhias de menor porte. A participação foi superior à das grandes empresas (45% do total desembolsado) e das médias grandes empresas (8%). O crescimento dos desembolsos para MPMEs foi de 45,7% na comparação bimestral, índice superior à expansão observada no conjunto das operações do Banco.
O resultado das MPMEs está em linha com o desempenho recente do BNDES, que tem mostrado participação crescente das companhias de menor porte. No ano de 2012, 32% do total das liberações do Banco foram direcionadas a essas empresas, contra uma participação da ordem de 20% no início da década de 2000.
Os fatores que mais têm contribuído para o crescimento ao apoio às MPMEs são o Cartão BNDES, que no ano passado desembolsou mais de R$ 9 bilhões, e o Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), com liberações de cerca de R$ 25 bilhões a micro, pequenas e médias empresas em 2012.
Os resultados positivos do BNDES refletem o conjunto de medidas de estímulo ao investimento adotado pelo Governo, como ampliação da oferta de crédito, taxas de juros competitivas do BNDES PSI - que financia aquisição de máquinas e equipamentos - e desoneração tributária. Os desembolsos do BNDES PSI somaram R$ 11 bilhões em janeiro/fevereiro, mais da metade das liberações totais da instituição no período.

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiram R$ 21,2 bilhões no primeiro bimestre de 2013, com aumento de 39% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os principais destaques foram o aumento das liberações para máquinas e equipamentos, indicando retomada de investimentos na indústria, e o forte peso das micro, pequenas e médias empresas no desembolso do Banco.


Com expansão de 112% (R$ 6,9 bilhões desembolsados), a indústria liderou o crescimento das liberações do BNDES em janeiro/fevereiro último. A alta foi generalizada, espalhada por todos os segmentos industriais, entre eles material de transporte, metalurgia, química e petroquímica.


Assim, a indústria respondeu por 32% dos desembolsos totais do Banco no período. A boa performance do setor de bens de capital refletiu-se nas linhas Finame, que responderam por 70% dos desembolsos das operações automáticas do Banco nos primeiros dois meses do ano.


As liberações do BNDES Finame somaram R$ 10,2 bilhões, com alta de 60% em janeiro/fevereiro de 2013, na comparação com mesmo período de 2012. O resultado foi puxado pelos segmentos de máquinas e equipamentos sem rodas (não-transporte), cujos desembolsos cresceram 78%, e equipamentos agrícolas.


As aprovações, no valor de R$ 25,7 bilhões, também tiveram forte incremento, de 30% na comparação com o primeiro bimestre de 2012. Somente no setor industrial, as aprovações de novos projetos, no montante de R$ 8,1 bilhões, cresceram 43% na comparação bimestral. Na infraestrutura, a alta nas aprovações foi de 4%.


O bom desempenho do BNDES no primeiro bimestre deste ano indica retomada na atividade econômica. Em fevereiro último, isoladamente, os desembolsos, de R$ 11,1 bilhões, cresceram 36,4% em relação a fevereiro do ano passado - uma expansão significativa, principalmente considerando-se que, devido ao feriado de Carnaval, o mês passado teve menos dias úteis do que fevereiro de 2012.


A maior contribuição para o desempenho da instituição em janeiro/fevereiro deste ano foi dada pelas micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que responderam por 47% das liberações totais do Banco no período.


Em termos absolutos, o valor desembolsado, de R$ 10 bilhões, é o maior volume de crédito já disponibilizado num bimestre para companhias de menor porte. A participação foi superior à das grandes empresas (45% do total desembolsado) e das médias grandes empresas (8%). O crescimento dos desembolsos para MPMEs foi de 45,7% na comparação bimestral, índice superior à expansão observada no conjunto das operações do Banco.


O resultado das MPMEs está em linha com o desempenho recente do BNDES, que tem mostrado participação crescente das companhias de menor porte. No ano de 2012, 32% do total das liberações do Banco foram direcionadas a essas empresas, contra uma participação da ordem de 20% no início da década de 2000.


Os fatores que mais têm contribuído para o crescimento ao apoio às MPMEs são o Cartão BNDES, que no ano passado desembolsou mais de R$ 9 bilhões, e o Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI), com liberações de cerca de R$ 25 bilhões a micro, pequenas e médias empresas em 2012.


Os resultados positivos do BNDES refletem o conjunto de medidas de estímulo ao investimento adotado pelo Governo, como ampliação da oferta de crédito, taxas de juros competitivas do BNDES PSI - que financia aquisição de máquinas e equipamentos - e desoneração tributária. Os desembolsos do BNDES PSI somaram R$ 11 bilhões em janeiro/fevereiro, mais da metade das liberações totais da instituição no período.

 

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