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Siderurgia

CSA busca plena normalidade das operações, mercado e lucratividade

20/10/2014 | 09h50

 

para placas, como os de América do Norte e do Sul.
Essa é uma das missões do engenheiro metalúrgico, nascido em Minas, Walter de Castro Medeiros, presidente da empresa desde 1º de junho. O executivo tem uma carreira de 26 anos no grupo, onde exerceu diversos cargos. Outra tarefa, a partir daí, é perseguir a lucratividade, justo quando a indústria mundial do aço enfrenta um dos seus piores momentos. O lucro, na última linha do balanço, não é vislumbrado a curto prazo. Para o ano fiscal 2014/2015, que teve início neste mês, a meta é de equilíbrio do negócio (nem perda nem ganho).
Medeiros lembra que a fase de sangria de dinheiro da siderúrgica foi estancada, trazendo tranquilidade para a CSA. "A empresa vive um bom momento de ocupação da sua capacidade, de motivação das pessoas que lá trabalham e de performance operacional, com evolução positiva nos últimos 12 meses", diz o executivo.
A CSA sobreviveu nestes anos com suporte financeiro da sócia controladora, a ThyssenKrupp Slab International (TKSI), que concedeu empréstimos que foram renovados ao fim de cada ano fiscal. Um dos mais recentes foi de US$ 1,25 bilhão. Além da controladora, a empresa tem dívida escalonada de dois financiamentos do BNDES (total de R$ 2,4 bilhões, sem juros), com amortizações que vão até 2021.
A siderúrgica é integrada a carvão e minério de ferro, apta a produzir 5 milhões de toneladas de placas, produto semi-acabado de baixo valor agregado. O complexo industrial, que iniciou a construção em 2007, tem ainda um terminal portuário próprio e uma termelétrica de 490 MW de potência que opera recuperando vapores e gases da usina de aço.
O projeto, montado por Thyssen e Vale - fornecedora exclusiva do minério de ferro até 2025 -, extrapolou, com atrasos e aumentos de custos, o valor do orçamento de instalação, atingindo cerca de US$ 8 bilhões. No início, a Vale tinha 10% da CSA, porém em 2009, teve de elevar sua participação a 27%, com aporte de capital para terminar a obra.
Medeiros contou ao Valor que, além contrato de venda de 2 milhões de toneladas ao ano, até 2019, com a laminadora americana de Calvert (ArcelorMittal e Nippon Steel), a CSA já vem ampliando vendas para os mercados dos EUA e México. No Brasil, vende para CSN e Usiminas; na Alemanha, para ThyssenKrupp Steel.
O executivo informa que a empresa tem a vantagem de fabricar placas (cerca de 55%) específicas para aplicações nobres: indústria automobilística e indústria de tubos para o setor de petróleo e gás. "Isso nos diferencia em relação aos chineses e russos", diz. Com isso, obtém prêmios ante os preços do mercado internacional.
A siderúrgica prevê operar aos menos ao nível do desempenho do terceiro trimestre (abril a junho), com 1,1 milhão de toneladas de placas trimestralmente daqui para frente. Mantido, esse ritmo significa utilização de 90% da capacidade instalada - produção na faixa de 4,5 milhões de toneladas para este novo ano.
O foco comercial são os mercados de aços laminados para carrocerias de automóveis e a indústria de material tubulações de óleo e gás. Mas a empresa vê oportunidades pelo mundo, como as compras de outras siderúrgicas durante reformas de seus altos-fornos. "É um mercado relevante, pois ocorreu no setor muita contenção dos investimentos".
A empresa busca também melhorar a performance da térmica, cuja geração é mais da metade (250 MW) destinada ao mercado livre de energia do país. O restante é para consumo próprio.
O balanço do ano fiscal 2014, encerrado em 30 de setembro, será divulgado em 20 de novembro, junto com o resultado global do grupo. A espera é por ganho operacional, com base no resultado acumulado de nove meses. No entanto, alerta Medeiros, a empresa deve sofrer impacto do câmbio com alta do dólar no trimestre passado. As compras de carvão e minério de ferro são dolarizadas. Há o alívio da queda dos preços das duas matérias-primas, mas também influencia o preço do aço.
No terceiro trimestre (fim de junho), a CSA teve ganho, antes das despesas financeiras, de € 16 milhões. A receita de vendas foi de € 441 milhões. Até o balanço de 2012, a CSA acumulou perdas de R$ 12,4 bilhões e teve de fazer duas grandes baixas contábeis. No ano passado, conseguiu melhorar o desempenho: fechou com prejuízo de R$ 1,3 bilhão.
A situação do setor não é nada boa no mundo, diz Michael Hollermann, presidente do grupo ThyssenKrupp na América do Sul e Central. "95% estão operando no prejuízo. Na Europa, só duas empresas lucraram". Cauteloso, Medeiros diz que a CSA traçou metas que possam ser atingidas com melhorias de performance e redução de custos em todas unidades operacionais. Hoje, a empresa tem 5,5 mil funcionários: 3 mil próprios e 2,5 mil terceirizados.

Por um bom tempo, desde que iniciou a operação de sua usina de aço no distrito de Santa Cruz, Estado do Rio, em junho de 2010, a ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) enfrentou uma série de reveses.

De problemas operacionais e de natureza ambiental até o desgastante processo de tentativa de venda da empresa pelo grupo alemão ThyssenKrupp.

Essa fase difícil vai se tornando uma página virada, garante a empresa.

A prioridade do grupo alemão hoje é consolidar a estabilização operacional de todas as instalações, do alto-forno à sua termelétrica, para obter melhor desempenho, ao mesmo tempo que busca se posicionar em novos mercados para placas, como os de América do Norte e do Sul.

Essa é uma das missões do engenheiro metalúrgico, nascido em Minas, Walter de Castro Medeiros, presidente da empresa desde 1º de junho.

O executivo tem uma carreira de 26 anos no grupo, onde exerceu diversos cargos.

Outra tarefa, a partir daí, é perseguir a lucratividade, justo quando a indústria mundial do aço enfrenta um dos seus piores momentos.

O lucro, na última linha do balanço, não é vislumbrado a curto prazo.

Para o ano fiscal 2014/2015, que teve início neste mês, a meta é de equilíbrio do negócio (nem perda nem ganho).

Medeiros lembra que a fase de sangria de dinheiro da siderúrgica foi estancada, trazendo tranquilidade para a CSA. "A empresa vive um bom momento de ocupação da sua capacidade, de motivação das pessoas que lá trabalham e de performance operacional, com evolução positiva nos últimos 12 meses", diz o executivo.

A CSA sobreviveu nestes anos com suporte financeiro da sócia controladora, a ThyssenKrupp Slab International (TKSI), que concedeu empréstimos que foram renovados ao fim de cada ano fiscal.

Um dos mais recentes foi de US$ 1,25 bilhão.

Além da controladora, a empresa tem dívida escalonada de dois financiamentos do BNDES (total de R$ 2,4 bilhões, sem juros), com amortizações que vão até 2021.

A siderúrgica é integrada a carvão e minério de ferro, apta a produzir 5 milhões de toneladas de placas, produto semi-acabado de baixo valor agregado.

O complexo industrial, que iniciou a construção em 2007, tem ainda um terminal portuário próprio e uma termelétrica de 490 MW de potência que opera recuperando vapores e gases da usina de aço.

O projeto, montado por Thyssen e Vale - fornecedora exclusiva do minério de ferro até 2025 -, extrapolou, com atrasos e aumentos de custos, o valor do orçamento de instalação, atingindo cerca de US$ 8 bilhões. No início, a Vale tinha 10% da CSA, porém em 2009, teve de elevar sua participação a 27%, com aporte de capital para terminar a obra.

Medeiros contou ao Valor que, além contrato de venda de 2 milhões de toneladas ao ano, até 2019, com a laminadora americana de Calvert (ArcelorMittal e Nippon Steel), a CSA já vem ampliando vendas para os mercados dos EUA e México. No Brasil, vende para CSN e Usiminas; na Alemanha, para ThyssenKrupp Steel.

O executivo informa que a empresa tem a vantagem de fabricar placas (cerca de 55%) específicas para aplicações nobres: indústria automobilística e indústria de tubos para o setor de petróleo e gás. "Isso nos diferencia em relação aos chineses e russos", diz. Com isso, obtém prêmios ante os preços do mercado internacional.

A siderúrgica prevê operar aos menos ao nível do desempenho do terceiro trimestre (abril a junho), com 1,1 milhão de toneladas de placas trimestralmente daqui para frente.

Mantido, esse ritmo significa utilização de 90% da capacidade instalada - produção na faixa de 4,5 milhões de toneladas para este novo ano.

O foco comercial são os mercados de aços laminados para carrocerias de automóveis e a indústria de material tubulações de óleo e gás.

Mas a empresa vê oportunidades pelo mundo, como as compras de outras siderúrgicas durante reformas de seus altos-fornos. "É um mercado relevante, pois ocorreu no setor muita contenção dos investimentos".

A empresa busca também melhorar a performance da térmica, cuja geração é mais da metade (250 MW) destinada ao mercado livre de energia do país. O restante é para consumo próprio.

O balanço do ano fiscal 2014, encerrado em 30 de setembro, será divulgado em 20 de novembro, junto com o resultado global do grupo.

A espera é por ganho operacional, com base no resultado acumulado de nove meses. No entanto, alerta Medeiros, a empresa deve sofrer impacto do câmbio com alta do dólar no trimestre passado.

As compras de carvão e minério de ferro são dolarizadas. Há o alívio da queda dos preços das duas matérias-primas, mas também influencia o preço do aço.

No terceiro trimestre (fim de junho), a CSA teve ganho, antes das despesas financeiras, de € 16 milhões.

A receita de vendas foi de € 441 milhões.

Até o balanço de 2012, a CSA acumulou perdas de R$ 12,4 bilhões e teve de fazer duas grandes baixas contábeis.

No ano passado, conseguiu melhorar o desempenho: fechou com prejuízo de R$ 1,3 bilhão.

A situação do setor não é nada boa no mundo, diz Michael Hollermann, presidente do grupo ThyssenKrupp na América do Sul e Central. "95% estão operando no prejuízo. Na Europa, só duas empresas lucraram".

Cauteloso, Medeiros diz que a CSA traçou metas que possam ser atingidas com melhorias de performance e redução de custos em todas unidades operacionais.

Hoje, a empresa tem 5,5 mil funcionários: 3 mil próprios e 2,5 mil terceirizados.

 



Fonte: Valor Online
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