Economia
Queda foi de 2,3%.
Valor Econômico
Custos de produção da cana-de-açúcar processada no Centro-Sul (CS) caiu na safra 2012/13, em finalização, segundo indica levantamento feito pelo Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege), vinculado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq). Nesse primeiro levantamento, que ainda pode contar com revisões, foi verificada uma queda de 2,3% no custo de produção por tonelada processada nas tradicionais regiões canavieiras do Centro-Sul, como Ribeirão Preto, Jaú, Piracicaba. Em números absolutos, o recuo foi de R$ 114,54 por tonelada em 2011/12 para R$ 112,97 em 2012/13, segundo dados do Pecegê, feito com apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Nas regiões de expansão, como os Estados de Goiás e Mato Grosso do Sul, o custo por tonelada processada caiu apenas 0,6%, de R$ 109,36 em 2011/12 para R$ 108,70 em 2012/13. “A queda foi menor porque nessas regiões a participação da cana de fornecedores é menor, portanto, a queda dos preços de açúcar e etanol influenciaram pouco no valor pago pela cana”, explica o gestor de projetos do Pecegê, Carlos Xavier.Ele afirma que essa é a primeira queda de custos de produção no Centro-Sul desde que o levantamento começou a ser feito pelo Pecegê, em 2007/08.
Há duas razões principais para a queda do custo no Centro-Sul em 2012/13, afirma o pesquisador. A primeira é que houve um aumento da produtividade agroindustrial, medida em toneladas de cana colhidas por hectare e pela quantidade de Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada de cana. O levantamento indicou que a produtividade agroindustrial subiu 4,9% nas regiões tradicionais e 4,3% nas áreas de expansão.
A segunda razão para a queda do custo, explica Xavier, está no recuo dos preços do açúcar e do etanol, que funcionam como indexador para o pagamento de cana-de-açúcar de fornecedores e de outros serviços prestados às usinas, como arrendamento de terras. A safra 2012/13 é a sexta avaliada pelo levantamento do Pecegê. Na média, nas últimas seis safras o açúcar bruto (VHP) registrou rentabilidade de 2% por safra. Já o etanol hidratado trouxe à usina uma perda média de 7% por temporada. “O hidratado, na média das últimas cinco safras, vem cobrindo o custo operacional. Não vem pagando o custo de oportunidade do capital”, diz Xavier.
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